<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682</id><updated>2011-04-21T22:35:51.991+01:00</updated><title type='text'>CARTAS DE LONDRES</title><subtitle type='html'>Este é um blog liberal, cheio de convicções e à procura de patrocínios. Temas? As coisas que realmente (me) interessam. Procuramos, acima de tudo, seguir as máximas do nosso João das Regras «Olhai, porém vede!» e do imortal bispo inglês Joseph Butler, «Things and actions are what they are, and the consequences of them will be what they will be: why then should we desire to be deceived?» Divirtam-se, que nós também. Comentários: BrunoCardosoReis@sapo.pt</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cartaslondres.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>314</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-114938749970563791</id><published>2006-06-04T03:16:00.000+01:00</published><updated>2006-06-04T03:18:19.720+01:00</updated><title type='text'>Novo abrigo</title><content type='html'>Depois das tribulações, &lt;a href="http://o-amigodopovo.blogspot.com"&gt;o acolhimento de amigos&lt;/a&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-114938749970563791?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/114938749970563791'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/114938749970563791'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2006_06_01_archive.html#114938749970563791' title='Novo abrigo'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-112075469053986684</id><published>2005-07-07T21:26:00.000+01:00</published><updated>2006-06-04T03:26:42.496+01:00</updated><title type='text'>A morte saiu à rua</title><content type='html'>&lt;a href="http://news.bbc.co.uk/media/images/41277000/jpg/_41277449_bus_close_reader.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand" alt="" src="http://news.bbc.co.uk/media/images/41277000/jpg/_41277449_bus_close_reader.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É habitual os mortos fazerem umas visitas aos vivos para resolver problemas pendentes. A blogosfera presta-se aliás a aparições virtuais. Infelizmente estes trocadilhos mortais perderam muito da sua piada num dia como o de hoje. &lt;a href="http://noquintodosimperios.blogspot.com/2005_07_01_noquintodosimperios_archive.html#112074374440981104"&gt;O Fernando escapou por pouco, e está numa forma que nos deixa a todos orgulhosos. &lt;/a&gt;Mas ainda não sei de vários dos meus amigos londrinos que costumam rondar aqueles sítios de morticínio, dois deles a dez ou quinze minutos de onde moro. Só espero que estejam bem, a todos a minha força, neste dia em que a morte saiu à rua na cidade onde tenho vivido nestes últimos anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu não estou em Londres. Hoje isso parece traição.&lt;/strong&gt; Mas vou voltar, claro. Não se pode deixar esmorecer a cidade que venceu o Blitz, por cujas cicatrizes passo nas minhas caminhadas diárias para o trabalho (nunca fui fã do metro londrino, nem grande crente em qualquer mecanismo de segurança no caos da hora de ponta). Não se pode deixar amedrontar a cidade que conviveu durante anos com o terrorismo do IRA. Estes ataques são mais ameaçadores porque mais incertos. Não há sirenes nem abrigos. Não há avisos telefónicos. Mas toda a vida é incerteza. Só a morte é certa. E como Shakespeare através do seu Júlio César explicava, um covarde morre todos os dias, um homem só morre uma vez. (Com a desvantagem, bem sei, de que dai a pouco César morre. Veja-se como piada, ou como simples aviso, de que falar assim tem custos.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;As minhas ideias e princípios não saem abaladas destas explosões.&lt;/strong&gt; A tristeza e a preocupação são muitas. Mas abandonar a lucidez é deixar que o terror vença. Seria também pouco britânico. Segue-se uma análise - um pouco uma síntese do que por aqui fomos dizendo nas Cartas sobre este tema - em jeito de homenagem e fecho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Há grupos islamistas radicais – a nebuloso chamada al-Qaida – com objectivos e métodos inaceitáveis que devem ser combatidos. Ninguém de bom senso nega isso. Mas claro que isso não dispensa que se pense a melhor forma de os combater.&lt;/strong&gt; Como não desculpa que se faça de um bilião de muçulmanos, alguns dos quais provavelmente entre os mortos nos ataques de hoje, um bode expiatório fácil. Prender pessoas a eito por suspeitas vagas apenas acirra ressentimentos e entope a investigação com informações inúteis e inocentes injustiçados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não há atalhos para combater o terrorismo.&lt;/strong&gt; Infelizmente. Há coisas que se podem e devem fazer em tempos de maior ameaça. Os serviços de informações devem poder, como aliás já sucede, seguir, escutar, observar e cruzar informações com mais latitude do que em tempos de paz. Mas algum tipo de mecanismo de controlo deste tipo de actividade deve continuara funcionar. Os julgamentos de terroristas devem poder ser reservados sempre que isso se justifique para proteger fontes e métodos. Mas as garantias fundamentais devem continuar a funcionar. Sacrificar a nossa liberdade em nome da eficiência no combate ao terrorismo é sacrificar o essencial em nome de um sentimento de segurança ilusório e populista.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Muito do realmente importante no combate ao terrorismo passa, aliás, por medidas, que por serem caras ou mexerem em grandes interesses, provocam hesitações e resistências, e de que se fala pouco.&lt;/strong&gt; Por exemplo, a utilização de nova tecnologia e novos e, por vezes morosos, controlos para testar passageiros e mercadorias em portos, aeroportos ou estações. Ou o ataque aos paraísos fiscais e a outras formas, muitas delas legais, de ocultação de capitais, usadas pelas redes terroristas para financiar os seus ataques. Mas restringir radicalmente a liberdade de viajar, ou de comerciar, seria a morte da globalização e a vitória de grupos ferozmente «tribais», seguidores do mote antes sós que mal acompanhados, como a al-Qaida e seus imitadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E continuo a acreditar – ó escândalo – que o combate ao terrorismo beneficiaria muito com um esforço para integrar os marginais da sociedade internacional.&lt;/strong&gt; Não significa isto que esteja convencido que se bin Ladin for tratado com jeitinho se vai tornar um pacifista; ou que se possa ou deva negociar com estes terroristas; ou que subscreva a tese ridícula de que os terroristas são pobres, excluídos no sentido mais corriqueiro. Sobretudo os seus chefes não o são. &lt;em&gt;Quem tem fome não tem cabeça para organizar ou executar grande coisa, muito menos atentados deste calibre. Mas excluído não quer dizer apenas pobre ou analfabeto.&lt;/em&gt; Grande parte das pessoas do mundo muçulmano e de quase todos os países não-ocidentais sentem-se excluídos. Excluídos internamente por regimes autoritários e violentos. Mas também excluídos das grandes decisões que afectam o mundo. Democratizar – e desenvolver – é um passo importante para diminuir o campo de recrutamento e apoio a estes grupos. Mas também o é dar passos para integrar o melhor possível as comunidades imigrantes no Ocidente e criar uma sociedade internacional mais justa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O discurso hegemónico de George W. Bush, de quem quer impor democracias à força, mas deixa claro que depois quem manda no mundo são os EUA, é a melhor garantia que cada vez mais árabes, muçulmanos, enfim todos os que não tiveram a suprema sorte de nascer norte-americanos, se sentirão cidadãos de segunda na sociedade global.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Há que não ter ilusões sobre a natureza deste inimigo: as redes de radicais jihadistas despreza o Ocidente por ser diferente, e arrenegam qualquer ideia de liberdade ou direitos humanos. Mas reduzir o combate ao terrorismo ou à guerrilha a um processo simplesmente policial e militar seria um erro.&lt;/strong&gt; Não conheço nenhum caso – e estou a trabalhar precisamente no campo dos conflitos assimétricos – que tenha sido resolvido apenas assim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para se ser duro com o terrorismo não é preciso ser-se injusto. Para se ser forte contra o terrorismo não é preciso ser-se cego.&lt;/strong&gt; Pelo contrário, quanto mais justo o combate mais legitimidade conquistará. Quanto mais inteligentemente essa luta for conduzido mais resultados obterá. O combate ao terrorismo é difícil. Será sempre. &lt;strong&gt;Mas só se não trairmos os nossos princípios teremos a certeza de que vale a pena continuar a lutar.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;PS - Este é um post sem exemplo. Amanhã ou qualquer dia talvez explique porque não vou continuar com a escrever cartas de Londres.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-112075469053986684?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/112075469053986684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/112075469053986684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_07_01_archive.html#112075469053986684' title='A morte saiu à rua'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110770410430643804</id><published>2005-02-08T13:29:00.000Z</published><updated>2005-02-08T18:45:11.556Z</updated><title type='text'>Vida depois da morte...</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Este blogue acabou mesmo, mas eu sou daqueles que acreditam na vida depois da morte. &lt;/strong&gt;Por isso, de além tumulo, &lt;a href="http://oacidental.blogspot.com"&gt;queria primeiro agradecer aos que deram pela minha falta e simpaticamente o manifestaram, deixo-lhes aqui um abraço francófilo e londrino&lt;/a&gt;. Há quem goste de uma troca de ideias animada e prefira Londres a Paris. Queria ainda dizer umas palavrinhas antes de me ir embora de vez, qual fantasma que vagueia pela terra a incomodar os incautos antes de se acomodar a outras paragens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre as eleições no Iraque, reafirmar o essencial: não há democracia sem eleições (no plural), mas não há, evidentemente, democracia só com eleições (mesmo no plural).&lt;/strong&gt; Vale a pena ler este este texto, &lt;a href="http://www.msnbc.msn.com/id/6885455/site/newsweek/"&gt;&lt;strong&gt;Elections are not&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Democracy,&lt;/strong&gt; de Fareed Zakaria na Newsweek&lt;/a&gt;. Para perceber que afinal os problemas e dúvidas que muitos em Portugal atribuem ao anti-americanismo estão no centro da discussão dos problemas do futuro do Iraque nos EUA. Importa ainda recordar, como &lt;a href="http://www.msnbc.msn.com/id/6920207/site/newsweek/"&gt;Zakaria igualmente faz, que &lt;strong&gt;estas eleições foram acima de tudo uma vitória de Sistani e não de Bush II .&lt;/strong&gt; Foi ele que obrigou os americanos, via mediação da ONU, a recuar nos planos que tinham feito, e deixar os iraquianos votar bem mais cedo do que tinha sido previsto! &lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Resta saber, se, como por agora parece, Sistani é um islamista relativamente democrata, ou se vamos ter mais uma vez, &lt;em&gt;one man, one vote, once...&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre o Irão, parece claro que aquilo que Bush II e companhia andam a dizer é muito parecido ao que disseram inicialmente sobre o Iraque. &lt;/strong&gt;Mas pode ser que desta vez seja mesmo só bluff para impressionar os iranianos. &lt;strong&gt;É que há uma grande diferença entre 2003 e 2005: o Irão tem 70 milhões de habitantes, e os EUA deveriam ter percebido, entretanto, que não são omnipotentes. &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.washingtonpost.com/ac2/wp-dyn/A1670-2005Feb5?language=printer"&gt;&lt;strong&gt;Na verdade, o exército americano está a enfrentar grandes dificuldades para sustentar sequer o nivel de esforco externo actual, como se explica neste editorial do Washington Post&lt;/strong&gt;.&lt;/a&gt; Os iranianos provavelmente sabem, afinal conhecem bem o vizinho Iraque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre Santanta Lopes. Concretizou as minhas piores expectativas e ainda as excedeu. Uma completa personalização da politica. Uma campanha negativa na linha da pior escola norte-americana (a de George W. Bush). E uma tentativa de degradação do "debate" para os niveis do populismo adocicado latino-americano.&lt;/strong&gt; Palavriado nunca lhe faltou. Mas vergonha ainda tem menos do que eu pensava. Pelo menos, escolheu bem o seu padrinho para a abertura da campanha: Alberto João Jardim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como podem ver ainda vou tendo umas coisas originais para dizer (ilusão de todo o escrevinhador).&lt;/strong&gt; E se tivesse dúvidas sobre continuar na blogosfera, &lt;a href="http://abrupto.blogspot.com/"&gt;os inesperados ataques contra blogues de esquerda e de direita que parece que fazem sombra a um destacada militante do PSD, que andou anos e anos a pregar o rigor nos media mas agora regressou aos tempos da agit-prop pura e dura,&lt;/a&gt; teriam selado a minha decisão de continuar. Umas vezes m'espanto, outras m'avergonho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em suma, decidi a minha transferência em breve para &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://barnabe.weblog.com.pt"&gt;&lt;strong&gt;uma equipa campeã&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;, que generosamente me acolhe.&lt;/strong&gt; Espero que compense as minhas previsiveis baixas de forma durante este ano de muitos trabalhos. Vemo-nos por lá...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110770410430643804?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110770410430643804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110770410430643804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_02_01_archive.html#110770410430643804' title='Vida depois da morte...'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110705598522254123</id><published>2005-01-30T14:32:00.000Z</published><updated>2006-04-07T12:08:32.710+01:00</updated><title type='text'>London Town II</title><content type='html'>Comecei há um ano a escrever este blogue. A ideia era substituir mails colectivos com novidades de Londres para os amigos. Falhei completamente nessa missão. Sobre se fui bem sucedido nessoutra tarefa, com tantas tradições estrangeiradas, de educar o povo português a partir de fora, serão vocês a ajuizar. Mas espero que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esperançado de que o mundo esteja bem encaminho para a sua libertação final, e Portugal para os choques que precisa, vou suspender aqui esta minha actividade bloguística.&lt;/strong&gt; Grato a todos os que tiveram a paciência de me aturar. Grato aos que se deram ao trabalho de me incluir na suas lista de links sabendo que eu não iria rebribuir por falta de tempo, cultura bloguística e cultura informática. Grato, sobretudo, aos que se deram ao trabalho de me fazer pensar melhor ao entrar em «polémicas» comigo. O PS fica portanto avisado de que estou disponível para integrar o próximo governo, mas apenas em posto apropriado (ministro adjunto e da blogosfera, que tal?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre Londres acabei por falar de menos, talvez. &lt;/strong&gt;Não é uma cidade bonita no sentido vulgar do termo. Não é Paris. Não é Florença. Não é Lisboa. Mas é uma cidade de que se aprende a gostar, nas suas muitas surpresas. Sobretudo se se tiver a sorte de se viver num cantinho ajardinado e calmo da zona central. O pior de Londres é definitivamente o metro, embora com artistas de primeira classe: têm de passar uma audição e tudo para ter «o cartão».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ao fim-de-semana, a caminho do trabalho numa das mais castiças ruas de Londres (Chancery Lane), desvio-me do trajecto mais curto.&lt;/strong&gt; No ano passado fazia-o  através da Tate Modern e além rio pela ponte pedonal até St. Paul’s. Agora frequentemente atravesso o British Museum, qual vasto mercado coberto de antiguidades, poiso por vezes na livraria da London Review of Books e pratico window-shopping na zona de Covent Garden (não o mercado propriamente dito que é uma zona entregue aos turistas). Desvios gratuitos numa cidade de extremos também no custo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quanto a conselhos «turísticos», deixo apenas dois para não vos cansar e para não me cansar. &lt;/strong&gt;Atravessar a ponte pedonal a partir da estação de Charing Cross, sobretudo à noite e no verão e parar a meio para a vista mais bonita da cidade.  Numa rua muito próxima da saída principal do Museu Britânico, contemplar e entrar na loja Smith &amp; Sons, fachada típico do final século XIX que anuncia sticks &amp;amp; umbrellas. Querem coisa mais inglesa? Esclarecem ainda que alguns são realmente surpreendentes, "life preservers" com espadas e punhais escondidos.... Londres pode ser mais aventurosa do que parece (e não estou só a falar da comida).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um lado bom de uma cidade tão cosmopolita é que mesmo que nem toda a gente se entenda, separados por versões diferentes da mesma língua, raramente alguém se preocupa com alguma coisa estranha. Apesar dos posters do 999 a apelarem para avisarmos a polícia se estranharmos alguma coisa. Como é que podemos estranhar alguma coisa numa cidade em que a estranheza é natural? &lt;strong&gt;Londres nas palavras do imortal poeta e publicitário, primeiro estranha-se, depois entranha-se.&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110705598522254123?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110705598522254123'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110705598522254123'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110705598522254123' title='London Town II'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110705590753832315</id><published>2005-01-29T11:16:00.000Z</published><updated>2005-01-30T03:36:27.573Z</updated><title type='text'>Eleições no Iraque</title><content type='html'>São amanhã. &lt;strong&gt;Ao contrário de muitos críticos nunca me pareceu boa ideia adiar. &lt;/strong&gt;(&lt;a href="http://query.nytimes.com/gst/abstract.html?res=FA0B12FC355D0C7A8CDDA80894DD404482"&gt;A posição crítica com a qual, apesar de tudo, estaria mais inclinado a concordar é esta de Larry Diamond, um dos maiores especialistas nestas questões. &lt;/a&gt;Um texto a que cheguei via &lt;a href="http://bloguitica2.blogspot.com/"&gt;Bloguíta – um blogue de serviço público, infelizmente em risco de desaparecer&lt;/a&gt;.)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Adiar significaria entregar o ouro ao bandido. Ou seja, entregar o controlo do processo político aos que optarem pela violência.&lt;/strong&gt; Nesse sentido seria também a melhor garantia do perpetuar da presença de tropas estrangeiras. &lt;strong&gt;Mais, um adiamento, sem mais, seria inaceitável para a maioria xiita, e poderia levá-la a ver na luta armada a única forma de chegar ao poder. Isso criaria uma confusão ainda maior.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas as eleições são apenas um primeiro e ténue passo, que provavelmente será salpicado de muito sangue fresco.&lt;/strong&gt; Não vão resolver a questão central da violência. Mas na medida em que a luta contra os guerrilheiros tem uma dimensão política susceptível de saída negocial, tem a ver com as garantias que a nova constituição vai dar aos sunitas (e curdos e outras minorias). Ela será escrita pelo parlamento agora eleito, e que será, mas seria sempre, dominado por xiitas. Se os xiitas cederem à tentação de querer tudo, podem acabar por comprometer a unidade do país. Mas dada a moderação de que têm dado mostras – inclusive convidando alguns sunitas para as «suas» listas – tal parece pouco provável. &lt;strong&gt;Mas para haver paz, xiitas e (alguns lideres) sunitas vão ter de chegar a algum acordo. E cheira-me que serão os estrangeiros – EUA e jihadistas – a pagar o preço.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esta eleição não vai garantir por si só – longe disso! – que o Iraque virá a ter um futuro democrático. Mas é pelo menos um passo na direcção certa.&lt;/strong&gt; E por isso muitos iraquianos tragicamente vão arriscar a vida para votar. A verdade é que o mundo vive uma epidemia democrática. Cada vez mais países conseguem ter um regime em que pelo menos periodicamente as pessoas têm uma palavra a dizer sobre quem os governa. Os que não gozam desse direito cada vez mais sabem disso, e perguntam: porque não eu?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Há uma lição nisto para nós também. Se alguma coisa está mal em Portugal, e todos sabemos a resposta, façamos por mudar. Quem quiser pode mesmo criar um novo partido, ou uma associação se não gostam de partidos.&lt;/strong&gt; Mas não façam figura de palhaços a pintar cartazes de quem ao menos se dá ao trabalho de tentar fazer com que a nossa democracia funcione. São capazes de melhor e diferente? Mostrem como, pelo menos com palavras!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS - Há uma &lt;a href="http://www.cfr.org/background/iraq_postpone.php"&gt;quantidade de textos a discutir vários cenários no site do Council on Foreign Relations&lt;/a&gt;. E uma &lt;a href="http://www.cfr.org/pub7647/bernard_gwertzman_david_patel/iraq_scholar_patel_nuclear_scientist_shahrastani_likely_to_emerge_as_iraqs_next_prime_minister.php"&gt;entrevista bem interessante precisamente sobre alguns pontos que aqui discutimos.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110705590753832315?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110705590753832315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110705590753832315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110705590753832315' title='Eleições no Iraque'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110705495229364690</id><published>2005-01-29T11:06:00.000Z</published><updated>2005-01-30T03:15:52.293Z</updated><title type='text'>Duas prendas americanas</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.nybooks.com/articles/17726"&gt;Se ainda não leram nada sobre questões internacionais este ano, se não tencionam ler nada este ano sobre questões internacionais, vão a correr ler este texto fabuloso de Tony Judt na New York Review. &lt;/a&gt;Como é de regra a escrita é excelente. O texto é uma síntese brilhante, repleta de dados e reflexões, sobre o problema central a que tantas vezes nos temos vindo a referir da comparação e da relação entre os EUA e a Europa. A discussão começa com uma análise da diferença entre o café expresso e o café americano. E Portugal até aparece (precisamente a respeito de bebés)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Termina assim&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.nybooks.com/articles/17726"&gt;Globalization is about the disappearance of boundaries—cultural and economic boundaries, physical boundaries, linguistic boundaries—and the challenge of organizing our world in their absence. In the words of Jean-Marie Guéhenno, the UN's director of peacekeeping operations: "Having lost the comfort of our geographical boundaries, we must in effect rediscover what creates the bond between humans that constitute a community." &lt;br /&gt;To their own surprise and occasional consternation, &lt;strong&gt;Europeans have begun to do this: to create a bond between human beings that transcends older boundaries and to make out of these new institutional forms something that really is a community.&lt;/strong&gt; They don't always do it very well and there is still considerable nostalgia in certain quarters for those old frontier posts. But something is better than nothing: and nothing is just what we shall be left with if the fragile international accords, treaties, agencies, laws, and institutions that we have erected since 1945 are allowed to rot and decline—or, worse, are deliberately brought low. &lt;strong&gt;As things now stand, boundary-breaking and community-making is something that Europeans are doing better than anyone else. The United States, trapped once again in what Tocqueville called its "perpetual utterance of self-applause," isn't even trying&lt;/strong&gt;.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.nybooks.com/articles/17690"&gt;Vale também muito a pena ler na Review &lt;strong&gt;um artigo daquele que é provavelmente o melhor repórter actual em língua inglesa, Mark Danner, sobre a reeleição de Bush.&lt;/strong&gt; Fica-se realmente a perceber a atmosfera... de medo, alimentado pela imprensa populista de direita, em que teve lugar.&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110705495229364690?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110705495229364690'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110705495229364690'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110705495229364690' title='Duas prendas americanas'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110687869774470635</id><published>2005-01-27T23:05:00.000Z</published><updated>2005-01-28T02:25:21.373Z</updated><title type='text'>Auschwitz e o Mercador de Veneza</title><content type='html'>Para lembrar &lt;a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/europe/4210841.stm"&gt;Auschwitz&lt;/a&gt; e reanimar o espírito foi ver &lt;a href="http://www.sonypictures.com/classics/merchantofvenice/flash.html"&gt;The Merchant of Venice, o filme&lt;/a&gt;... Como seria de esperar, e para citar uma amiga judia meio húngara meio canadiana, confirmei que a peça é anti-semita... No final o judeu é castigado.&lt;br /&gt;Na verdade, saber exactamente o que Shakespeare queria e &lt;em&gt;podia&lt;/em&gt; dizer nada tem de simples.&lt;br /&gt;A reflexão sobre a rigidez da Lei face às virtudes da Misericórdia que enreda o enredo, pode ser lido como uma crítica ao judaísmo face ao cristianismo, certamente era essa a leitura evidente, mas podia igualmente ou principalmente visar o protestantismo ou o despotismo legalista. Afinal Shakeaspeare era, senão um católico clandestino (seria difícil garantir isso, não tendo ele sido executado), pelo menos de uma família e região dessa inclinação. Do que podemos estar certos é que percebe bem o perseguido... Como sempre sucede com o grande mestre, independentemente dos detalhes e floreados da urdidura chega bem fundo na nossa humanal condição. Se alguém quiser perceber é só olhar e ver, escutar e ouvir.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.gutenberg.org/etext/1114"&gt;Assim grita &lt;strong&gt;Shylock&lt;/strong&gt; século após século: &lt;strong&gt;Thou callest me a dog before thou hadst a cause. But since I am dog bewar my fangs!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ou ainda: &lt;strong&gt;He has disgraced me and hindred me half a million; laughed at my losses, mocked at my gains, scorned my nation … And what's his reason? I am a Jew. Hath not a Jew eyes? Hath not a Jew hands, organs, dimensions, senses, affections, passions, fed with the same food, hurt with the same weapons, subject to the same diseases, healed by the same means, warmed and cooled by the same winter and summer, as a Christian is? If you prick us, do we not bleed? If you tickle us, do we not laugh? If you poison us, do we not die?&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110687869774470635?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110687869774470635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110687869774470635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110687869774470635' title='Auschwitz e o Mercador de Veneza'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110678949885396640</id><published>2005-01-26T11:49:00.000Z</published><updated>2005-01-27T01:46:40.786Z</updated><title type='text'>O mestre e os mestres</title><content type='html'>Lembraram-me num blogue de que me esqueci, que 2004 passou sem ler nenhuma das duas novelas sobre um dos meus mestres preferidos, not least por causa da pequena estória chamada precisamente &lt;a href="http://www.amazon.co.uk/exec/obidos/ASIN/0974607843/qid=1106789022/sr=1-1/ref=sr_1_8_1/202-8763090-2566243"&gt;The Lesson of the Master&lt;/a&gt;... A ironia desta aplica-se bem ao facto de que dois dos melhores escritores contemporâneos destas paragens coincidentemente debruçaram-se sobre Henry James na mesma altura: &lt;a href="http://www.amazon.co.uk/exec/obidos/ASIN/0330485660/qid=1106787844/sr=2-1/ref=sr_2_11_1/202-8763090-2566243"&gt;Colm Toibin com The Master &lt;/a&gt;&amp; &lt;a href="http://www.amazon.co.uk/exec/obidos/ASIN/0436205270/qid=1106787935/sr=2-1/ref=sr_2_3_1/202-8763090-2566243"&gt;David Lodge com Author, Author.&lt;/a&gt; Mais, se o contraste entre os louvores da crítica e as vantagens do dinheiro e da fama das grandes plateias e bestsellers foi um dos motivos de interesse do próprio Henry James e é tema tratado nestas duas novelas, Toibin foi aparentemente o mais aclamado pela crítica e o mais comprado!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estou certo que ambos foram, em todo o caso, fiéis a estas palavras de mestre James: 'The only obligation to which in advance we may hold a novel without incurring the accusation of being arbitrary, is that it be interesting.'&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.amazon.co.uk/exec/obidos/ASIN/0224072994/qid=1106788653/sr=2-1/ref=sr_2_3_1/202-8763090-2566243"&gt;PS - A coisa mais quente, literariamente falando, por estas bandas parece ser o nova novela de Ian McEwan. &lt;/a&gt;Sou um grande admirador do dito. Acho que, tal como Scorcese ou Allen no cinema, mesmo quando não é muito bom, vale a pena... Esta &lt;strong&gt;Saturday&lt;/strong&gt; nasceu desse Sábado invernil de 2003, dia da gigantesca manif contra a guerra aqui em Londres. Aquele dia tão fora do comum merecia ser trabalhado por um autor de calibre.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110678949885396640?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110678949885396640'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110678949885396640'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110678949885396640' title='O mestre e os mestres'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110678702837559905</id><published>2005-01-26T11:46:00.000Z</published><updated>2005-01-27T02:08:56.046Z</updated><title type='text'>Dream on America! L'Europe arrive!</title><content type='html'>&lt;a href="http://oacidental.blogspot.com/2005_01_01_oacidental_archive.html#110631293926909815"&gt;O Luciano Amaral descreve a União Europeia como uma nova União Soviética. &lt;/a&gt;Por uns momentos, quando falava de uma nova União Soviética pensei ainda que ele iria falar sobre uma potência governado por um grupo de ideólogos determinados a dominar o mundo para o salvar, a libertá-lo da tirania pela força, com um deficit crescente por causa dos gastos militares, envolvidos numa aventura sangrenta e impopular, enfim, de um país de pleno emprego mas más condições de trabalho, de um estado cujos indicadores económicos não são exactamente muito crediveis...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas não, o Luciano decidiu falar sobre a &lt;em&gt;União &lt;/em&gt;Europeia, que tem, realmente, &lt;em&gt;uma&lt;/em&gt; coisa em comum com a &lt;em&gt;União&lt;/em&gt; Soviética... &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.msnbc.msn.com/id/6857387/site/newsweek/"&gt;Para uma outra leitura sobre a União Europeia e os EUA , mais fundamentada na realidade, recomendo a leitura deste excelente texto no último número da frequentemente (euro)céptica &lt;strong&gt;Newsweek&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; – aliás as revistas e jornais ingleses e americanos têm passado as últimas décadas a prever o fim próximo da CEE ou da União Europeia, se acabarem por acertar não foi por falta de tentativas... Neste artigo explica-se que&lt;strong&gt; 5 dos 10 países mais produtivos do mundo (inclusive o n. 1) fazem parte da UE&lt;/strong&gt;. Que em média um &lt;strong&gt;francês vive mais c. 4 anos do que um americano&lt;/strong&gt;. Que o &lt;strong&gt;sistema de saúde dos EUA é o 37 melhor do mundo – uma média claro, há muito hospital mau – empatado com Cuba. &lt;/strong&gt;Que há &lt;strong&gt;45 milhões de americanos sem seguro de saúde&lt;/strong&gt;. Que os &lt;strong&gt;EUA são o país da OCDE com mais alta taxa de mortalidade infantil&lt;/strong&gt;. Etc. etc. O autor é um dos melhores – e não acrítico – estudiosos da UE nos EUA, Andrew Moracvsic. O título &lt;strong&gt;«Dream on, America»&lt;/strong&gt; aponta para o facto da Europa ser vista cada vez mais como um modelo a nivel internacional, mais que os EUA. E cita um artigo recente de Tony Giddens no New Statesmen cuja afirmação central é bem pertinente para Portugal: &lt;strong&gt;“Nordic social democracy remains robust, not because it has resisted reform, but because it has embraced it.” Amen!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110678702837559905?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110678702837559905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110678702837559905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110678702837559905' title='Dream on America! L&apos;Europe arrive!'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110669932836181635</id><published>2005-01-25T11:24:00.000Z</published><updated>2005-01-26T00:28:48.360Z</updated><title type='text'>Descobrem a esquerda liberal</title><content type='html'>&lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2005/01/ricardos-difficult-idea.html"&gt;Vejam como estes nossos amigos recomendam a leitura de Krugman, um dos economistas que mais admiramos. &lt;/a&gt;Espero que seja sinal de vão igualmente ler e recomendar em breve as suas sempre tão fundadas criticas ao iliberalismo e ilusionismo (económico e não só) de George W. Bush...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110669932836181635?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110669932836181635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110669932836181635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110669932836181635' title='Descobrem a esquerda liberal'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110669870909325535</id><published>2005-01-25T11:05:00.000Z</published><updated>2006-04-07T12:10:33.686+01:00</updated><title type='text'>Maturidade e maioria absoluta</title><content type='html'>&lt;a href="http://barnabe.weblog.com.pt"&gt;Sobre o debate em curso no Barnabé&lt;/a&gt;, ainda que com dúvidas sobre se gozo de direitos políticos plenos, pois não gerei uma filha... (mas, se o tivesse feito, certamente não a usaria no mercado político), gostava de dizer o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. A imaturidade do Bloco, caro Rui, não passa pelo revelador moralismo da sua principal figura, Francisco Louçã.&lt;/strong&gt; (A propósito, só para que conste, na minha visão de uma pessoa verdadeiramente progressista não cabe conceber uma filha e sobretudo apreciar o seu sorriso, isso é pequeno-burguês caramba!!!) &lt;strong&gt;Passa por propostas enganosas como a de prometer mais emprego e a revogação do pacote laboral – quando mesmo a Alemanha e a França estão a flexibilizar o mercado de trabalho.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Ou por se afirmar que os empresários portugueses estão podres (todos suponho, porque não se faz distinção) e ao mesmo tempo se promete mais despesa pública!&lt;/strong&gt; Ora se isto é verdade, a não ser que o economista maravilha Francisco Louçã venha dizer que vai nacionalizar toda a economia nacional e mostrar ao mundo como é que se gerem empresas, não vejo onde é que ele vai buscar o dinheiro se todas empresas portuguesas são geridas por incapazes! E supunha eu que tinhamos um problema de deficit estrutural!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Ao contrário do que o Pedro pensa, parece-me que Louçã até pode ganhar alguns votos com estas suas afirmações. Mesmo que perca algum eleitorado urbano, pode ir pescar eleitores da esquerda mais conservadora, jacobino-caceteira, &lt;/strong&gt;que aprecia este tipo de ataque pessoal a Portas. Resta saber se isso se traduzirá em deputados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. O PS para conseguir a maioria absoluta tem de ganhar votos quer à esquerda, quer ao centro.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Para isso, deve deixar claro para que é que quer uma maioria absoluta. Para fazer as reformas de que o país precisa urgentemente.&lt;/strong&gt; Nomeadamente do sector público, que foi apontado correctamente como uma prioridade. Controlar a despesa implica confrontar lobbies importantes o que só um governo forte pode fazer. E alguém é publica e explicitiamente a favor de uma utilização ineficiente dos dinheiros públicos? &lt;strong&gt;Para isso, também, o PS deve deixar claro porque é que ninguém na esquerda deve recear essa maioria. &lt;/strong&gt;Melhorar a eficiência na gestão do dinheiro público, melhorar a eficiência da administração pública é essencial para salvar o Estado Social de cortes mais radicais. &lt;strong&gt;Mais, as poucas propostas realistas do Bloco, nomeadamente na questão do aborto – que pessoas como Louçã têm feito tanto para bloquear com a sua atitude de superioridade moral – irão ser levadas a cabo pelo PS.&lt;/strong&gt; E só o PS as pode levar a cabo. &lt;strong&gt;Aquelas propostas do Bloco que são irrealizáveis e irresponsáveis, o PS nunca as poderia assumir, mesmo (sobretudo?) se for governo minoritário.&lt;/strong&gt; E portanto apenas teriamos a garantia de mais anos de instabilidade e de falta de reformas cruciais que tornariam um governo de direita quase inevitável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PS – Finalmente, caro Rui, como o Pedro diz quanto mais sólida a maioria, maior a possibilidade do PS captar bons ministros que sabem que têm o poder para levar a cabo as suas ideias. &lt;/strong&gt;Há pessoas menos recomendáveis no PS, aonde é que elas não existem? Achas que os partidos podem ser a excepção à regra geral da falibilidade humana. Partidos de poder atraem oportunistas, é inevitável. Também atraem pessoas que querem fazer coisas. E os partidos de oposição permanente? Se atraem os utópicos idealistas, não atraem também os críticos profissionais de tudo e de todos, incapazes de realizar seja o que for?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110669870909325535?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110669870909325535'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110669870909325535'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110669870909325535' title='Maturidade e maioria absoluta'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110658351929008844</id><published>2005-01-24T16:17:00.000Z</published><updated>2005-01-24T16:21:50.000Z</updated><title type='text'>Deprimido?</title><content type='html'>Não se preocupe, parece &lt;a href="http://www.guardian.co.uk/uk_news/story/0,3604,1396977,00.html"&gt;que todos devemos estar, precisamente neste dia&lt;/a&gt;...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110658351929008844?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110658351929008844'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110658351929008844'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110658351929008844' title='Deprimido?'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110658452893436886</id><published>2005-01-23T23:22:00.000Z</published><updated>2005-01-26T00:22:14.556Z</updated><title type='text'>Sir Winston, um falhado?</title><content type='html'>Churchill morreu há quarenta anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://observer.guardian.co.uk/comment/story/0,,1396515,00.html"&gt;Ao fim de tantos anos a ter a certeza que estava certo, teve a coragem de reconhecer que tinha falhado em algo essencial: fazer da Inglaterra parte da nova Europa. Como nos explica neste texto, um dos melhores historiadores politicos ingleses, Vernon Bodganor, os ingleses ainda estão a pagar por isso&lt;/a&gt;. Mas pelo menos revelou-se mais clarividente na velhice, que muitos dos seus sucessores na meia idade...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110658452893436886?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110658452893436886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110658452893436886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110658452893436886' title='Sir Winston, um falhado?'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110631075205242035</id><published>2005-01-21T12:25:00.000Z</published><updated>2005-01-21T12:37:49.650Z</updated><title type='text'>Bush II </title><content type='html'>Foi ontem o início de four more years. Devo confessar que a camada de neve e a vaga de frio fez-me questionar, pela primeira vez, as garantias Jerry Fallwell e outros tele-reverendos de que Bush II é o homem escolhido por Deus para levar o Mundo para o bom caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.guardian.co.uk/usa/story/0,12271,1395091,00.html"&gt;Quanto ao discurso que outros escreveram para ele, felizmente é essa tradição, e portanto foi possível ouvir frases completas e minimamente inteligíveis da boca presidencial, para variar. &lt;strong&gt;A mensagem principal foi familiar: vamos dar-vos a liberdade a bem ou a mal!&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Só vejo aqui uma pequena contradição. De que serve ter um mundo cheio de democracias, se depois quem manda no mundo são os EUA?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E sobre o Iraque, nada, claro... Parece que nem estamos a falar do mesmo assunto. &lt;/strong&gt;Mas talvez seja precisamente isso. Afinal é cada vez mais claro que os EUA podem ter duas de três coisas, mas não as três ao mesmo tempo: um Iraque pacífico, democrático e pró-americano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas pelo menos uma coisa devia ter ficado clara desde que a Turquia resistiu com sucesso a ser envolvida na invasão do Iraque. &lt;strong&gt;Não há melhor arma contra Bush II e os seus falcões do que ter um regime demo-liberal. Essa é a arma secreta contra a qual os EUA pouco podem. &lt;/strong&gt;A kriptonite do século XXI...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110631075205242035?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110631075205242035'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110631075205242035'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110631075205242035' title='Bush II '/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110631033907661496</id><published>2005-01-21T12:14:00.000Z</published><updated>2005-01-21T12:40:09.576Z</updated><title type='text'>Renovação na continuidade</title><content type='html'>A renovação da imprensa portuguesa atingiu ontem um ponto alto. &lt;strong&gt;José Pacheco Pereira com textos em simultâneo no &lt;a href="http://jornal.publico.pt/2005/01/20/EspacoPublico/O01.html"&gt;Público &lt;/a&gt;e no &lt;a href="http://dn.sapo.pt/2005/01/20/opiniao/houve_mafe_direccao_psd_contra_cavac.html"&gt;DN&lt;/a&gt;. &lt;/strong&gt;Já sei, já sei, no segundo caso é uma transcrição do ex-Flashback, que agora também tem versão na imprensa, a par da versão TV (e rádio?). Ou seja, se me permitem neologismo com algum sabor filosófico, temos diante de nós o super-homem mediático!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aguardamos com curiosidade o balanço de JPP sobre este novo estado de coisas. &lt;/strong&gt;Será que está para breve o tempo em que a imprensa portuguesa merecerá a nossa confiança? Será que uma nova era de qualidade e rigor se aproxima?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110631033907661496?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110631033907661496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110631033907661496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110631033907661496' title='Renovação na continuidade'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110630955181981548</id><published>2005-01-21T12:00:00.000Z</published><updated>2005-01-21T12:12:31.820Z</updated><title type='text'>China</title><content type='html'>A respeito da polémica online que anda por aí, acho piada a umas quantas coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. A direita neo-liberal e neo-conservadora andou anos a atacar China comunista porque não era democrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. A esquerda comunista, sobretudo a pré-bloquista, andou anos a louvar a China porque era comunista e revolucionária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. A China é actualmente autoritária (e nesse sentido comunista), neo-liberal ou ultra-capitalista, e mais revolucionária do que nunca. O crescimento exponencial da China é mesmo, em termos globais, a grande revolução do século XXI.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Não é certo que isto corra sem sobressaltos. Diria que o passado nos leva a esperar o contrário. Mas sem propriedade privada e um regime de marcado livre não existe liberdade política. Portanto, pelo menos a China segue, neste aspecto, no sentido certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Como resultado deste crescimento exponencial, nós todos estamos a ficar um bocadinho mais chineses: no cinema, na comida, nas bugigangas, na roupa... Soft power from the East.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110630955181981548?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110630955181981548'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110630955181981548'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110630955181981548' title='China'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110630884014314405</id><published>2005-01-21T11:54:00.000Z</published><updated>2005-01-21T12:42:21.100Z</updated><title type='text'>Lapso ergo sum</title><content type='html'>&lt;a href="http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1213603&amp;idCanal=34"&gt;Engano-me, logo existo... Ou, como eles tentam fazer uma campanha destrutiva, mas parece que não conseguem fazer mais do que auto-destruir-se.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS- Ainda a respeito destes honestos enganos do PSD; estou curioso para saber o que tem o PSD (e as vítimas, o PP e o Expresso) a dizer desta &lt;a href="http://margensdeerro.blogspot.com/2005/01/o-psd-e-as-sondagens-adenda.html"&gt;propaganda enganosa, a que se refere o Pedro Magalhães, com cartazes em que o PSD reclama para si a soma das intenções de voto nos dois partidos da direita numa sondagem do Expresso&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110630884014314405?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110630884014314405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110630884014314405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110630884014314405' title='Lapso ergo sum'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110620481911106829</id><published>2005-01-20T22:56:00.000Z</published><updated>2005-01-21T11:54:48.336Z</updated><title type='text'>A alegria de mais uma campanha alegre</title><content type='html'>Até há uns tempos atrás apenas tínhamos o prazer de ver repetido o velho cliché da «campanha alegre» sempre que havia uma campanha ale... eleitoral. &lt;a href="http://barnabe.weblog.com.pt/arquivo/2005/01/premio_original.html"&gt;Agora temos o prazer acrescido de saber que ao cliché da campanha alegre, podemos acrescentar o cliché do Rui Tavares a denunciar mais uma vez o cliché da campanha alegre. &lt;/a&gt;O que seria da vida sem estas pequenas alegrias previsíveis...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110620481911106829?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110620481911106829'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110620481911106829'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110620481911106829' title='A alegria de mais uma campanha alegre'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110620349688320964</id><published>2005-01-20T04:12:00.000Z</published><updated>2005-01-20T06:55:03.483Z</updated><title type='text'>Inimigos íntimos : Tony &amp; Gordon</title><content type='html'>&lt;div align="left"&gt;O velho Sir Winston Churchill teria dito a um deputado novato no parlamento qualquer coisa como &lt;em&gt;look out for the enemy. &lt;/em&gt;Perante a previsível indignação deste com tal forma de tratamento da &lt;em&gt;loyal opposition&lt;/em&gt;, teria explicado: &lt;em&gt;the enemy is not in front of you but in the back!&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;Ou seja, o inimigo a temer não era o adversário político na bancada da frente mas os colegas de partido sentados atrás dele. Ou se preferirem, as facadas nas costas, na elegante prosa a que Santana Lopes nos habituou... Claro que um estadista tem arcaboiço para as aguentar.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É o caso de Tony Blair, cuja maioria parece tão assegurada, que nestes últimos dias dir-se-ia que a verdadeira eleição se disputa no interior do partido trabalhista. &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/uk_politics/4159145.stm"&gt;&lt;strong&gt;Entre Blair e o outro grande peso pesado do governo, o ministro das finanças, Gordon Brown.&lt;/strong&gt; Desde o início do New Labour que eles vivem um tango de faca na liga. Que até agora, pelo menos, tem estimulado a capacidade política de ambos. &lt;/a&gt;Tudo teria começado com Blair a fazer uma mais ou menos vaga - depende da fonte - promessa de que quando abandonasse a liderança apoiaria Brown como sucessor. Teria sido este pacto faústico o preço do apoio decisivo de Brown a Blair nessa corrida para a liderança. Brown, com o sucesso económico do governo (mais um daqueles perigosos governos de esquerda liberal que dos EUA até à Suécia têm tido de rever as suas previsões económicas em alta) tornou-se um aliado ainda mais ambicioso e perigoso. Mas também difícil de dispensar por Blair. Que, no entanto, é um dos primeiro-ministros britânicos mais «presidenciais».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nos últimos anos foi-se tornado mais e mais evidente que Blair tudo fará para garantir o seu lugar na história (dizem-me fontes próximas de Clio e de Tony). Ora se Brown suceder a Blair com sucesso, é quase inevitável que pelo menos se debata se este último não teria sido a figura realmente dominante de todo este período de predomínio trabalhista... &lt;/strong&gt;É quase impensável, como os deputados trabalhistas que estão a lugar pela reeleição vieram deixar muito claro, uma separação deste duo maravilha antes das eleições legislativas britânicas. Mas depois de Maio próximo tudo pode suceder...&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110620349688320964?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110620349688320964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110620349688320964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110620349688320964' title='Inimigos íntimos : Tony &amp; Gordon'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110620165821571475</id><published>2005-01-19T11:58:00.000Z</published><updated>2005-01-20T06:21:59.210Z</updated><title type='text'>Contra o ideologismo, marchar!! marchar!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://bloguitica.blogspot.com/2005/01/prudncia-73-bruno-julgava-que-tinha.html"&gt;Caro Paulo&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Concordo em boa parte com o seu diagnóstico. Mas… Como diz, o programa do PS ainda não foi apresentado. É normal, portanto, que Sócrates e outros dirigentes do PS estejam um pouco na defensiva. &lt;/strong&gt;Se assim não fosse, dariam a ideia de que as Novas Fronteiras e todo o esforço de preparação de programa seriam simples formalidade. Para além disso, a imprensa tem sido invadida por uma enxurrada de boatos sobre as políticas do novo governo PS a que tem sido difícil deixar de dar alguma resposta, embora o objectivo de condicionar ou apanhar Sócrates em falso pareça claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por outro lado, o PSD de Santana está de tal forma desacreditado que pode prometer este mundo e o outro que ninguém vai perder muito tempo a discutir as propostas do perdedor antecipado das eleições antecipadas.&lt;/strong&gt; Todas as atenções estão voltadas para o PS. Isso é bom e é mau. Pode ser prenúncio de maioria absoluta ou de inesperados dissabores. O debate será tanto mais assimétrico quanto todos os outros partidos e seus abundantes apaniguadas opinantes têm interesse em ataques preventivos contra o risco, para eles e apenas para eles claro, de uma maioria absoluta do PS.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esta será por isso uma campanha dura, destrutiva. Convém que os blogues mostrem à imprensa mais ou menos séria o caminho para se elevar a discussão. Afinal, a única coisa a que os apoiantes de Santana se podem agarrar é à tentativa de mostrar que Sócrates é tão mau como ele.&lt;/strong&gt; Seria importante que o PS estivesse na sua melhor forma nos vários registos necessários para responder. Mas também que não abdicasse de uma imagem e prática de responsabilidade, sobretudo ao nível do líder. Quem tem boas ideias para o país não precisa de slogans revolucionárias. Quem se concentrar no essencial, não precisa de desconcentrar ministérios. O PS deve recusar o desperdício de tempo, energias ou recursos escassos em inversões bruscas de marcha. E tudo o que vá nesse sentido deve ser sublinhado e elogiado. Contra o ideologismo fácil e barato (ou melhor, caro!), marchar, marchar!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oacidental.blogspot.com/2005_01_01_oacidental_archive.html#110607202328124009"&gt;PS - Portanto não me surpreende que o PPM tenha alguma razão...&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110620165821571475?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110620165821571475'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110620165821571475'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110620165821571475' title='Contra o ideologismo, marchar!! marchar!!'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110591296102467442</id><published>2005-01-16T21:42:00.000Z</published><updated>2005-01-18T13:59:22.106Z</updated><title type='text'>O crente e o código</title><content type='html'>Tinha prometido a mim mesmo não entrar nisto, mas depois de até o Vasco Pulido Valente se ter debruçado sobre o assunto aqui vão algumas achegas sobre o Código Da Vinci. A minha modesta contribuição para se venderem mais uns exemplares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. O Código da Vinci é uma obra de ficção. &lt;/strong&gt;Diga o autor o que disser sobre o muito que pesquisou, isso é evidente. E não deviam cultivar-se confusões a respeito disso, por razões de marketing ou outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. O livro está bem escrito. Lê-se bem. Se há muita gente que diz que sente a sua fé cristã abalada pelo dito código só mostra a fragilidade da mesma. &lt;/strong&gt;Resultado&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;de uma catequesezinha o mais conservadora possível, que alguma gente responsável na Igreja Católica acha que deve ser tudo o que se ensina aos crentes, mesmo ao nível do ensino superior. Depois admiram-se que as pessoas não tenham a mínima cultura histórica e teológica. Que evidentemente também podiam ou deviam procurar por si próprios.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. O livro, só agora traduzido, de E.P. Sanders é uma das muitas obras que nos últimos dois séculos têm tentado abordar Jesus como uma figura histórica. Está longe de encerrar a questão e dar a definitiva, ou como o título provocador sugere, verdadeira história de Jesus.&lt;/strong&gt; Porque isso é impossível. Há demasiadas perguntas para as quais não se pode encontrar resposta. Por outro lado, muitos das coisas que Sanders afirma, pelo menos como questões, há muito que fazem parte do debate teológico e histórico no pensamento católico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. As fontes que nós temos sobre Jesus – evangelhos apócrifos e não apócrifos – são, como é normal na história antiga e medieval, ou seja pelo menos até ao século XVI, bem posteriores aos acontecimentos e recolhem tradições orais e outras que se perderam. &lt;/strong&gt;Para o que é normal na história antiga até temos fontes ricas e variadas, e relativamente próximas no tempo da vida de Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. O facto de hoje se achar que os evangelhos apócrifos e outras tradições mais ou menos dissidentes são &lt;em&gt;a &lt;/em&gt;verdade, só mostra como a distância em relação às autoridades tradicionais, nomeadamente à Igreja Católica, não significa que as pessoas se dêem ao trabalho de pensar ou saber mais. &lt;/strong&gt;Ou que tenham uma visão mais complexa da realidade. Muitos limitam-se a substituir uma ortodoxia por uma anti-ortodoxia. Um código por outro...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110591296102467442?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110591296102467442'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110591296102467442'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110591296102467442' title='O crente e o código'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110591133747449197</id><published>2005-01-16T21:28:00.000Z</published><updated>2005-01-16T22:12:06.843Z</updated><title type='text'>Ai este país!</title><content type='html'>Vasco Pulido Valente veio dizer que é &lt;strong&gt;ridículo vir falar da Irlanda como exemplo para Portugal ou tentar aprender com este ou outros exemplos externos&lt;/strong&gt;.&lt;strong&gt; Mas há duas falhas no seu argumento. &lt;/strong&gt;A primeira é que a características que ele aponta como essencial para o sucesso irlandês, &lt;strong&gt;o facto de falarem inglês&lt;/strong&gt;, é sem dúvida uma vantagem. (Até certo ponto pelo menos, porque quem ouviu falar um irlandês percebe que eles estão mais separados do que unidos pela mesma língua, aos EUA e ao Reino Unido). &lt;strong&gt;Mas&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;já se verifica há um século ou dois&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;No entanto, só recentemente a Irlanda começou a crescer a este ritmo. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em segundo lugar, aprender com os outros quer dizer perceber semelhanças e diferenças, coisas que é possível emular e outras que não, e outras ainda que é possível melhorar&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PS – Já agora seria interessante saber que novo regime é esse que segundo VSP será necessário para a salvação da pátria. E onde é que ele o vai desencantar, ou será que é inteiramente original?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110591133747449197?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110591133747449197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110591133747449197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110591133747449197' title='Ai este país!'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110591088585610986</id><published>2005-01-16T21:25:00.000Z</published><updated>2005-01-16T22:09:00.513Z</updated><title type='text'>A prudência de Sócrates</title><content type='html'>Sócrates foi rapidamente acusado de incoerência por ter dito que não iria mexer nos incentivos fiscais à poupança. &lt;strong&gt;Parece-me que prudência é que é palavra certa. Ele veio dizer que não vai mudar tudo de repente e sem ter em conta as consequências e os custos. Parece que há quem não perceba o que a palavra prudência significa, mas é mais ou menos isso: não mexer nas coisas só porque apetece e sem se saber quanto custa.&lt;/strong&gt; Isso não é de espantar de quem aceitou ser ministro das finanças de Santana Lopes. É importante que o PS defina as suas prioridades em termos de reformas em áreas chaves, e faça o mínimo de mudanças desnecessárias e custosas noutras. Ou seja, exactamente o contrário do actual governo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É pena que pessoas como o &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://barnabe.weblog.com.pt/arquivo/2005/01/nao_e.html"&gt;&lt;strong&gt;Celso Martins&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; ou o &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://bloguitica.blogspot.com/2005/01/sobre-compreenso-e-coerncia-66-jos.html"&gt;&lt;strong&gt;Paulo Gorjão&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; também caido na falta de prudência de atacar a prudência num momento em que ela é tão necessária.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PS – As declarações mais recentes do Bloco e do PCP vieram reforçar a ideia de que com estes dois partidos essencialmente conservadores não é possível um governo reformista. &lt;/strong&gt;Veja-se o ecologismo recém-descoberto do Bloco em Leiria e o tema comum da revogação do Pacote Laboral (em que mundo é que estas pessoas vivem?). Reformar pontualmente defeitos na legislação é sempre uma possibilidade, mas mais do que isso seria completamente irresponsável.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110591088585610986?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110591088585610986'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110591088585610986'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110591088585610986' title='A prudência de Sócrates'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110557251840336204</id><published>2005-01-12T23:18:00.000Z</published><updated>2005-01-13T11:58:33.133Z</updated><title type='text'>Breves</title><content type='html'>&lt;strong&gt;A blogosfera nacional está cada vez melhor frequentada. &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.margensdeerro.blogspot.com/"&gt;&lt;strong&gt;O Pedro Magalhães é a mais recente aquisição de peso.&lt;/strong&gt; Não o conheço pessoalmente, mas tenho acompanhado os seus textos com muito interesse. Promete, como bom cientista social que é, que, com uma certa &lt;strong&gt;margem de erro,&lt;/strong&gt; irá comentar o ano eleitoral que se segue.&lt;/a&gt; Portanto um blogue indispensável para ano de 2005, em que muito se vai falar de sondagens e do comportamento eleitoral dos portugueses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.washingtonpost.com/ac2/wp-dyn/A2129-2005Jan11?language=printer"&gt;&lt;strong&gt;Terminou hoje formalmente a busca de Armas de Destruição em Massa (ADMs) no Iraque. O facto que nada foi encontrado já nem é novidade&lt;/strong&gt;.&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Cabe perguntar como é que foi possível os serviços de informação terem errado tanto e tão sistematicamente, e terem demorado tanto a perceber isso? &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.nybooks.com/articles/17637"&gt;Quem quiser saber o que se passou e porquê deve começar por ler este texto do melhor analista dos serviços secretos americano: Thomas Powers. &lt;/a&gt;Ele mostra que os serviços secretos até acertaram em muita coisa, mas não foram ouvidos. Também previne que a &lt;strong&gt;politização da CIA, em boa parte responsável pelos «erros» a respeito das ADMs no Iraque, vai ser reforçada com o novo director, Porter Goss, o mais político de sempre.&lt;/strong&gt; Com Bush II é assim, os que tinham razão são despedidos para não continuarem a chatear, e dão lugar aos visionários compinchas do presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.nytimes.com/2005/01/12/business/12cnd-trade.html?"&gt;Ainda a respeito da credibilidade das previsões económicas de Bush. &lt;strong&gt;Hoje o deficit externo dos EUA atingiu o maior valor de sempre. E o dólar voltou a cair. &lt;/strong&gt;Resta saber quem pagará a factura se/quando a bolha rebentar.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ministro ao mar. O caso Morais Sarmento é pequeníssima política. &lt;/strong&gt;Os políticos que temos pelos vistos não percebem que este tipo de tácticas só alimenta o cepticismo e a inveja dos muitos sempre prontos a acusá-los de todos os abusos. Mas acho irónico que se venha agora queixar de baixaria política o mesmo ministro que foi cúmplice de manobrismos para afastar Rodrigues do Santos da RTP, e que usou termos menos apropriados para atacar o Presidente da República. Pela boca morre o peixe. Santana Lopes foi igual a si mesmo...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110557251840336204?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110557251840336204'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110557251840336204'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110557251840336204' title='Breves'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110557191123312560</id><published>2005-01-12T22:06:00.000Z</published><updated>2005-01-12T23:18:31.233Z</updated><title type='text'>Blasfémias e Maremotos, riscos e razões</title><content type='html'>&lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2005/01/tsunami-razo-emoo-e-vontade-geral.html"&gt;Caro João Miranda&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Claro que o facto de deverem ser as populações, ou governos por elas eleitos, a decidir se vai para a frente com um sistema de alerta contra maremotos, não implica que não se possa discutir qual a decisão que faz mais sentido.&lt;/strong&gt; Ou sequer que se tenha de concordar com o que for democraticamente decidido. De outra forma quem quer que defendesse um regime demo-liberal abdicaria da sua capacidade de análise crítica. &lt;strong&gt;Mas convém lembrar que essa é a forma correcta de resolver problemas que afectam as vidas de todos.&lt;/strong&gt; E não através de quaisquer peritos mais ou menos racionais. Segundo creio, aliás os peritos em sismologia, e até essa revista liberal de esquerda conhecida por &lt;em&gt;Economist, &lt;/em&gt;são favoráveis a um sistema desse tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. O João afirma desconhecer se a confiança das populações ou dos turistas foi abalada pelo maremoto. Diria que é a ignorância da razão cega.&lt;/strong&gt; Claro que podemos esperar por sondagens, embora naturalmente essa não seja a prioridade neste momento. Mas podemos com base na experiência do passado afirmar que um evento destes terá algum efeito traumático. (Lembrai-vos do nosso rei D. José e da barraca em que viveu durante uns anos!). Todos os dias temos sinais disso em inúmeras reportagens. Ou até em boatos que provocaram a fuga das populações ribeirinhas em locais que nem foram afectados pela tragédia, como Timor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. A forma racional de encarar um risco é perceber a relação entre os custos da prevenção e os seus benefícios, claro.&lt;/strong&gt; Mas fazer a divisão dos custos pela população potencialmente afectada por um maremoto no Índico é uma forma perfeitamente justificada de fazer essa avaliação. Pois do que se trata não é de evitar um maremoto, sempre imprevisível e inevitável, mas sim de criar um mecanismo que permita minorar os seus enormes danos potenciais e dar descanso às populações vulneráveis aos seus efeitos todos os anos até acontecer um. Ou o João é contra a lógica de ter portas em casa, porque a probabilidade de ser assaltado não justifica o custo? Mais, não percebo que sentido faz o João Miranda vir falar no risco da colisão de um meteoro com a Terra, quando é possível ter aviso prévio do mesmo, graças à investigação astronómica que suponho não queira proibir como um desperdício. Ou será que a investigação inútil é permissível e racional, e aquela que pode servir para avisar de um maremoto é perigosa e irracional? &lt;strong&gt;O que é muito claro é que o custo de um sistema de prevenções de maremotos no Índico, ou no Atlântico é ridiculamente baixo, e existe dinheiro disponível para isso.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Seria portanto completamente irracional nas circunstâncias actuais não criar esse sistema.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110557191123312560?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110557191123312560'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110557191123312560'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110557191123312560' title='Blasfémias e Maremotos, riscos e razões'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110544883845391026</id><published>2005-01-11T12:56:00.000Z</published><updated>2005-01-11T13:07:18.453Z</updated><title type='text'>Ainda o maremoto</title><content type='html'>&lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2005/01/tsunami-razo-e-emoo.html"&gt;Caro João&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Verifico que prefere ignorar a questão de saber se um sistema de prevenção deste tipo terá ou não um efeito positivo na recuperação da economia das zonas afectadas.&lt;/strong&gt; Ajudando a restaurar a confiança no futuro das populações afectadas e dos turistas que, de outra forma, podem preferir, mesmo que muito irracionalmente, não visitar a zona. Talvez porque seja um ponto que ajuda a desmontar o mito do &lt;em&gt;homo oeconomicus&lt;/em&gt; estritamente racional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O orçamento de um sistema de prevenção é, volto a insistir, muito baixo. Muitos projectos científicos sem qualquer aplicação prática imediata têm orçamentos bem superiores.&lt;/strong&gt; E o João Miranda não respondeu negativamente à minha pergunta sobre se é contra subsidiar-se a investigação científica. Mais, não sei se os números indicados pelo &lt;em&gt;Economist&lt;/em&gt; são os custos de manutenção anual, ou apenas de investimento inicial no sistema (como me parece ser o caso), com custos de manutenção anual ainda mais baixos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Será que a forma racional de encarar os custos de um maremoto é dividi-los por médias anuais?&lt;/strong&gt; Isso parece-me tão irracional quanto dizer que não existe um problema de fome no mundo porque em média toda a gente tem comida suficiente. O cerne do problema numa catástrofe desta é precisamente o seu carácter massivo e concentrado. &lt;strong&gt;Mas mesmo que se olhe para a questão em termos de médias anuais, para ser coerente, caro João também deveria dividir o custo do sistema de prevenção não apenas por ano, mas também per capita.&lt;/strong&gt; O que tornaria o seu custo ainda mais ridículo, tendo em conta a enorme população das zonas ribeirinhas do Índico que beneficiaria do sistema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobretudo, existe dinheiro a rodos para gerir as consequências do maremoto. &lt;/strong&gt;Claro que há que fazer escolhas. E claro que coisas tão fundamentais, e tão estatais, como um melhor planeamento urbano e melhor fiscalização da qualidade da construção são muito importantes. Mas excluir um sistema de pré-aviso parece-me, repito, irracional. &lt;strong&gt;Mas no final, e voltamos a um ponto que já discutimos, devem ser as populações a decidir&lt;/strong&gt;, através dos seus governos – espera-se que – democraticamente eleitos, seja por razões racionais ou emocionais. &lt;strong&gt;De outra forma teremos uma ditadura de iluminados, que por muito racional que seja, não será certamente liberal de esquerda ou mesmo de direita...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110544883845391026?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110544883845391026'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110544883845391026'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110544883845391026' title='Ainda o maremoto'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110544940091612768</id><published>2005-01-11T12:07:00.000Z</published><updated>2005-01-11T13:16:40.916Z</updated><title type='text'>Queijo real ou o irrealismo do queijo</title><content type='html'>&lt;a href="http://barnabe.weblog.com.pt/arquivo/2005/01/choque_e_pavor.html"&gt;O Daniel Oliveira na sua nova e bem vinda coluna no Expresso - até aqui parecia que para os editores só a direita tinha sangue novo para colorir as páginas da imprensa -, e que teve o simpático cuidado de garantir que também ficaria disponível no Barnabé, &lt;/a&gt;vem colocar a questão de os deputados indicados pelo MPT e pelo PPM nas listas do PSD poderem vir a ser o queijo limiano do novo governo PS. Ora, segundo julgo saber os ditos deputados ficaram obrigados pelo acordo pré-eleitoral a votar o orçamento e moções de censura da mesma forma que o PSD. Se Santana se esqueceu desse pequeno pormeno anda realmente a comer muito queijo. Estará aí a explicação para o seu comportamento errático nos últimos meses?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110544940091612768?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110544940091612768'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110544940091612768'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110544940091612768' title='Queijo real ou o irrealismo do queijo'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110537672905574955</id><published>2005-01-10T14:45:00.000Z</published><updated>2005-01-10T17:10:22.186Z</updated><title type='text'>Racionalismo e irracionalismo, maremotos e outros desastres</title><content type='html'>&lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2005/01/preveno-de-tsunamis-no-terceiro-mundo.html"&gt;Caro João&lt;/a&gt;, ocupado que estive com desastres familiares respondo-lhe agora. Acho interessante o seu esforço para pensar outside of the box (como vê até uso palavras estrangeiras de quando em quando em vez). Mas parece-me ter levado o seu esforço para pensar racionalmente a questão do investimento no combate às emergências até a um ponto extremo, num bom exemplo do delírio da razão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Claro que estou completamente de acordo, meu caro anarquista liberal de direita com o facto de que a existência de uma Estado funcional, com uma infraestrutura de qualidade e capacidade de resposta a emergências é muito importante.&lt;/strong&gt; Mas não quer dizer que se tenha de esperar por ele existir para se fazer alguma coisa. Ou que isso baste para evitar desastres destas envergadura. Afinal mesmo os EUA fazem parte do sistema de alerta de maremotos no Pacífico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Um sistema de alerta contra maremotos é muito barato, sobretudo tendo em conta os enormes custos humanos e materiais que provoca.&lt;/strong&gt; Pensar uma relação custo benefício não pode apenas ter em conta a frequência de um evento, mas também o seu custo quando de facto ocorre. Mais, o facto de se saber que o sistema foi criado será essencial para devolver confiança às populações e aos turistas que são uma importante fonte de rendimento para a região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. Neste momento existem enormes fundos disponíveis para auxílio à região afectada. Certamente que uma pequena fatia deles pode ser utilizado para criar esta infraestrutura.&lt;/strong&gt; Ela pode em boa parte, excepto no que diz respeito às sondas, utilizar meios já existentes (satélites e centros de investigação sobre sismos). E como refere o artigo do &lt;em&gt;Economist&lt;/em&gt; que citei, o que a população pode e deve fazer, uma vez recebido o aviso é refugiar-se rapidamente em zonas altas; menciona ainda que o rádio é muito utilizado, mesmo nas zonas mais pobres e desprovidas de meios do planeta. Basta haver um lista actualizada de contactos nos postos de rádios em todas as zonas que podem ser afectadas, e mesmo que estes sejam afectados pelo terramoto muita gente houve as rádios internacionais em onda curta (como a BBC). Claro que pode estar toda a gente a dormir, embora me pareça pouco provável, especialmente se o terramoto for sentido. &lt;strong&gt;Sobretudo trata-se de optimizar a possibilidade das pessoas em zonas de risco de se salvarem. Não existem sistemas infalíveis.&lt;/strong&gt; Ou o João Miranda acha racional criticar a economia mercado porque não torna toda a gente rica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;4. Este desastre é, de facto, um bom exemplo da importância do papel do Estado e da cooperação entre Estados, de respostas globais a problemas globais.&lt;/strong&gt; Os Estados e as organizações internacionais não podem fazer tudo e não fazem tudo bem (quem é que faz?), mas há muitas coisas que mais ninguém é capaz de fazer. Mas, e no caso específico desta rede, ela até pode ser, pelo menos paga, por um filantropo bem intencionado. Bill Gates, Ted Turner ou George Soros se me estais a ler...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. Finalmente, suponho que o João Miranda considere o Instituto de Meteorologia e Geofísica um desperdício de dinheiro público (como aliás toda a investigação científica)?&lt;/strong&gt; Para quê tentar perceber e prever, sobretudo quando o que está em causa é algo geralmente tão inócuo como saber se vai chover ou fazer sol? Tanto mais que todas as previsões e sistema de aviso têm sempre falhas, como sabemos. E assim passamos do racionalismo extremo para o irracionalismo: os extremos tocam-se...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PS – Nunca foi minha intenção advogar a proibição do termo tsunami, apenas chamar a atenção para que existe uma palavra portuguesa equivalente. &lt;/strong&gt;Acho que ninguém deve ser preso por dizer &lt;em&gt;hello&lt;/em&gt; em vez de olá, &lt;em&gt;sorry&lt;/em&gt; em vez de desculpe, ou, &lt;em&gt;how are you &lt;/em&gt;em vez de como estás? Há quem goste de usar palavras estrangeiras, há quem, recém-regressado do estrangeiro, as use sem querer... &lt;strong&gt;Mas nos meios de comunicação social portugueses esta liberdade deve ser limitada pelo bom senso e pelo bom gosto: é para isso que existem livros de estilo.&lt;/strong&gt; Afinal, se for para ler em inglês, já tenho os jornais ingleses ou americanos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110537672905574955?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110537672905574955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110537672905574955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110537672905574955' title='Racionalismo e irracionalismo, maremotos e outros desastres'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110537773722521574</id><published>2005-01-10T14:10:00.000Z</published><updated>2005-01-11T13:51:08.963Z</updated><title type='text'>Caso Sampaio: ou o roto e os nus</title><content type='html'>Talvez afinal sempre se possa fazer um pacto de regime, a avaliar pelo consenso prevalecente, e apenas com o PS de fora. &lt;strong&gt;Um pacto para alterar a constituição e proibir o presidente da república de dar entrevistas, especialmente a programas televisivos, e sobretudo se tencionar dizer alguma coisa de politicamente relevante.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isto, há três coisas que acho curiosas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Primeiro, o presidente Sampaio é um parlamentarista.&lt;/strong&gt; Claro que até já tivemos até um presidente monárquico (que aliás ajudou a salvar a república em 1919, para honrar a palavra dada). Em todo o caso é interessante ver que ele defende uma alteração ao sistema por forma a tornar o papel do presidente mais decorativo. Acho mal por várias razões. Nomeadamente porque o semi-presidencialismo, mesmo enfraquecido, mostrou agora as virtualidades da sua flexibilidade ao resolver o problema Santana. Mas é curioso este desamor de Sampaio pela relevância do cargo que ocupa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Segundo, que o partidos do governo venham utilizar o argumento de que já havia uma maioria e de que foi presidente que a estragou!&lt;/strong&gt; Claro que o presidente não foi claro, devia ter acrescentado que também era a favor de um sistema de ostracismo, como na velha Atenas. Assim se podia votar o afastamento de Santana Lopes da política, porque conseguiu provar, e continua a provar todos os dias, que com ele, mesmo uma maioria absoluta no parlamento não é garantia de estabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Terceiro, que o Bloco e o PCP se venham queixar.&lt;/strong&gt; Eles, que são tão esquerdistas, tão esquerdistas que são o melhor argumento para o PS apenas poder governar e reformar com maioria absoluta. &lt;a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2005/01/dirio-eleitoral-8-declarao-de-guerra.html"&gt;A este respeito o Bloco veio recentemente tornar as coisas ainda mais claras com esta declaração formal de guerra, para usar as palavras de Vital Moreira.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110537773722521574?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110537773722521574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110537773722521574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110537773722521574' title='Caso Sampaio: ou o roto e os nus'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110515710184946754</id><published>2005-01-08T00:42:00.000Z</published><updated>2005-01-08T04:05:01.850Z</updated><title type='text'>Peditório contra novo maremoto</title><content type='html'>&lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2005/01/teste-poltico.html"&gt;Parece que um ilustre blasfemo tem 150 milhões de euros para distribuir por vários projectos meritórios à escolha.&lt;/a&gt; Se, depois de tudo bem distribuidinho, &lt;strong&gt;sobrarem entre 4 e 1,5 milhões, que é segundo o Economist quanto custará um sistema de alerta em relação a maremotos no Índico&lt;/strong&gt;, penso que seriam bem empregues. Assim se poderia devolver alguma paz de espírito às populações e, last but not least, confiança aos mercados e aos investidores na região afectada. E para quem tem tanto...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110515710184946754?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110515710184946754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110515710184946754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110515710184946754' title='Peditório contra novo maremoto'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110515644723923298</id><published>2005-01-08T00:34:00.000Z</published><updated>2005-01-08T03:54:07.240Z</updated><title type='text'>Promessas económicas</title><content type='html'>&lt;a href="http://oacidental.blogspot.com/2005_01_01_oacidental_archive.html#110510995158534322"&gt;O Luciano Amaral, e não é o único, anda indignado com o atrevimento do Eng. Sócratas em apontar para 3% de crescimento! &lt;/a&gt;Impossível, desonesto, mentiroso, gritam! Ora que eu saiba o dirigente do PS não prometeu que iria fazer isso sozinho! Toda a gente de bom senso percebeu, o que sempre se entendeu quando uma declaração deste tipo é feita: que um futuro governo do PS fará o que lhe for possível para atingir, pelo menos, esse objectivo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Claro que os governos têm menos poder no campo económico do que muita gente pensa, mas isso é um problema geral que não apareceu com o Eng. Sócrates.&lt;/strong&gt; E se bem me lembro ainda recente o Luciano Amaral defendia o desempenho no campo orçamental de um tal senhor Bush, com base nas suas previsões de crescimento económico, que aparentemente considerava (contra a opinião de muitos economistas norte-americanos) como credíveis. Hoje, mais uma vez as previsões quanto ao desemprego nos EUA tiveram de ser revistas em baixa...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E já agora estranho a ausência de comentários dos nossos bloguistas económicos mais à direita sobre a previsão, ou será promessa, do PSD de que, e desta vez é que é, vai conseguir descer os impostos se for governo! &lt;/strong&gt;Aparentemente não suscitam indignação e merecem o crédito. Quando, na verdade, são tão incríveis que acabam por ser reveladoras de que já nem sequer no PSD acreditam na hipótese de Santana Lopes reconquistar o governo!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110515644723923298?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110515644723923298'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110515644723923298'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110515644723923298' title='Promessas económicas'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110509864002928875</id><published>2005-01-07T11:13:00.000Z</published><updated>2005-01-07T11:50:40.030Z</updated><title type='text'>Nem mais!!</title><content type='html'>&lt;a href="http://oacidental.blogspot.com/2005_01_01_oacidental_archive.html#110495089565423675"&gt;Sempre de assinalar estes momentos de perfeita convergência com o Acidental.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110509864002928875?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110509864002928875'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110509864002928875'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110509864002928875' title='Nem mais!!'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110509836526570512</id><published>2005-01-07T11:10:00.000Z</published><updated>2005-01-07T11:46:05.266Z</updated><title type='text'>Calapez</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.gulbenkian.pt/arte/camjap_exp_temporarias.asp"&gt;Se se despacharem ainda vão a tempo.&lt;/a&gt; Podem ver a desfocagem transformada numa forma de arte. Mas os meus favoritos são os recentes contentores de imagens, uns cubos abertos em que à medida que se roda as coisas mudam. A colagem e a associação sempre foi um jogo que me divertiu, e Calapez faz isso há anos em grande escala...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110509836526570512?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110509836526570512'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110509836526570512'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110509836526570512' title='Calapez'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110501035176425747</id><published>2005-01-06T10:41:00.000Z</published><updated>2005-11-11T13:49:09.170Z</updated><title type='text'>Ignóbeis porcarias</title><content type='html'>&lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2005/01/ignbil-porcaria_05.html"&gt;O Rui A. do Blasfémia posta longamente sobre o regime eleitoral no final da Monarquia Constitucional (embora pareça ignorar que a lei de 1901 foi revogada) e durante a Primeira República.&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;E, de facto, tal como alguns dos fundadores dos EUA, também muitos republicanos portugueses achavam que a república era só para os republicanos, para os esclarecidos.&lt;/strong&gt; Afonso Costa defendeu mesmo que os direitos, liberdades e garantias não deviam constar da constituição, porque ao contrário da monarquia, em que "homens de bem" (i.e. republicanos) podiam ser presos, na república só o seriam "criminosos" (i.e. não-republicanos), que por definição, segundo ele, não deviam poder esconder-se por detrás de legalismos! A Primeira República acabou por se tornar o regime parlamentar de sufrágio mais restrito da Europa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Duas curiosidade parecem ter-lhe escapado, no entanto. A divisão de áreas urbanas e a sua junção a vastas áreas rurais, que tanto o escandalizava na lei portuguesa de 1901 é actualmente prática corrente nos EUA.&lt;/strong&gt; Nomeadamente no Texas, em que foi utilizada com grande polémica, logo que os republicanos tomaram conta da assembleia estadual. Alguns distritos eleitorais incluem áreas urbanas, mas depois estendem-se por centenas de quilómetros de zonas rurais para recolher eleitores conservadores. E, advinharam, geralmente garantem a eleição de republicanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A segunda é que o sistema de sistema de círculos uninominais já foi experimentado durante a monarquia constitucional portuguesa. &lt;/strong&gt;E gerou críticas porque se considerava que favorecia o caciquismo. Ou seja, a uma excessiva fragmentação da vida política em função de particularismos locais. Claro que desde sempre os poderes centrais tiveram de negociar com potentados locais, mas uma mudança deste género agora poderia desequilibrar as coisas. Será isso desejável neste momento da vida do país? &lt;strong&gt;Além disso, um sistema estrito de círculos uninominais seria incompatível com a proporcionalidade. Portanto, podiamos acabar com mais gente a defender o mesmo. &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110501035176425747?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110501035176425747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110501035176425747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110501035176425747' title='Ignóbeis porcarias'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110500995838263356</id><published>2005-01-06T10:35:00.000Z</published><updated>2005-01-06T11:12:38.383Z</updated><title type='text'>Maioria absoluta do PS como dever patriótico</title><content type='html'>&lt;a href="http://jornal.publico.pt/publico/2005/01/04/EspacoPublico/O01.html"&gt;Vital Moreira explica a aritmética no seu mais recente texto no Público. &lt;/a&gt;De outra forma o país arrisca-se a ser arrastado meses sem fim num limbo político que só pode contribuir para agravar ainda mais os problemas urgentes que há para resolver. Claro que isto não dispensa o PS de apresentar um programa reformista ambicioso e credível. Porque se é indispensável que ao menos alguém nos governe em vez de nos desgovernar, seria bom que governasse o melhor possível. Por outro lado, é claro que se o PS tiver de contar com o PCP e o Bloco não terá hipóteses de o fazer. Muitas das reformas importante chocam com interesses corporativos e mentalidades imobilistas, e o PCP e o Bloco, apesar da retórica, são em boa parte partidos situacionistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quanto às propostas de um pacto de regime, de uma espécie de Bloco Central soft, parecem-me totalmente despropositadas no actual contexto. &lt;/strong&gt;Santana Lopes todos os dias diz coisas diferentes e não fosse o desastre eleitoral que se advinha, provavelmente já nem chegaria às eleições. Alcançar um acordo com ele seria pior do que irrelevante. E mesmo em circunstâncias mais normais não se faz pactos para depois se ir disputar uma campanha eleitoral. Esperamos, sem muita esperança, que o máximo de partidos tenha, no entanto, a coragem de dizer ao país que o tempo das vacas gordas e do facilitismo acabou, mas também de avançar com soluções. Quem ganhar não deve ter vergonha de copiar, se se justificar... Mais do que pactar, importaria portanto plagiar, para bem da pátria claro.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110500995838263356?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110500995838263356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110500995838263356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110500995838263356' title='Maioria absoluta do PS como dever patriótico'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110486572493852275</id><published>2005-01-04T19:02:00.000Z</published><updated>2005-01-04T19:44:23.370Z</updated><title type='text'>Os neo-gaullistas (desta vez norte-americanos!) voltam a atacar</title><content type='html'>O &lt;a href="http://barnabe.weblog.com.pt/arquivo/2005/01/unidos_pelo_rea.html"&gt;Pedro Oliveira&lt;/a&gt; vem chamar a atenção para o mais recente texto da Coalition for a Realistic [American] Foreign Policy . Já aqui referímos o texto fundador deste grupo publicado no New York Times na altura da Guerra do Iraque, &lt;a href="http://www.realisticforeignpolicy.org/archives/2005/01/ending_the_isra.php"&gt;mas vale, de facto, a pena sublinhar a relevância e a coragem do texto mais recente deste grupo, contra o do alinhamento total do governo Bush com a direita e extrema direita israelita&lt;/a&gt;, que chegou a um ponto tal que hoje se pode questionar se Sharon não é mais moderado do que Bush na questão palestiniana! É um texto relevante porque toca num ponto chave no combate contra o radicalismo no Médio Oriente e de favorecimento de um clima que facilite a democratização da região e relações menos tensas com o Ocidente. É um texto corajoso porque este tem sido um ponto, especialmente nos EUA, praticamente intocável por causa das mais que previsíveis e profundamente desonestas, mas nem por isso menos desagradáveis, acusações de anti-semitismo que visam todos os que se atrevem a criticar a política de colonização ilegal dos territórios ocupados por Israel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobretudo gostaria de sublinhar o carácter abrangente desta Coligação, que praticamente inclui todos os grandes nomes das relações internacionais norte-americanas&lt;/strong&gt; – de Kenneth Waltz a Stanley Hoffmann, de Mersheimer a Ikenberry passando por Samuel Huntington. &lt;strong&gt;É que quem lê ou ouve os comentadores habituais em Portugal poderia ser levado a acreditar que nos EUA existe um amplo consenso dos especialistas no sentido de apoiar a política externa de Bush, e que só os ignorantes, ou neo-gaullistas europeus mal intencionados é que se opõem às suas clarividentes escolhas.&lt;/strong&gt; Ou a bota não joga com a perdigota, ou então o neo-gaullismo está a conquistar adeptos de peso no outro lado do Atlântico...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110486572493852275?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110486572493852275'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110486572493852275'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110486572493852275' title='Os neo-gaullistas (desta vez norte-americanos!) voltam a atacar'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110486518820914753</id><published>2005-01-04T18:52:00.000Z</published><updated>2005-01-04T19:30:28.556Z</updated><title type='text'>Maremoto ou Tsunami, a ONU e os EUA</title><content type='html'>&lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2005/01/tsunami-vs-maremoto.html"&gt;João Miranda aparentemente sem ter lido um poste meu a respeito desta questão vem, aparentemente, defender o uso do termo tsunami em termos que confesso não percebi muito bem. &lt;/a&gt; Ele parece considerar, não sei com que base, que maremoto se aplica a qualquer sismo no mar, e tsunami apenas a um que produz uma onda gigante. &lt;strong&gt;Ora, segundo julgo, e nomeadamente no caso português, boa parte dos terramotos têm epicentro no mar. Isso significa que são todos afinal maremotos?&lt;/strong&gt; Creio bem, e basta ver qualquer dicionário, que o termo maremoto designou sempre em português: &lt;em&gt;grande agitação das águas marítimas por vibrações sísmicas, erupções vulcânicas submarianas e fenómenos de abatimento do fundo, que originam ondas&lt;/em&gt;. &lt;strong&gt;Ou seja, o essencial são mesmo as ondas! &lt;/strong&gt;Mais, mesmo que o termo seja usado pelos especialistas com algum sentido particular e alegamente impossível de exprimir por maremoto, e não sei se é o caso, isso não significa que esse uso seja justificado (embora desculpe o abuso do pobre tsunami pelos jornalistas). &lt;strong&gt;O que não faltam são estrangeirismos perfeitamente evitáveis, mas que são da praxe nas mais diversas áreas académicas, para inglês ver.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O mais importante fica para o fim: actos e não palavras. A ONU mais uma vez mostrou o seu carácter indispensável. E&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;o coordenador norueguês das operações de socorro mostrou que a actual pressão e críticas norte-americanas não assustam a organização,&lt;/strong&gt; cujas instituições evoluiram imenso nas últimas décadas e se tornaram indispensáveis na resolução de qualquer grande problema global. &lt;strong&gt;Ele envergonhou de tal forma o governo de Bush, que inicialmente procurou manter-se fiel à sua máxima de que as tropas americanas não fazem baby-sitting, que é isso mesmo que elas agora estão a fazer!&lt;/strong&gt; E para disfarçar o atraso inicial o presidente Bush veio alargar o esforço de angariação de fundos com uma campanha conjunta de Bush Snr. e Clinton! &lt;strong&gt;A este propósito, ou melhor despropósito, o Wall Street Journal veio exibir a sua ignorância destas questões&lt;/strong&gt;: clamando que o esforço privado norte-americano era extraordinário e que contornava a burocracia da ONU. Quando na verdade ele está – neste caso e agora – mais ou menos ao nível dos outros Estados desenvolvidos, e como todos os demais depende da coordenação da ONU para ser minimamente eficaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110486518820914753?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110486518820914753'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110486518820914753'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2005_01_01_archive.html#110486518820914753' title='Maremoto ou Tsunami, a ONU e os EUA'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110433069538160874</id><published>2004-12-29T14:30:00.000Z</published><updated>2004-12-29T18:38:25.513Z</updated><title type='text'>Aquela que partiu</title><content type='html'>Tinha nome de sabedoria antiga e deixou-nos poemas como este que tão bem se lhe veste com um pequeno ajuste...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Aquela que partiu&lt;br /&gt;Precedendo os próprios passos como um jovem morto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixou-nos a esperança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não ficou para connosco&lt;br /&gt;Destrui com amargas mãos o próprio rosto&lt;br /&gt;Intacta é sua ausência&lt;br /&gt;Como a estátua de um deus&lt;br /&gt;Poupada pelos invasores de uma cidade em ruínas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não ficou para assistir&lt;br /&gt;À morte da verdade e à vitória do tempo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que ao longe&lt;br /&gt;Na mais longínqua praia&lt;br /&gt;Onde só haja espuma sal e vento&lt;br /&gt;Ela se perca tendo-se cumprido&lt;br /&gt;Segundo a lei do seu próprio pensamento&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que ninguém repita o seu nome proibido.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;[Sophia, &lt;em&gt;Mar Novo,&lt;/em&gt; 1958]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E também eu vou partir por uns dias, pelo menos...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110433069538160874?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110433069538160874'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110433069538160874'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110433069538160874' title='Aquela que partiu'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110433059698741832</id><published>2004-12-29T14:16:00.000Z</published><updated>2004-12-29T18:49:32.486Z</updated><title type='text'>Balanço e perspectivas: Mundo</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.cfr.org"&gt;Muito tem sido escrito de qualidade lá fora sobre este tema. Para além de revistas e jornais, vale a pena ver, por exemplo, o site do Council on Foreign Relations. &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A reeleição de Bush significa que nos próximos quatro anos não se poderá contar muito com Washington para avançar na maior parte dos problemas importantes a nível internacional. &lt;/strong&gt;Mesmo assim é preciso tentar, nomeadamente nas únicas áreas que parecem realmente preocupar Bush e companhia – a proliferação nuclear e o terrorismo. E que são realmente importante. Embora provavelmente o máximo a que se possa aspirar é que se evitem grandes asneiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esperemos que o próximo ano traga uma boa reforma da ONU. &lt;/strong&gt;Infelizmente duvido que tal seja possível, com Bush II a opor-se a grandes avanços. Mas as propostas dos dois painéis, o da reforma instutucional, e o da reforma das relações com a sociedade civil, foram de qualidade e bom senso. Como se tem vista numa quantidade de aréas, desde a gestão de conflitos à reconstrução pós-bélica, passando pelo apoio a todo o tipo de situações de emergência em catástrofes naturais ou ao problema crescente das migrações, os grandes problemas são globais e exigem soluções, ou seja, regras e instituições, globais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esperemos ainda que o novo ano traga um avanço decisivo no sentido do reforço da União Europeia.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;A Europa adquiriu uma importância maior perante o vazio de liderança construtiva a nível global. &lt;/strong&gt;A discussão sobre a ligação com os EUA no contexto da reforma e reforço da União não faz qualquer sentido. &lt;strong&gt;A Europa deve ser forte para servir os interesses, valores e ideias dos europeus. &lt;/strong&gt;Que, como se viu, por exemplo, no caso do Iraque, estão bem mais unidos do que aquilo que algumas elites fixadas no passado querem deixar crer. Esses valores e interesses são partilhados com, pelo menos, um parte significativa, dos norte-americanos. No entanto, essa é uma questão secundária. &lt;strong&gt;A Europa não deve ser à partida hostil nem subserviente a Washington.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O problema do Iraque está para dar e durar. &lt;/strong&gt;E como previam os críticos, o desastroso planeamento do pós-guerra, se é que se pode falar de tal coisa, gerou uma situação de caos que continua a criar problemas em toda a zona envolvente. Por outro lado, o&lt;strong&gt; muro resolveu o problema de segurança imediata de Israel, mas não o problema regional da hostilidade dos Estados árabes e, cada vez mais, do resto do mundo.&lt;/strong&gt; Que outra coisa se poderia esperar face à colonização forçada das zonas palestinianas? Mas há sinais encorajadores, sobretudo da parte de quem realmente pode faz a diferença. Sharon está a arriscar muito capital político na sua estratégia de abandonar Gaza. Resta saber o que se seguirá. Ou seja, resta saber a quem Sharon está a mentir, se aos colonos, se ao exterior e aos trabalhistas. Isto, claro, pressupondo que ele mesmo sabe...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O próximo ano trará também os dez anos do processo de Barcelona, com que a União Europeia tem procurado estabilizar a zona do Mediterrâneo. &lt;/strong&gt;O Médio Oriente, o Mundo Árabe e Islâmico continuarão a ser centro de atenções. Apesar de tudo  há sinais encorajadores, particularmente com o crescente acordar das sociedades civis no países árabes mais próximos da Europa. &lt;strong&gt;O sucesso mais óbvio desta mudança de regime através do poder de atracção da Europa é, claro, o caso da Turquia. Mas há outros, como Marrocos.&lt;/strong&gt; O melhor reconhecimento deste relativo sucesso é o «plano» de Bush para uma Parceria para o Grande Médio Oriente, que copia descaradamente as ideias e até a terminologia europeia (desde logo a própria ideia de parceria). Só falta mesmo igualarem o volume de investimento e ajuda. Os europeus devem estar dispostos a ajudar os americanos – ensinando como é que se faz – mas não a avançar com projectos conjuntos. A imagem do governo americano no mundo árabe tornaria essa cooperação contraproducente! &lt;strong&gt;E se as pressões externas são importantes, o essencial será que, tal como na Turquia, nestes países se faça uma transição «pactada» no modelo espanhol, que dê garantias ao regime, aos militares, e aos islamistas.&lt;/strong&gt; Quem viver, verá...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110433059698741832?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110433059698741832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110433059698741832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110433059698741832' title='Balanço e perspectivas: Mundo'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110426175110740266</id><published>2004-12-28T19:13:00.000Z</published><updated>2005-01-03T14:55:16.193Z</updated><title type='text'>Balanço e perspectivas: Portugal</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Como previ os amigos de Santana Lopes criaram-lhe graves problemas. &lt;/strong&gt;Na verdade um deles, Henrique Chaves, praticamente derrubou o governo. Embora apenas porque ele já estava completamente minado por sucessivos casos. O regime reequilibrou-se, o que é bom, independentemente de se saber se a decisão de nomear Santana foi boa (continuo a pensar que não foi). &lt;strong&gt;Como previ também, com Santana a política nacional está mais agitada e polarizada. &lt;/strong&gt;Até porque muita gente de direita, que diz cobras e lagartos do homem em privado, vem agora tentar salvar o convento partidário.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para quem ainda tinha dúvidas sobre o crédito do governo agora demissionária elas ficaram esclarecidas com a crise orçamental.&lt;/strong&gt; Há um mês procuravam convencer-nos que a crise tinha passado, e as finanças públicas permitiam largueza. Agora vê-se que o déficit estrutural continua a crescer e há que continuar a vender anéis para manter os dedos. &lt;strong&gt;Claro que este problema não é criação apenas deste governo, como não é do governo anterior, ou do de Guterres. É um problema de fundo do país, e por isso é mesmo recorrente. &lt;/strong&gt;As dificuldades de Costa Cabral ou de Fontes e Braamcamp no século XIX estão aí para nos lembrar como é difícil, num país em que todos exigem tudo do Estado, fazer que se pague pelo serviço público como se paga pelos serviços privados. É verdade que há abusos e desperdícios. &lt;strong&gt;Mas enquanto o público não for percebido como um investimento na comunidade em vez de ser terra de ninguém, não se conseguirá avançar muito. &lt;/strong&gt;E quem pensa que a noção de bem comum é incompatível com progresso económico e iniciativa, devia ir à Noruega, Suécia ou Finlândia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://jornal.publico.pt/publico/2004/12/27/EspacoPublico/O02.html"&gt;Importa lembrar onde, apesar de tudo, chegámos: estamos ainda entre as maiores economias do mundo e de acordo com índices de desenvolvimento e qualidade de vida fazemos parte de uma pequena minoria afortunada à escala global. &lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Convém lembrar também, no entanto, que tal se deve muito a esforços individuais e ilhas de qualidade; e não pouco às escolhas erradas de outros – o delírio trágico comunista. Mas agora cada vez mais está toda a gente a jogar o mesmo jogo.&lt;/strong&gt; Se não necessariamente, como dizia Fukuyama, no sentido da democratização, pelo menos no sentido da adopção de aspectos essenciais da economia de mercado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Esperemos por isso que no século XXI sejamos capazes de fazer aquilo que não fomos capazes de fazer no século XIX.&lt;/strong&gt; Ao contrário, por exemplo, dos países nórdicos com os quais partilhávamos então muitas características, com o fontismo modernizámos a infraestrutura material, mas não, não suficiente pelo menos, o capital humano. &lt;strong&gt;Ora hoje ele é mais indispensável do que nunca. &lt;/strong&gt;Para isso é preciso melhor &lt;strong&gt;educação&lt;/strong&gt;, com aposta nos conhecimentos indispensáveis e incentivos ao melhores e ajudas aqueles com mais dificuldades. É preciso aprender com os outros, nomeadamente na &lt;strong&gt;promoção de marcas nacionais ou na formação contínua&lt;/strong&gt;. É preciso acabar com uma sociedade dos doutores e engenheiros, com a mentalidade mesquinha de quem tem muito orgulho no canudo mas nada mais. É preciso &lt;strong&gt;melhor gestão pública&lt;/strong&gt; (e privada, já agora), com metas e processos de selecção dos gestores bem claros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dito isto, convém ser exigente com a política e os políticos, mas sem cair em excessos de moralismo ou devaneios passadistas sobre os grandes estadistas de antanho.&lt;/strong&gt; Roosevelt e Churchill foram vilipendiados em vida, como todas as grandes figuras do passado. E, como nos recordam os Federalistas americanos: ‘Se os homens fossem anjos não haveria necessidade de governo’. Não vale, portanto, a pena pedir o impossível, mas todos podemos fazer um esforço para melhorar o que existe. E a exigência começa connosco.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110426175110740266?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110426175110740266'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110426175110740266'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110426175110740266' title='Balanço e perspectivas: Portugal'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110426118698331440</id><published>2004-12-28T18:07:00.000Z</published><updated>2004-12-28T19:13:06.983Z</updated><title type='text'>Portugal, Espanha e a Europa</title><content type='html'>&lt;a href="http://blog.causaliberal.net/2004_12_01_causaliberal_archive.html#110423724022344876"&gt;Caro Luís&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não se trata de debater se as cortes de 1581 foram livres e representativas de acordo com os critérios de hoje. Mas sim se o foram de acordo com os critérios da época. &lt;/strong&gt;É evidente que nelas apenas tiveram assento os partidários de Filipe II, geralmente bem pagos pelo seu incómodo. Notoriamente ausentes estiveram os partidários de D. António, aclamado rei aliás, no ano anterior por outras cortes. O que é tanto mais natural, quanto estavam demasiado ocupados a escapar para o exílio para evitar a morte certa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quanto às concessões de Filipe II/I ao seu reino de Portugal, elas eram isso mesmo, concessões, portanto livremente revogáveis.&lt;/strong&gt; Como foram por exemplo pelo seu descendente Filipe V as que regiam os reino da coroa de Aragão no século XVIII, ou já no século XIX os foros das regiões bascas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quanto ao nosso direito de abandonar a União Europeia ele não merece qualquer discussão.&lt;/strong&gt; E está explicitamente consagrado no novo tratado constitucional, ao contrário do que sucedia e sucede nos EUA. A ideia de que qualquer país da União Europeia seria impedido pela força de a abandonar não faz portanto qualquer sentido. Mesmo na Grã-Bretanha, aonde abundam os delírios preconceituosos sobre a União, esse direito de secessão pacífica nem sequer é discutido, e pode até em breve ser posto em prática, certamente em paz, e provavelmente até para alívio dos demais parceiros. O que os eurocépticos portugueses não parecem querer aceitar é que a questão da saída não se põe em Portugal, simplesmente porque os portugueses não querem, e se tiverem juízo não vão querer, sair da União.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110426118698331440?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110426118698331440'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110426118698331440'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110426118698331440' title='Portugal, Espanha e a Europa'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110415500817099629</id><published>2004-12-27T12:59:00.000Z</published><updated>2004-12-27T15:19:01.950Z</updated><title type='text'>O maremoto, Deus, a ordem internacional, e a Somália</title><content type='html'>&lt;a href="http://barnabe.weblog.com.pt/arquivo/2004/12/o_que_fazer_com_1.html"&gt;Já outros fizeram referência aos problemas filosóficos do costume nestas ocasiões&lt;/a&gt;. &lt;strong&gt;Eu diria que bem mais importante e pertinente nesta altura é discutir a forma como desastres desta escala ilustram sangrentamente a importância de um multilateralismo efectivo e eficaz, musculado mas não necessariamente apenas ou principalmente militar.&lt;/strong&gt; É que como dizia a minha santa avó, fia-te na Virgem, mas corre!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De facto, mortes particularmente escandalosas foram no meu parecer as da Somália e países vizinhos, que o maremoto atingiu várias horas depois da Sumatra! No entanto, nada foi feito para avisar as pessoas. Claro que ter um estado funcional, com um sistema de protecção civil bem organizado (como nós, espero...), ajuda. &lt;strong&gt;Mas a criação de uma verdadeira agência internacional bem apetrechada no quadro da ONU, que juntasse o ambiente e a prevenção deste tipo de desastres, e não se limitasse à coordenação da ajuda internacional, seria um desejo bem adequado para o Ano Novo...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS - Já agora, seria possível pedir para se deixar de exibir ignorância usando uma palavra japonesa para designar um fenómeno para o qual existe um termo português perfeitamente adequado - MAREMOTO?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110415500817099629?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110415500817099629'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110415500817099629'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110415500817099629' title='O maremoto, Deus, a ordem internacional, e a Somália'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110415291658987836</id><published>2004-12-27T12:53:00.000Z</published><updated>2004-12-27T15:26:27.780Z</updated><title type='text'>Quem não percebeu isto não percebeu nada II</title><content type='html'>Este foi o ano do &lt;strong&gt;regresso da insurreição, armada e não só, &lt;/strong&gt;como diz Andrew Sullivan, que conclui a sua análise de 2004 assim: &lt;a href="http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,1101041227-1009900,00.html?cnn=yes"&gt;Did anyone win? Well, the President did. But the insurgency against him — fanatically deadly in Iraq, peacefully feisty at home — merely took a deep breath. And fought on.&lt;/a&gt; Goste-se dela ou não, a insurreição é um facto que quem não percebeu, não percebeu nada (uma frase que tomo de empréstimo - ver poste anterior). E eu olhos para estes insurrectos com tão poucas ilusões como olho para Bush, esse outro revolucionário nacionalista radical que vê na violência, propagandística ou real, um atalho apetecível para resolver os grandes problemas do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110415291658987836?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110415291658987836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110415291658987836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110415291658987836' title='Quem não percebeu isto não percebeu nada II'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110415195212151617</id><published>2004-12-27T12:40:00.000Z</published><updated>2004-12-27T13:31:44.900Z</updated><title type='text'>Quem não percebeu isto não percebeu nada I</title><content type='html'>Obrigado ao &lt;a href="http://oacidental.blogspot.com/2004_12_01_oacidental_archive.html#110415001551767180"&gt;Paulo Mascarenhas pela lembrança&lt;/a&gt;, de facto a &lt;strong&gt;&lt;a href="http://www.time.com/time/magazine/0,9263,1101041227,00.html"&gt;Time de fim do ano&lt;/a&gt; &lt;/strong&gt;merece uma leitura atenta (como aliás o &lt;strong&gt;número especial da sempre excelente Newsweek&lt;/strong&gt;). De facto, quem não percebeu que &lt;a href="http://www.time.com/time/magazine/article/0,9171,1009940,00.html"&gt;&lt;strong&gt;Bush &lt;/strong&gt;era um &lt;strong&gt;revolucionário&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt; em termos da política externa e interna americana das últimas décadas senão mesmo século, e &lt;a href="http://www.time.com/time/subscriber/personoftheyear/2004/poydynasty.html"&gt;um &lt;strong&gt;dinasta&lt;/strong&gt;, orgulhoso membro de uma orgulhosa e poderosa família aristocrática&lt;/a&gt;, não percebeu nada...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110415195212151617?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110415195212151617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110415195212151617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110415195212151617' title='Quem não percebeu isto não percebeu nada I'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110414983394466311</id><published>2004-12-26T22:15:00.000Z</published><updated>2004-12-27T13:19:23.513Z</updated><title type='text'>Uma prenda de Natal</title><content type='html'>&lt;a href="http://jornal.publico.pt/publico/2004/12/24/EspacoPublico/O03.html"&gt;O João Bénard da Costa dá-nos belas prendas todo o ano. No Natal não podia falhar.&lt;/a&gt; (Sou só eu, ou há mais quem hesite sexta-feira pela manhã: ler ou não ler a sua crónica? That is the question. Espreitar, talvez, mas eis a dificuldade, pois quem espreita acaba por ler e facilmente se perde em devaneios úteis...) Para quem estranhe o elogio, digo, é da época, senhores, é da época.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110414983394466311?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110414983394466311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110414983394466311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110414983394466311' title='Uma prenda de Natal'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110373662109156490</id><published>2004-12-22T17:15:00.000Z</published><updated>2004-12-22T17:30:21.090Z</updated><title type='text'>Santana merece uma segunda oportunidade... pela enésima vez!</title><content type='html'>&lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2004/12/o-futuro-no-igual-ao-passado-reposio.html"&gt;O João Miranda descobriu o melhor, ou será o único argumento para votar em Santana Lopes.&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Esqueçam tudo o que ele fez!!!&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Para grandes males, grandes remédios, de facto.&lt;/strong&gt; Mas não foi precisamente este um dos argumento dos que defenderam a sua nomeação em Julho passado? E já agora será que devemos seguir o mesmo rigoroso método de análise para outras áreas, por exemplo empresas: esqueçam as contas olham só para o que os administradores dizem que vão fazer para o ano? É possível conceber algum tipo de análise ou processo de decisão rigoroso e responsável sem ter em conta passado e futuro, factos conhecidos e intenções afirmadas?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110373662109156490?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110373662109156490'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110373662109156490'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110373662109156490' title='Santana merece uma segunda oportunidade... pela enésima vez!'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110354154051594694</id><published>2004-12-21T11:15:00.000Z</published><updated>2004-12-27T12:14:58.736Z</updated><title type='text'>Perguntas simples</title><content type='html'>O Tribunal Constitucional fez o esperado. Mas criou um problema complicado. Com uma interpretação tão restrita do que seja uma pergunta clara e simples vai ser difícil fazer referendos no futuro (bem hajam!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deixo aqui as minhas singelas sugestões para os referendos mais previsíveis no futuro próximo:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Europa?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Aborto?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, pensando bem, nas próximas eleições de 20 de Fevereiro podia-se evitar a confusão habitual de siglas partidárias. Afinal a democracia é cá uma complicação, talvez até, descobrimos agora para gáudio da inteligência nativista, seja mesmo inconstitucional. Que tal simplesmente uma ou talvez, se possível, duas perguntas: &lt;strong&gt;Santana?&lt;/strong&gt; (Para decidir a margem da derrota do PSD) e &lt;strong&gt;Sócrates? &lt;/strong&gt;(Para decidir a margem da vitória do PS). Simples, não? Claro, sim?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110354154051594694?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110354154051594694'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110354154051594694'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110354154051594694' title='Perguntas simples'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110354310545407031</id><published>2004-12-20T11:12:00.000Z</published><updated>2004-12-27T12:25:14.193Z</updated><title type='text'>Esclarecimentos aos leitores</title><content type='html'>São dois, em resposta a perguntas que já surgiram em vários mails.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Porque não elogio mas tendo apenas a criticar cronistas ou bloguistas portugueses? &lt;/strong&gt;Pela simples razão de que haveria muito mais para elogiar do que para criticar (no grupo evidentemente selecto dos cronistas que leio regularmente, quase tão selecto como o dos leitores deste meu blogue...). Porque criticar tem mais piada e acrescenta mais ao que há. E porque, ou a selecção é feita por sistema, caso do Paulo Gorjão, ou torna-se rapidamente suspeita num meio pequeno como o português. Finalmente, as minhas críticas escolhem por regra alvos seleccionados, ou seja, pessoas que considero que vale a pena ler, apesar de discordar, por vezes ferozmente, do que opinam. A crítica também é uma forma de elogio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Porquê as interrupções, e o que querem dizer (inclusive politicamente)?&lt;/strong&gt; Querem dizer que fazer um blogue individual, especialmente quando se viaja pelo estrangeiro, é uma complicação. Quando abandonar a escrivaninha electrónica, por razões práticas ou outras, previno... (Por outro lado, fontes próximas do Inimigo Público tinham-me prevenido de que se preparava para acusar os bloguistas de esquerda de escreverem muito...)&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110354310545407031?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110354310545407031'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110354310545407031'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110354310545407031' title='Esclarecimentos aos leitores'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110354081202215368</id><published>2004-12-20T10:38:00.000Z</published><updated>2004-12-20T11:25:41.216Z</updated><title type='text'>Contra Belém marchar, marchar!</title><content type='html'>A mesma gente que andou a defender a dignidade da função presidencial há uns meses atrás, anda agora a atacar o Presidente Sampaio como se ele tivesse praticado um golpe de Estado! &lt;strong&gt;Um ministro em funções acusa o Presidente de caudillismo!!! &lt;/strong&gt;Mesmo para quem já esperava algo do género supreende o ponto a que se chegou. Mas é bem a ilustração do desespero de quem não tem mais a que se agarrar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os governamentalistas e no sábado o próprio Santana Lopes vieram falar da demissão de ministros em Inglaterra como uma comparação pertinente. Ridículo!&lt;/strong&gt; Na Inglaterra, a desacreditada Claire Short pode dizer o que bem lhe apetecer, desde que os deputados trabalhistas continuem a apoiar Blair. É por isso que se fala de sistemas parlamentares e sistemas presidenciais ou semi-presidenciais. &lt;strong&gt;Na Inglaterra não há dissolução de cada vez que um ministro se demite?! Pois não! Pela simples razão de que NUNCA HÁ DISSOLUÇÃO! &lt;/strong&gt;Cabe ao primeiro-ministro fixar a data das eleições gerais e não o soberano. E, já agora, convém também lembrar que no sistema inglês quando um primeiro-ministro se demite, CABE AOS DEPUTADOS do partido maioritário ESCOLHER UM SUCESSOR NUMA ELEIÇÃO ABERTA. &lt;strong&gt;Nesse regime de parlamentarismo puro duvido que Santana Lopes alguma vez tivesse chegado a primeiro-ministro.&lt;/strong&gt; Mais, se Blair é acusado de alguma coisa é de ter uma prática política presidencialista, de ter excessiva mão de ferro, e não de desgoverno. As demissões de ministros têm aliás sido raras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em Portugal, felizmente, temos um poder moderador. Um conceito bem liberal, que permite evitar bloqueios como os da Primeira República, esse regime parlamentarista perfeito que estranhamente ao fim de décadas a direita portuguesa veio agora descobrir ser afinal o seu ideal!!!!&lt;/strong&gt; Porque será? Na Primeira República sempre houve uma maioria parlamentar “estável” do PRP-Partido Democrático e um completo desgoverno. Sempre que se chegava a um impasse caótico havia um caudillo a sério que resolvia a questão com um golpe de Estado. Claro que os apelos a mudanças no papel constitucional do Presidente são simples agit-prop, mas nunca é demais assinalar o seu ridículo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Há quem ache vagas as explicações do Presidente. &lt;/strong&gt;Mas neste aspecto o governo tem sido exemplar, e mesmo depois de demitido tem continuado a dar uma perfeita ilustração do desgoverno a que Sampaio se referiu. Veja-se o espectáculo do ora coligamos hoje, ora descoligamos amanhã, ou do ora vendemos património hoje ora cedemos amanhã.&lt;strong&gt; O governo de Santana Lopes tem sido exemplarmente coerente na sua incoerência crónica.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS – &lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2004/12/parlamentarismo-de-maioria-relativa-ii.html"&gt;Quanto ao caso norueguês que João Miranda foi buscar&lt;/a&gt;, esqueceu-se de assinalar o facto de que &lt;a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/europe/1604189.stm"&gt;o primeiro-ministro trabalhista norueguês tentou formar governo, e apenas depois de isso se ter revelado impossível, se demitiu e cedeu o lugar ao novo primeiro-ministro conservador que tinha entretanto obtido apoio maioritário no parlamento&lt;/a&gt;. Ou seja, &lt;strong&gt;o caso prova exactamente o contrário daquilo que ele (&lt;a href="http://bloguitica.blogspot.com/2004/12/2365-nota-devolvida-act.html"&gt;ou pelo menos Paulo Portas, como Paulo Gorjão assinala&lt;/a&gt;) tenta argumentar&lt;/strong&gt;. Mais um caso revelador do desespero da coligação de direita... corrijo, futura possível eventual futura coligação para formar eventual futuro possível improvável governo de direita.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110354081202215368?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110354081202215368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110354081202215368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110354081202215368' title='Contra Belém marchar, marchar!'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110354050534009032</id><published>2004-12-19T01:48:00.000Z</published><updated>2004-12-20T11:50:25.870Z</updated><title type='text'>De Retour</title><content type='html'>Como devem ter reparado os encantos de Paris prolongaram-se, e os seus cansaços também. Paris estava fria, mas de cara solarenga. Parece que ainda não é desta que o modelo norte-americano de peace-keeping vai ser aceite pelo resto do mundo... Aproveitei para ver &lt;a href="http://www.rmn.fr/turner-whistler-monet/"&gt;este terrível trio anglo-franco-americano no Grand Palais&lt;/a&gt;. Dois deles dedicaram-se muito ao Tamisa, not least ao cantinho em torno da ponte de Waterloo que me é muito querido. Internet ausente, nem sempre a ela apetece regressar pela carga de trabalhos que frequentemente representa. Isso, e problemas de acesso ao blogger e quase nos desabituámos. Mas alguma resposta era devida a mails e &lt;a href="http://blog.causaliberal.net/2004_12_01_causaliberal_archive.html#110233243140739910"&gt;ao caríssimo Luís Aguiar Santos&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre a União de 1580 e a União de 2005. &lt;/strong&gt;Todos sabemos que as Cortes de Tomar de 1581 não foram exactamente livres nem representativas, ainda que o cenário tenha sido de qualidade superior ao de 1985 (Convento de Cristo v. Jerónimos novecentistas). Mas alguém contesta que a adesão à CEE em 1985 foi livre e livremente acordada? Claro que fazer parte de uma confederação assente na democracia faz toda a diferença em relação a uma União Dinástica sujeita ao arbítrio do soberano! Temos direitos garantidos e uma voz assegurada no centro. Podemos sair quando entendermos sem termos de enfrentar trinta anos de guerra pela independência. Isto são factos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Liberdade de imprensa garantida pelos privados?&lt;/strong&gt; Como é que ainda se pode defender isso depois do que se passou na TVI? Só não percebeu o que se passou quem não quis. E claramente foi o caso de vários blogues de direita. Claro que Paes e Amaral não ameaçou Marcelo directamente, mas este deixou claro que se sentiu pressionado, e tal nunca foi desmentido. O que se passou na RTP é fácil de perceber à luz das declarações de Morais Sarmento. E foi não só grave do ponto de vista da boa prática editorial, mas também da boa gestão. Ou será que agora é um boa prática empresarial não respeitar as competências próprias de cada um? A ideia de que as empresas privadas e os interesses particulares por si só resolvem todos os problemas do mundo e asseguram a existência de um sistema liberal é de um utopismo que emula bem o do marxismo, mas de sinal contrário. O problema actual na gestão pública resolve-se com gestores escolhidos por concurso pelas suas qualidades e para cumprir determinados objectivos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto à demissão do governo e à mais do que previsível campanha para fazer crer que foi Sampaio que subitamente se arrependeu de ter nomeado Santana Lopes, e não o primeiro-ministro e os seus ministros, amigos e ilustres filiados do PSD que criaram esta crise, comento em termos mais gerais a seguir.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110354050534009032?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110354050534009032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110354050534009032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110354050534009032' title='De Retour'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110221140807457649</id><published>2004-12-05T00:40:00.000Z</published><updated>2004-12-05T19:20:11.016Z</updated><title type='text'>Francófobos atacai enquanto podeis!</title><content type='html'>Durante esta semana vou estar a &lt;a href="http://www.phan-ngoc.com/fred/paris/html/ecolemil.html"&gt;rever as minhas lições de neo-gaullismo aqui&lt;/a&gt;. Paris vale bem um blogue, como dizia o Henrique IV, ou seria um missa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS - Infelizmente vou perder &lt;a href="http://barnabe.weblog.com.pt"&gt;esta festa do blogue sem o qual a direita já não consegue viver&lt;/a&gt;. Vá quem poder!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110221140807457649?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110221140807457649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110221140807457649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110221140807457649' title='Francófobos atacai enquanto podeis!'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110221090659040096</id><published>2004-12-05T00:37:00.000Z</published><updated>2004-12-05T01:53:49.306Z</updated><title type='text'>Burkeans for Bush?</title><content type='html'>Cito umas passagens da critica na New York Review da obra mais recente de Himmelfarb (texto integral reservado a subscritores). Da autoria de Alan Ryan, um perigoso esquerdista anti-americano e especialista em pensamento liberal de Oxford (riscar o que estiver errado) : &lt;a href="http://www.nybooks.com/articles/17595"&gt;This is not an account of the British, French, and American Enlightenments, but a series of essays on Professor Himmelfarb's favorite British eighteenth-century philosophers; France is discussed only in an essay denouncing the philosophes as a gang of elitist, atheist, ultrarationalist utopians, while America gets one essay praising the Founding Fathers for borrowing their ambitions from the British rather than the French. &lt;strong&gt;The Roads to Modernity ends with a short epilogue in praise of compassionate conservatism as an embodiment of American Enlightenment ideals: what one might call "Burkeans for G.W. Bush." The United States remains the last best hope of humanity. The British, her readers will be sorry to learn, have "discarded" their former virtues, while the French "have never adopted" them. &lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lindo não? Que capacidade de análise desapaixonada! Que impressionante demonstração de que os intelectuais norte-americanos que apoiam Bush estão longe do etnocentrismo! Querem mais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.nybooks.com/articles/17595"&gt;The shortcomings of the French Enlightenment are an old story, to which Ms. Himmelfarb contributes nothing novel [...] &lt;strong&gt;There is undeniably something deeply repulsive about the contempt of some of them for the common people, though Ms. Himmelfarb does not go out of her way to notice that Burke could refer to "the swinish multitude"&lt;/strong&gt; in the Reflections while arguing elsewhere that the common people were as likely to be right as wrong about the misdeeds of their rulers. [...]&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A terminar Ryan, depois de nos recordar que a Guerra Civil Inglesa foi mais sangrenta do que a Grande Revolution; ou que nos EUA houve que combater uma outra Guerra Civil sangrenta por causa do pequeno problema da escravatura, conclui com este coup de grace: &lt;a href="http://www.nybooks.com/articles/17595"&gt;&lt;strong&gt;The Roads to Modernity is perhaps not to be read as history. It is certainly very entertaining if read simply as a slight essay on some distinguished thinkers. But Ms. Himmelfarb—as her epilogue makes clear—means it as more than that. It is meant to defend the view that America, in its current Republican incarnation, represents what is best in "modernity."&lt;/strong&gt; And as we know from what she has recently written elsewhere, this includes President Bush's version of the war on terror, his unflinching support for Ariel Sharon's Israel, and his faith-based initiatives in welfare and education. &lt;strong&gt;The defense of America also includes belittling the achievements of countries whose inhabitants lead longer and more healthy lives than those of the United States, and whose workers are, on an hourly basis, the most productive in the world. One can only observe that the parochialism, narrowness, and insularity of her political outlook betray the cosmopolitan ethos that her book defends. They are also, and in themselves, silly.&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas, claro, continuo aberto a argumentos que demonstrem que Bush é um cosmopolita!&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.prospect-magazine.co.uk/Start.asp"&gt;Na Prospect mais recente, dizem-nos para não perder a esperança, pois uma liberal encapotada sobrevive ainda na Casa Branca: Laura Bush!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110221090659040096?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110221090659040096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110221090659040096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110221090659040096' title='Burkeans for Bush?'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110210363338185052</id><published>2004-12-03T19:13:00.000Z</published><updated>2004-12-05T01:25:58.156Z</updated><title type='text'>Piedade senhor povo, vote em mim!</title><content type='html'>&lt;a href="http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1210013&amp;idCanal=32"&gt;Os ataques a Sampaio fazem lembrar a história do homem que matou o pai, mas pede piedade ao juiz porque, coitadinho, era órfão!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110210363338185052?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110210363338185052'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110210363338185052'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110210363338185052' title='Piedade senhor povo, vote em mim!'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110210083804777708</id><published>2004-12-03T19:02:00.000Z</published><updated>2004-12-03T19:07:18.046Z</updated><title type='text'>Sentido de Estado!</title><content type='html'>&lt;a href="http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1209996&amp;idCanal=34"&gt;Santana Lopes teve um ataque inesperado de sentido de Estado!!! Pena que não tenha sido uns mesitos mais cedo!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110210083804777708?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110210083804777708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110210083804777708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110210083804777708' title='Sentido de Estado!'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110209743259427037</id><published>2004-12-03T18:59:00.000Z</published><updated>2004-12-05T01:29:41.100Z</updated><title type='text'>Restaurador Olex</title><content type='html'>Meu caro Luis parece-me que &lt;strong&gt;andas a fugir dos factos como o diabo da cruz, o que não é nada tipico, ou a abusar do restaurador Olex em quem não tem restauro possivel!&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://blog.causaliberal.net/2004_12_01_causaliberal_archive.html#110198404926559082"&gt;Sobre Santana Lopes como primeiro-ministro ser uma garantia de estabilidade não posso acrescentar muito mais. Mas que fique claro que &lt;strong&gt;aquilo que o Presidente precisava era que o governo lhe arranjasse pretextos para não o dissolver!&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Se andasse a preparar-se para o fazer certamente não teria dado a Santana a possibilidade de voltar a reunir-se com ele, e não teria esquecido o formalismo de comunicar a decisão a Mota Amaral! &lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;E vale a pena ler&lt;a href="http://blog.causaliberal.net/2004_11_01_causaliberal_archive.html#110183516110736820"&gt; isto. Bem sei que se trata de um texto de um perigoso-director-de-jornal-esquerdista-parte-do-complot-contra-Santana, mas os argumentos fazem muito sentido para mim. (Será que faço parte do complot e se esqueceram de me avisar?).&lt;/a&gt; O que seria perigoso em termos de precedente no exercicio do poder presidencial seria Sampaio abdicar totalmente do seu poder de afastar o governo, e continuar a tolerar este (des)governo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobretudo, queria recordar que toda esta crise começou com uma quantidade de gestos de figuras do governo no sentido de condicionar a liberdade do comentário politico e a liberdade editorial de TVs e jornais.&lt;/strong&gt; Estranhamente os blogues que não param de se afirmar liberais, e sempre tão preocupados com o poder de Bruxelas, parecem ter-se esquecido disso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não existia crise? &lt;/strong&gt;Então e a conversa do bébé andar a ser maltratado pelos que o deviam acarinhar? Além de retrato rigoroso de um governo com ocasionais ataques de infantilidade, era "simplesmente" um desabafo inconsequente de um primeiro-ministro que garantia a estabilidade de Portugal?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://blog.causaliberal.net/2004_12_01_causaliberal_archive.html#110200045675245366"&gt;&lt;strong&gt;Finalmente,&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;o que me parece realmente muito misterioso é esta ideia, em que ontem Paulo Portas insistiu, de que o PP foi um exemplar garante da estabilidade. Garante de estabilidade relativamente a quê, se tudo estava bem neste reino da Dinamarca?&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS - &lt;a href="http://blog.causaliberal.net/2004_11_01_causaliberal_archive.html#110183516110736820"&gt;E, que mal pergunte, o que é que a invasão e ocupação militar espanhola de Portugal a partir de 1580 tem a ver com a União Europeia? Da qual fazemos parte de livre vontade e que podemos abandonar quando bem entendermos, se assim o desejarmos&lt;/a&gt;?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110209743259427037?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110209743259427037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110209743259427037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110209743259427037' title='Restaurador Olex'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110187951952303358</id><published>2004-12-01T01:18:00.000Z</published><updated>2004-12-01T05:46:10.046Z</updated><title type='text'>Suicídio Acidental</title><content type='html'>Há o suicídio espampanante e histérico, como o de Mishima. Há o suicídio grave e nobre dos romanos. Há o suicídio trágico dos doentes e solitários. Há suicídio táctico dos terroristas. &lt;strong&gt;Mas suicídio acidental por sucessivos tiros no pé, confesso que nunca tinha visto ou sequer ouvido falar! Até hoje! &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2004/11/4-anos-4-governos.html"&gt;&lt;strong&gt;E depois ainda há quem venha acusar o médico legista de homicidio por simplesmente registar óbito!&lt;/strong&gt; Sampaio pode ser parlamentarista, mas não é cego, nem surdo.&lt;/a&gt; &lt;a href="http://dn.sapo.pt/2004/12/01/tema/diversos_focos_conflito_governo.html"&gt;&lt;strong&gt;Seria preciso ser cego e surdo para continuar a pensar que esta maioria com este primeiro-ministro dava estabilidade.&lt;/strong&gt; Mau para Portugal? Péssimo! (Apesar do Orçamento ainda poder ser aprovado.) Mas pior seria continuar a arrastar o piqueno por montes e vales!&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Porque, de facto, o Estado faz falta numa sociedade bem ordernada, como se nota quando anda realmente desgovernado! &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://cartaslondres.blogspot.com/2004_07_01_cartaslondres_archive.html#108966225619174787"&gt;&lt;strong&gt;Portanto, o presidente Eanes teve de matar a rainha de Inglaterra.&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; Teve de ser! Há teorias que não resistem aos factos!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110187951952303358?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110187951952303358'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110187951952303358'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_12_01_archive.html#110187951952303358' title='Suicídio Acidental'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110184661103398219</id><published>2004-11-30T20:07:00.000Z</published><updated>2004-12-01T05:06:39.746Z</updated><title type='text'>O fim da aventura</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Santana mostrou aquilo que ao fim de vinte e tal anos alguns ainda se recusavam a perceber. Que a única coisa estável nele era a instabilidade. &lt;/strong&gt;O discurso que ai vem da parte de PSL é fácil de adivinhar. Que o Presidente estava a preparar isto! Que favorece o PS! Que a culpa não é dele! (Nunca é!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://bloguitica.blogspot.com/2004/11/2242-quem-no-quer-quem-no-ps-quer.html"&gt;Ora, ao PS convinha, como explicou o Paulo Gorjão sobejamente, dar tempo a este governo para ele se enterrar o mais possivel e para o PS se reorganizar. &lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;Se o Presidente Sampaio não dissolvesse agora o parlamento é que estaria a fazer um serviço ao seu partido de origem. (Esta suspeita é um problema de base do nosso sistema politico, diga-se. Para acabarmos de vez com ela teriamos de comemorar a Restauração com uma Restauração. Ou recorrer ao democratismo por lotaria da velha Atenas). Como eu preveni, o bébé precisava de cuidados urgentes e a ama tinha de se prepar depressa. &lt;strong&gt;O PS tem de apresentar rapidamente um programa de reformismo abrangente, criativo, mobilizador! Para ganhar com maioria absoluta, não basta o governo anterior cair de podre.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Previsivelmente, vão começar a pressões para o PS se aliar com o PCP e/ou com o Bloco.&lt;/strong&gt; Mas nada seria melhor para o PSD e o PP neste momento do que um frentismo de esquerda! Sobretudo, nada tornaria mais complicado apresentar um programa realmente reformista. &lt;a href="http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1209741&amp;idCanal=21"&gt;(A nomeação de Vitorino mostra que Sócrates não precisava de quem lho lembrasse).&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A minha dúvida é o que farão o PSD e o PP. O PSD é famoso pela sua impiedade para com lideres que perdem, e quem acredita que Santana Lopes pode ganhar?&lt;/strong&gt; Por outro lado, acabou de vencer um congresso com enorme maioria! &lt;a href="http://abrupto.blogspot.com/2004_11_01_abrupto_archive.html#110181718119607984"&gt;(Mas os apelos para correm com ele já começaram!)&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;O PP tem uma tarefa apenas aparentemente mais facilitada. Portas pode apresentar-se como vítima do presidente e de Santana, avançando sozinho.&lt;/strong&gt; Eventualmente tentando fazer passar o PP como um partido charneira, ideia com que alguns acenavam recentemente. Mas os partidos charneira, como o FDP na Alemanha mostra, podem ter uma vida complicada. E tentar aproveitar a fragilidade de PSL para avançar com um frentismo de direito, sendo a possibilidade mais evidente, não deixa de acarretar o risco de se poderem afundar juntos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Finalmente há curiosidade nada dispicienda de saber como se vai comportar a imprensa do grupo Lusomundo/PT dirigida pela mão segura de Luis Delgado e seus apaniguados. &lt;/strong&gt;A avaliar pelo editorial do DN de hoje podemos ficar descansados. Como nos informa o seu director: &lt;a href="http://dn.sapo.pt/2004/11/30/editorial/os_jornais_e_crises.html"&gt;O DN, que não é porta-voz de quaisquer interesses partidários, tomou, ontem, uma posição prudente: não desdramatizar - nem dramatizar. O tempo vai mostrar a justeza dessa posição de independência e de rigor. Por detrás da falsa capa da independência, muitos intervieram. Sem dados suficientes na mão, o DN relatou. O respeito pelo leitor aconselhou-nos a isso. E, por isso, vamos hoje mais longe.&lt;/a&gt; E a &lt;a href="http://dn.sapo.pt/#papel"&gt;capa do DN de hoje&lt;/a&gt; é de facto um exemplo de rigor informativo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Afinal, tudo isto começou com uma tentativa grave de controlo do comentário politico na TV e na imprensa por parte de Santana Lopes.&lt;/strong&gt; Chegou-se ao essencial pelo acessório, mas chegou-se! A justiça tardou, mas não falhou!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS - &lt;a href="http://dossiers.publico.pt/shownews.asp?id=1209597&amp;amp;amp;idCanal=1367&amp;amp;idSubChannel=1368"&gt;Na imprensa menos independente e rigorosa, vale a pena ler este texto do director do Público. Um bom exemplo do que escrevem os perigosos esquerdistas filiados no grande complot da imprensa contra PSL!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110184661103398219?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110184661103398219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110184661103398219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110184661103398219' title='O fim da aventura'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110178365078138427</id><published>2004-11-30T01:10:00.000Z</published><updated>2004-11-30T03:10:09.173Z</updated><title type='text'>Liberalismo e Neo-Liberalismo ou o Rossio e a Betesga</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Os nossos amigos blasfemos voltaram à carga com argumentos requentados a pretexto de um poste de Vital Moreira sobre a questão do liberalismo. &lt;/strong&gt;Percebo. O prémio é elevado. Nem mais, nem menos do que reclamar para si a mais importante e positiva corrente política do Ocidente. Não iremos maçar os nossos pacientes leitores com delongas repetitivas. Mas há que insistir em meia dúzia de pontos essenciais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2004/11/estado-social-e-liberalismo-ii.html"&gt;&lt;strong&gt;Que hoje somos todos liberais, pelo menos todos os que aceitam os sistemas políticos actuais, não é uma concessão para alegrar o PMF. &lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;É um facto.&lt;/strong&gt; Por isso se fala de democracias liberais, ou de regimes demo-liberais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Até ao início do século XX os principais partidos de esquerda afirmavam-se explicitamente liberais.&lt;/strong&gt; Depois do embate da Primeira Guerra muitos entraram em crise terminal. Hoje há quem se reclame do liberalismo à esquerda como à direita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. O liberalismo é a grande tradição política cosmopolita e internacionalista. Leiam Kant. Leiam os manuais de relações internacionais! &lt;/strong&gt;A auto-determinação vai sempre, nos liberais coerentes, acompanhada da rejeição dos nacionalismos atávicos e da defesa das liberdades individuais, dos direitos da minorias: a liberdade de uns não pode ser a opressão dos outros. Por isso se insiste na importância da lei, interna como externamente, das instituições e das organizações da sociedade civil, interna como externamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4&lt;strong&gt;. A partir da Segunda Guerra, mas sobretudo dos anos 70 e 80, deu-se uma tentativa de takeover do liberalismo por uma corrente marginal, &lt;/strong&gt;mas bem organizada e vocal, que tem os seus apóstolos em Hayek e noutros economistas defensores das virtudes salvíficas do mercado. Casa conservadorismo e anarquismo. Algum liberalismo ainda anda por ali? Talvez. &lt;strong&gt;Mas reduzir toda a tradição liberal a este radicalismo neófito e eclético é querer enfiar o Rossio na Betesga. Não cabe, meus amigos!&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;5. Para mim uma agenda liberal hoje, para ser fiel ao essencial do seu passado é de um centrismo corajosamente reformista. &lt;/strong&gt;Recusa o atavismo conservador e o revolucionarismo radical. Recusa os mitos igualmente ocos do estatismo comunista ou fascista, e do individualismo anarca. Procura novas formas de aprofundamento do potencial emancipador da sociedade e do Estado. Afirma que é na interacção entre indivíduo, grupos e Estado que está a base de uma sociedade bem ordenada, com contra-poderes, capaz de continuamente se aperfeiçoar no sentido de corresponder às aspirações de maiorias e minorias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;6. Parece-me ser a esquerda moderada que reúne mais condições para avançar com um projecto liberal para o século XXI.&lt;/strong&gt; Blair ou Clinton reclamam-se dessa herança. O primeiro procurou (procura?) a fusão com os liberais ingleses, que continuam a proclamar-se de esquerda. &lt;strong&gt;A esquerda não tem por quê renegar a sua herança liberal e entregar o ouro ao bandido. Deve usá-la de forma criativa para procurar soluções mais eficazes e mais justas, mais liberais em suma, para todo o tipo de problemas actuais, sem tabus estatatistas ou individualistas. &lt;/strong&gt;Amen!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS - Liberalmente concordo em dois pontos com postes recentes dos amigos blasfemos: &lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2004/11/o-melhor-ministro-do-desporto-de.html"&gt;ministro que não desperdiça dinheiro do orçamento não é nada mau nos tempos que correm&lt;/a&gt;; e a União Europeia &lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2004/11/lei-e-liberdade.html"&gt;"teve o mérito de dissolver alguma da excessiva soberania estadual europeia, devolvendo-a em parte aos cidadãos".&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110178365078138427?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110178365078138427'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110178365078138427'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110178365078138427' title='Liberalismo e Neo-Liberalismo ou o Rossio e a Betesga'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110169243646901536</id><published>2004-11-29T00:42:00.000Z</published><updated>2004-11-29T10:20:51.590Z</updated><title type='text'>Business as usual ou matam o piqueno?</title><content type='html'>&lt;a href="http://ultimahora.publico.pt/shownews.asp?id=1209551&amp;amp;idCanal=34"&gt;&lt;strong&gt;Pelos vistos até dentro do governo já se começam a fartar!&lt;/strong&gt; Nada de especial, no entanto, simplesmente a continuação da trapalhada a que se resume o longo percurso de Santana Lopes até ao momento presente. Eu temo pelo bébé governamental, no entanto. Até quando conseguirá resistir a tanto mau-trato, minha gente!?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Urgente, portanto, que o PS comece a pensar num programa alternativo, &lt;a href="http://bloguitica.blogspot.com/2004/11/2234-sejamos-claros-o-presidente-da.html"&gt;sem esperar por novas fronteiras.&lt;/a&gt; O bébé precisa urgentemente de uma ama responsável, de uma nanny, enfim... &lt;/strong&gt;Tem de começar a apresentar alternativas. O caso está preto (ou escuro como se diria em pc), pois com muita sorte e algum trabalho e fundos europeus estamos na primeira liga do mundo. Há portanto muito espaço para descermos até batermos no proverbial fundo se não nos acautelarmos. Sócrates recusou bem a demogogia barata de baixar os impostos num país em que a fuga ao fisco é um problema enorme e o Estado paga quando calha. Com a espiral de calotes conhecida, que afoga à nascença muitas pequenas empresas, onde está o maior do potencial de crescimento, inovação e criação de empregos. A esquerda não deve ter complexos a lidar com a economia, afinal os paises escandinavos estão entre os que mais crescem, melhor serviços estatais prestam, e mais investem em novas tecnologias. &lt;strong&gt;Tal como a Inglaterra de Blair, esses paises mostram que o 'velho' liberalismo ainda tem muito que oferecer à esquerda moderada onde nasceu e cresceu. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PS - &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2004/11/liberalismo-e-estado-social.html"&gt;Coincidentemente na mesma linha ver este poste de Vital Moreira&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110169243646901536?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110169243646901536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110169243646901536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110169243646901536' title='Business as usual ou matam o piqueno?'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110169358275787409</id><published>2004-11-29T00:40:00.000Z</published><updated>2004-11-29T10:16:31.300Z</updated><title type='text'>Graham Greene quase mata biógrafo</title><content type='html'>Sou um fã do velho mestre. E que mais pode pedir um admirador deste prosador excelentíssimo, que tudo faz parece simples e fácil, do que ler um texto sobre ele, de um dos seus mais dignos herdeiros, David Lodge. O pretexto? &lt;a href="http://www.amazon.co.uk/exec/obidos/ASIN/0224059742/qid=1101692833/sr=1-1/ref=sr_1_10_1/026-1468880-6604427"&gt;Saiu agora o terceiro volume da biografia autorizada, uma obra massiva que quase ia matando o seu autor, como aliás Greene profetizou. &lt;/a&gt;Completamente obcecado, Norman Sherry entre outras coisas visitou todos os países em que Greene alguma vez esteve! Ora, não faltaria material para um livro sobre Graham Greene Frequent Flyer! David Lodge comenta: &lt;a href="http://www.nybooks.com/articles/17594"&gt;The prophecy was happily unfulfilled, but at times it was a close-run thing. Sherry promised to visit every country that Greene had used as a setting for a novel, a vow that took him to some twenty countries, entailing danger, hardship, and at least one life-threatening illness. He admits on the penultimate page of the biography that "reaching the end had often seemed beyond my strength and spirit" and superstitiously left the very last sentence of his narrative unfinished.&lt;/a&gt; Greene com certeza que sorri perante este mortal receio do seu poder profético, wherever he may be.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lodge comenta em tom apropriadamente admonitório: &lt;a href="http://www.nybooks.com/articles/17594"&gt;It is impossible not to see in the progress of this enormous work a cautionary tale about the perils of literary biography when it becomes an obsessive and all-consuming project, a doomed attempt vicariously to relive the subject's life and somehow achieve a perfect "fit" between it and his artistic output. The fact is that the appeal of literary biography is undeniable and irrepressible but aesthetically impure.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cuidado, pois, biografistas imprudentes!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110169358275787409?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110169358275787409'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110169358275787409'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110169358275787409' title='Graham Greene quase mata biógrafo'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110149355731270383</id><published>2004-11-26T18:25:00.000Z</published><updated>2004-11-26T18:25:57.313Z</updated><title type='text'>Guerrilha no Iraque</title><content type='html'>&lt;a href="http://foradomundo.blogspot.com/2004_11_01_foradomundo_archive.html#110139563803747677"&gt;Tinha decidido faz dias escrever sobre cultura seguindo o exemplo do Pedro Mexia&lt;/a&gt;. E que melhor sitio para começar do que o Iraque, um dos berços da civilização e icone cultural maior do momento presente. &lt;a href="http://www.kevinsites.net/2004_11_21_archive.html#110107420331292115"&gt;Para se perceber o contexto de onde surgem as imagens editadas que vemos, desde logo aquela mais recente e mais polémica de um soldado americano a matar um guerrilheiro iraquiano ferido, um sitio interessante para começar é o blogue do homem que filmou a coisa. Um poste que vale muito a pena, para se perceber como as coisas podem ser simples e complicadas ao mesmo tempo,&lt;/a&gt; como diria o velho Clausewitz.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110149355731270383?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110149355731270383'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110149355731270383'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110149355731270383' title='Guerrilha no Iraque'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110143762625449985</id><published>2004-11-26T13:23:00.000Z</published><updated>2004-11-26T03:45:24.106Z</updated><title type='text'>Road Map II</title><content type='html'>O autor do Abrupto, blogue cuja leitura aconselhamos vivamente, e a que geralmente recorremos a horas como esta, &lt;a href="http://www.abrupto.blogspot.com/2004_11_01_abrupto_archive.html#110114427994074242"&gt;recomenda um texto do João Miranda, mas estranhamente sem fazer link directo para o respectivo poste, apesar de o citar ipsis verbis. &lt;/a&gt;(Que trabalheira! Ficámos impressionados! E muitos gratos pela publicidade muito indirecta!). &lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2004/11/pergunta-para-o-referendo-14.html"&gt;Fica aqui o road map para o respectivo poste para quem tiver curiosidade em ler o original...&lt;/a&gt; E não precisam de agradecer, não nos custou nada. Gostamos de dar tempo de antena a quem nos ataca, especialmente quando nos ataca... Somos uns internautas aventureiros! Enfrentamos o perigo com um sorriso nos lábios.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110143762625449985?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110143762625449985'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110143762625449985'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110143762625449985' title='Road Map II'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110141050216181447</id><published>2004-11-25T19:21:00.000Z</published><updated>2004-11-26T03:20:28.140Z</updated><title type='text'>Road Map I</title><content type='html'>De há uns tempos para cá, que sempre que me falam de mapas eu desconfio. &lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2004/11/histria-da-unio-europeia-em-mapas-1138.html"&gt;Para onde, pergunto-me eu, nos quererá levar este guia blasfemo?&lt;/a&gt; Belos mapas quand même.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110141050216181447?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110141050216181447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110141050216181447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110141050216181447' title='Road Map I'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110141147883023970</id><published>2004-11-25T13:13:00.000Z</published><updated>2004-11-26T18:07:28.596Z</updated><title type='text'>A Causa Nossa aniversariou em cheio!</title><content type='html'>Com uma quantidade de textos de causistas menos vitais nestes tempos mais recentes.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2004/11/media-1.html"&gt;Vicente Jorge Silva posta textos excelentes e urgentes sobre o Estado e as empresas de comunicação social, que apenas pecam por não serem suficientemente radicais.&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;O problema da escolha das chefias não dever caber ao arbítrio do governo estende-se a todas as empresas em que o Estado retém um quota importante,&lt;/strong&gt; embora neste caso o politiquismo seja especialmente gritante. Em todas, ela cria problemas desnecessários. Por isso, continuo a insistir, &lt;strong&gt;devia-se escolher gestores por concurso, com salários competitivos e com regras claras, e responsabilizando-os por objectivos estratégicos e não por favores politicos!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2004/11/regresso-casa.html"&gt;&lt;strong&gt;Sobretudo, bom regresso ao Jorge Wemans! E quase se ia enganando na porta de casa!&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;Uma estória digna de Paul Auster. A mim aconteceu algo parecido. Infelizmente fui eu que fui convictamente em direcção à porta errada! Felizmente não tive companhia, nem mesmo quando tentei freneticamente abrir a porta da ‘minha casa’! Foi aqui que me valeu o velho Sherlock Holmes e a sua regra elementar: quando os factos apontam para uma realidade incrível, ela deve ser verdadeira de alguma forma. Edifício certo, porta igual, tapete... diferente! Tinha carregado no botão errado no elevador! O que seria a vida sem estes pequenos momentos Twilight Zone.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110141147883023970?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110141147883023970'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110141147883023970'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110141147883023970' title='A Causa Nossa aniversariou em cheio!'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110134031652853197</id><published>2004-11-24T23:48:00.000Z</published><updated>2004-11-25T00:00:03.146Z</updated><title type='text'>Ortodoxias</title><content type='html'>&lt;a href="http://foradomundo.blogspot.com/2004_11_01_foradomundo_archive.html#110124804335612321"&gt;O Pedro Mexia descobriu que a ortodoxia em Portugal não é exclusivo da esquerda&lt;/a&gt;. Simpatizo, sinceramente, mas &lt;a href="http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_cartaslondres_archive.html#110002265791875853"&gt;já tinha avisado&lt;/a&gt;. E cansa, não cansa, que em Portugal, ao contrário, por exemplo, da Inglaterra, não se possa fazer análise critica do campo politico que até se apoia?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110134031652853197?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110134031652853197'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110134031652853197'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110134031652853197' title='Ortodoxias'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110114834920864262</id><published>2004-11-24T23:24:00.000Z</published><updated>2004-11-25T00:11:41.163Z</updated><title type='text'>Mr Gonzales: cadastro exemplar, de um membro exemplar da Administração Bush...</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/articles/A3187-2004Nov21.html"&gt;Alberto R. Gonzales, the White House counsel who now has been nominated [...] to serve as attorney general [Ministro da Justica e Procurador da Republica] [...] &lt;strong&gt;has never accepted responsibility, or been held accountable, for his role in setting administration policies that led to extensive violations of international law -- and U.S. standards of justice [...].&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/articles/A3187-2004Nov21.html"&gt;The starting point was Mr. Gonzales's recommendation to Mr. Bush that &lt;strong&gt;he declare the Geneva Conventions -- whose rules on the questioning of prisoners he derided as "obsolete"&lt;/strong&gt; -- inapplicable to detainees from Afghanistan. That decision caused enormous damage to U.S. standing even with close allies, yet from a practical point of view was entirely unnecessary. &lt;strong&gt;Mr. Gonzales ignored the advice of the administration's most seasoned national security officials, including Secretary of State Colin L. Powell [que acabou de ser afastado]&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dito isto, o exemplar Washington Post faz umas perguntas exemplares:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/articles/A3187-2004Nov21.html"&gt;Senators &lt;strong&gt;should ask Mr. Gonzales to explain his definition of torture&lt;/strong&gt; and to say whether &lt;strong&gt;he believes captors in other nations could legally inflict pain short of organ failure on detained Americans.&lt;/strong&gt; They should also ask &lt;strong&gt;why he chose to exclude or disregard the views of the uniformed military legal corps in his consideration of military commissions and the application of the Geneva Conventions&lt;/strong&gt;. Above all, Mr. Gonzales should answer this question: &lt;strong&gt;Why is a lawyer whose opinions have produced such disastrous results for his government -- in their practical application, in their effect on U.S. international standing and in their repeated reversal by U.S. courts -- qualified to serve as attorney general?&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Entretanto os blogues liberais portugueses preocupam-se com coisas mais importantes...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110114834920864262?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110114834920864262'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110114834920864262'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110114834920864262' title='Mr Gonzales: cadastro exemplar, de um membro exemplar da Administração Bush...'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110126043292193833</id><published>2004-11-24T01:14:00.000Z</published><updated>2004-11-25T00:03:08.330Z</updated><title type='text'>EUA v. Europa?</title><content type='html'>&lt;a href="http://oacidental.blogspot.com/2004_11_01_oacidental_archive.html#110088432072453881"&gt;Confesso que tive dificuldade em perceber esta crítica do Rodrigo Moita de Deus. Penso, com a ajuda de alguém interessado na resposta, que se refere ao meu post-scriptum a um texto do seu colega acidental Luciano Amaral.&lt;/a&gt; Ora, é ele e não eu que fala do gaullismo europeu, do le coq soviétique (gostei!) e dos supostos pecados anti-democráticos da França e da Europa, em contraste implícito com o manto diáfano da promoção da democracia pela Administração Bush. &lt;strong&gt;Limitei-me a lembrar que o manto americano tem algumas manchas. &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Na questão de fundo suponho que todos estamos de acordo: a Europa, os EUA e as democracias emergentes partilham um interesse em promover uma democratização de sucesso. &lt;/strong&gt;A questão é como é se chega lá. Eu diria que mais pela via turca do que pela iraquiana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não sou portanto eu que promovo este ideia da Europa contra EUA, mas alguma esquerda e, sobretudo, cada vez mais a direita... e alguns politicos, sobretudo em Washington&lt;/strong&gt;. Leia caro Rodrigo esta fonte anónima próxima da Senhorita Rice citada pelo FT, a respeito de ela não ter tempo para wimpish Europeans (&lt;a href="http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_cartaslondres_archive.html#110071942913654191"&gt;cito aqui&lt;/a&gt;)...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ainda recentemente um texto da Esther Mucznik no Público concluía desta forma incrível&lt;/strong&gt;: &lt;a href="http://jornal.publico.pt/publico/2004/11/12/EspacoPublico/O03.html"&gt;Há 60 anos, o génio americano foi o de compreender o alcance da ameaça de Hitler. Hoje será talvez o de compreender o alcance da ameaça do terrorismo islâmico [sic]. A América, precursora de todos [sic] os grandes movimentos sócio-políticos, não estará hoje, como ontem, a enviar-nos sinais que recusamos ver?&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;E isto porque o pobre do Javier Solana se atreveu a aplicar ao terrorismo a expressão usada por Blair em relação ao crime vulgar: ser duro com o terrorismo, ser duro com as causas do terrorismo!!!&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Isto, segundo a dita senhora, é a Europa a apaziguar os terroristas!!!&lt;/strong&gt; Mas, pensando bem, não espanta da parte de quem aparentemente não sabe que os EUA entraram na Segunda Guerra Mundial em DEZEMBRO DE 1941, quando HITLER lhes declarou guerra!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110126043292193833?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110126043292193833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110126043292193833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110126043292193833' title='EUA v. Europa?'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110125927324696945</id><published>2004-11-23T11:57:00.000Z</published><updated>2004-11-24T02:03:16.136Z</updated><title type='text'>A trigunta pela terceira e espero última vez</title><content type='html'>Em todos os textos demolidores com que nos têm brindado os adversários da trigunta, agora aparentemente triunfantes, pelo menos se Sampaio ceder, ainda não se lembraram de explicar duas coisas essenciais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. No que é que toda esta confusão em torno de uma questão secundária serve os interesses de Portugal?&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://bloguitica.blogspot.com/2004/11/2201-trigunta-ix-perante-o-crescente.html"&gt;Podia-se repetir o referendo dizia o Paulo Gorjão! E o custo económico e político disso?! &lt;/a&gt;Agora parece que o governo quer SIMPLESMENTE que o presidente vete uma pergunta aprovada na Assembleia pelo PP e pelo PSD!!! Querem melhor maneira de desmobilizar os eleitores? Querem melhor forma de descredibilizar o sistema politico?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Que pergunta é que sugerem que evita o problema de se estar a aprovar um tratado ou alguns dos seus pontos essenciais?&lt;/strong&gt; Podia tentar-se algo aparentemente mais simples como: está de acordo com a continuação de Portugal na União Europeia? Mas isso implicaria dizer que sim, de acordo com a lógica usada no ataque a esta tripla pergunta, a milhares de artigos de legislação europeia! Como votar num partido, suponho, implicaria subscrever todos os pontos no respectivo programa!!! Absurdo, não é?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Fico a aguardar a revisão de génio da crucial pergunta, com a ajuda dos assessores de comunicação do governo, e do &lt;a href="http://barnabe.weblog.com.pt/arquivo/167061.html"&gt;Daniel Oliveira&lt;/a&gt;.&lt;/strong&gt; Mas sobretudo fico a aguardar os seus efeitos duradouros na felicidade nacional e europeia. Bem precisamos de milagres. Se uma pergunta tiver esse efeito valeu a pena todo este trabalho, e espero que o nosso monarca vete de cruz para bem de todos! Amen!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110125927324696945?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110125927324696945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110125927324696945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110125927324696945' title='A trigunta pela terceira e espero última vez'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110114768961069290</id><published>2004-11-22T18:20:00.000Z</published><updated>2004-11-25T20:46:25.026Z</updated><title type='text'>Triplamente Blasfemos</title><content type='html'>&lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2004/11/pergunta-para-o-referendo-14.html"&gt;Foi você que também foi contra a adesão de Portugal em 1986?&lt;/a&gt; Pois é! Aonde estariamos hoje se a sabedoria e o sentido patriótico do PCP e outros compagnons de route da extrema-esquerda e da extrema-direita tivesse prevalecido!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Claro que o tratado de adesão foi aprovado por um Parlamento democraticamente eleito, e idem todas as reformas subsequentes, e com larga maioria. &lt;/strong&gt;Mas estou-me a esquecer que o grande capital e as multinacionais tiveram o trabalho facilitado porque durante muito tempo não existia em Portugal &lt;strong&gt;esse instituto essencial de qualquer verdadeira democracia: o referendo! Que os portugueses tanto gostam e usam!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;De facto os anti-europeistas cada vez mais parecem os comunistas da Europa. São sempre a favor do que está, mesmo que antes o tenham atacado selvaticamente.&lt;/strong&gt; Então a Europa não precisava de reformas urgentes?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110114768961069290?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110114768961069290'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110114768961069290'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110114768961069290' title='Triplamente Blasfemos'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110114665993943576</id><published>2004-11-22T15:40:00.000Z</published><updated>2004-11-22T18:04:19.940Z</updated><title type='text'>Falta de senso em triplicado</title><content type='html'>&lt;a href="http://bloguitica.blogspot.com/2004/11/2191-trigunta-iv-caro-bruno-minha.html"&gt;O Paulo Gorjão remete-me para um texto de Saarsfield Cabral sobre a trigunta, em que ele se ocupa atipicamente com falta de senso. &lt;/a&gt;Pois a mim parece-me que falta senso a europeístas que mostram tanto empenho numa questão secundária! &lt;a href="http://dn.sapo.pt/2004/11/22/opiniao/falta_senso.html"&gt;Saarsfield Cabral pergunta o que é que se faz se não estiver de acordo com uma das partes desta tripla pergunta?&lt;/a&gt; Mas e&lt;strong&gt; se a pergunta for, como tantos aparentemente querem - concorda com a ratificação do tratado ? O que fazer se se estiver em desacordo com um, umzinho, dos artigos do tratado?&lt;/strong&gt; Saarsfield Cabral diz ainda que é evidente que toda a gente concorda com a &lt;strong&gt;Carta dos Direitos Fundamentais, logo,&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;não devia fazer parte da pergunta. Mas porquê?&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Se essa é uma das principais novidades do tratado?&lt;/strong&gt; Só para facilitar a vida aos eurocépticos que passam a vida a queixar-se dos abusos de Bruxelas, enquanto os europeus cada vez mais usam os tribunais europeus para obter reparação dos abusos dos Estados nacionais?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem votar tem de decidir se as reservas especificas que têm são suficientemente importantes para justificar um não.&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://bloguitica.blogspot.com/2004/11/2197-trigunta-vi-os-defensores-da.html"&gt;O Paulo Gorjão aparentemente decidiu-se precisamente pelo (triplo) não. &lt;/a&gt;Quer isto dizer que rejeita a Carta dos Direitos Fundamentais? Hardly, mas não gosta da pergunta. &lt;strong&gt;Ora perguntas perfeitas não existem, como não existem respostas perfeitas.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Na verdade toda esta discussão serve para mostrar porque é que não se devem referendar tratados. Mas o que deveria importar na resposta a esta trigunta ou outra equivalente, é referendar a União Europeia e o seu recente esforço de reforma. &lt;/strong&gt;(Ponto essencial com que Saarsefield Cabral parece concordar). Se as coisas correrem mal neste processo dificilmente países como Portugal tirarão daí alguma vantagem. &lt;strong&gt;Isto é que me parece ser de bom senso.&lt;/strong&gt; Mas o mal já está em boa parte feito, graças à irresistível tendência portuguesa para colocar a retórica acima de tudo. Neste tempos que correm, é certo, o mau exemplo vem de cima.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110114665993943576?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110114665993943576'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110114665993943576'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110114665993943576' title='Falta de senso em triplicado'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110113483998507471</id><published>2004-11-22T14:31:00.000Z</published><updated>2004-11-22T14:47:19.986Z</updated><title type='text'>Causas Nossas</title><content type='html'>Como disse há uns tempos tendo a resistir muito aos aniversários e tradições que lhes estão afiliadas, é sobretudo um problema de memória e de resistir a uma avalancha de obrigações sociais, que também existem, claro, na blogosfera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas hoje apeteceu-me quebrar a regra e agradecer ao &lt;a href="http://causa-nossa.blogspot.com/"&gt;Causa Nossa&lt;/a&gt; um ano de trabalho em prol da causa... do debate vivo e bem educado na blogosfera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110113483998507471?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110113483998507471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110113483998507471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110113483998507471' title='Causas Nossas'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110106248812984377</id><published>2004-11-21T18:57:00.000Z</published><updated>2004-11-21T20:58:14.650Z</updated><title type='text'>Viva a Trigunta!! Trigunte você também!! Responda um simples sim a uma simples trigunta!!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Pelo que percebo em Portugal é de bom tom atacar a &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://bloguitica.blogspot.com/2004/11/2184-trigunta-i-concorda-com-carta-de.html"&gt;&lt;strong&gt;trigunta (uma bela trouvaille, penso que do Paulo Gorjão)&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; sobre o referendo europeu.&lt;/strong&gt; Ora eu acho que os&lt;strong&gt; ataques é que são um disparate: a pergunta, ou seja, a trigunta é claríssima&lt;/strong&gt;! Aliás, seria menos claro perguntar, por exemplo: está de acordo com o tratado constitucional? (&lt;a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2004/11/pergunta-4.html"&gt;Como disse Vital Moreira no final deste poste.&lt;/a&gt; &lt;a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2004/11/pergunta-7.html"&gt;Embora depois venha recomendar uma nova pergunta quando há que resistir!&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os inventores da trigunta estão portanto de parabéns.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Fizeram um óptimo trabalho. E por importantes razões constitucionais. Os tratados não devem ser referendados&lt;/strong&gt;, pois isso seria submeter a manipulações populistas o necessário e demorado trabalho de cedência aqui para obter concessão acolá. &lt;strong&gt;E a suspensão das regras constitucionais parece-me ser evidentemente um mau princípio: hoje não me está a apetecer respeitar a liberdade de expressão, vamos suspender isto por uns dias! &lt;/strong&gt;(&lt;a href="http://a-praia.blogspot.com/2004_11_01_a-praia_archive.html#110079964722052998"&gt;Bem, pensando bem, parece que esta regra deixou de obrigar o governo de há uns tempos para cá, mas isso são outras conversas...&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Vão ser submetidos a referendo claramente com a trigunta os três pontos mais importantes que este tratado constitucional da União Europeia trás de novo&lt;/strong&gt;: a Carta dos Direitos Fundamentais, a mudança do Sistema de Votação, e uma série de alterações institucionais (e.g. criação de um ministro dos estrangeiros da união). O resto, com que o meu adversário de estimação &lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2004/11/pergunta-para-o-referendo-13.html"&gt;João Miranda (e vão 13!)&lt;/a&gt; se tem entretido a iludir os simples, ou são que já há muito que estavam em funcionamento ou são pontos perfeitamente secondários.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Claro que é trágico perder a soberania absoluto sobre o nosso, NOSSO, Mar. &lt;/strong&gt;Ter de demolir as barreiras que o tornavam único e só NOSSO, que impediam que a poluição e os barcos de outros países o atravessassem, porque ele era NOSSO e só NOSSO. &lt;strong&gt;Mas enfim, os fundos que permitiram modernizar o país tiveram alguns custos...&lt;/strong&gt; (Os do Leste que se desenrrasquem, que a malta não paga a chulos; ai concordo com o &lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2004/11/pergunta-para-o-referendo-11.html"&gt;João Miranda&lt;/a&gt; que se deve fazer um pergunta especial, uma QUADRUNTA; eles que continuem a imigrar para cá que há muito trabalhinho para fazer por estas bandas!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2004/11/pergunta-5.html"&gt;&lt;strong&gt;E acho incrível que se pense que o nosso povo, coitadinho, não vai perceber!&lt;/strong&gt; Que é o que todos os criticos estão a dizer de forma mais ou menos velada embora apenas este leitor do Expresso online tenha posto a coisa claramente.&lt;/a&gt; O povo (e só o povo, claro!) assiste a TV-lixo? &lt;strong&gt;Pois, mas o povo também joga triplas no Totobola, nunca ouviram falar? Muito complicado!! Isto para não falar no(s) Totoloto(s); que eu não percebo, confesso... &lt;/strong&gt;Claro que a mensagem passa, e não me espanta que se torne uma self-fulfilling prophecy. &lt;strong&gt;Mas só não vai perceber quem não quiser.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A manobra de ataque à trigunta é, no entanto, inteligente. &lt;/strong&gt;Os europeístas ganham um alibi para o caso de haver poucos votantes. E sobretudo, os anti-europeístas, que são os mais assanhados no ataque, estão a tentar afastar as pessoas do referendo que é a única forma de poderem tirar alguma vantagem dele. &lt;strong&gt;Ou seja, a democracia directa no seu melhor (que nunca é grande coisa).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110106248812984377?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110106248812984377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110106248812984377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110106248812984377' title='Viva a Trigunta!! Trigunte você também!! Responda um simples sim a uma simples trigunta!!'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110075105675483853</id><published>2004-11-18T23:05:00.000Z</published><updated>2004-11-20T10:51:11.976Z</updated><title type='text'>Alguns factos sobre a Costa do Marfim e a política neo-colonial francesa</title><content type='html'>&lt;a href="http://oacidental.blogspot.com"&gt;Quanto às críticas à política africana da França no Acidental.&lt;/a&gt; Com certeza que há coisas a criticar no passado, e admito que no presente e no futuro. Mas mais uma vez a minha preocupação não é essa. Fica aqui uma dose de factos avulsos quanto a mais este pretexto para esta vaga de francofobia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A França apoiou durante muito tempo e logo a partir da independência o governo da Costa do Marfim, como de quase todos os países francófonos de África. A lógica neo-colonial era muito semelhante à colonial: interesses e ideais conviviam num casamento de conveniência. Tudo isto sempre com a cobertura legal de uma série de tratados&lt;/strong&gt; de assistência mútua. Foi mau? E o Zaire de Mobutu, ou o Uganda de Idi Amin, ou a África do Sul do apartheid foram bons?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não promovia a democracia? Pois não, mas e os soviéticos promoviam, ou os EUA na América Latina (lembram-se da Guatemala?). &lt;/strong&gt;E convém lembrar que isto se passava durante a Guerra Fria, e Washington não tinha grandes problemas em contar com a ajuda de Paris nesta zona. &lt;strong&gt;O fim da Guerra Fria mudou muita coisa. A França como o resto do Ocidente começou a apostar menos em ditadores e mais na democratização, com bom senso e sucesso muito variável. &lt;/strong&gt;Mas o Senegal, provavelmente o país africano de mais forte influência francesa é um caso de sucesso neste campo, como Cabo Verde ou o Botsuana. &lt;strong&gt;Nem tudo é mau em África, e certamente nem tudo é culpa da França, ou da Bélgica, ou da Grã-Bretanha. Ou mesmo do exemplar Portugal.&lt;/strong&gt; Bem sei, bem sei que fomos colonizadores examplares, descolonizadores exemplares e agora ajudamos de forma completamente desinteressada e... exemplar. Mas cá fora há alguns estrangeiros um pouco cépticos sobre o nosso desempenho presente e passado. Preconceitos, claro!!!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oacidental.blogspot.com/2004_11_01_oacidental_archive.html#110071825200089889"&gt;&lt;strong&gt;O site que o Diogo Belford Henriques recomenda, supostamente dedicado ao tema da crise na Costa do Marfim, merece uma visita. &lt;/strong&gt;Como perfeito exemplo do anti-francesismo que floresce nos EUA nesta altura. E pelo menos o nome é divertido: NO BLOOD FOR COCOA! Lindo!&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Mas &lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2004/11/no-blood-for-chocolate.html"&gt;se gostam tanto, poupem-nos ao menos os moralismo quanto ao pecado muito grave de anti-americanismo a respeito de tudo o que cheire a análises mais criticas desse santo homem de génio George W Bush&lt;/a&gt;.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eis alguns factos sobre a Costa do Marfim que os blogues citados esquecem&lt;/strong&gt;, embora alguns dos articos linkados os refiram. Vive-se há anos uma polarização crescente entre o norte e o sul, alimentado por discursos sectários extremamente violentos. &lt;strong&gt;As tropas francesas fazem parte de uma força multinacional da ONU, com contingentes de vários países africanos. E que se deslocou para o país &lt;em&gt;depois&lt;/em&gt; de uma guerra civil e por causa da crise humanitária que se seguiu. Precisamente aquilo que agora se pede para o Darfur.&lt;/strong&gt; (Em que, por sinal, tropas francesas têm estado activas no auxílio aos refugiados que fogem para o Chade.) &lt;strong&gt;A ideia de que as tropas francesas foram atacadas por acidente no interior de uma das suas base pela força aérea do Presidente Gagabo, um bom exemplar do género Mugabe, além de ridícula é irrelevante.&lt;/strong&gt; A forças internacionais têm o direito de se defender quando atacadas, e a obrigação de impedir atrocidades por bandos de desordeiros. &lt;strong&gt;Se as forças internacionais tiverem de retirar, teremos o regresso da guerra civil, e, tendo em conta a propaganda racista que abunda no país, podemos muito bem ter o regresso a atrocidades em larga escala. Mas o que é isso interessa, quando o que importa é atacar a França?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oacidental.blogspot.com/2004_11_01_oacidental_archive.html#110079184970622909"&gt;PS - Pois Luciano, muito mau a Europa deixar de ter contactos tão regulares com os opositores cubanos. Ainda bem que Washington tem cadastro limpo a esse respeito! Com as suas relações privilegiadas com os democratas no Turquemenistão, Azerbaijão, Paquistão, Uganda, ou nesse recém-descoberto oásis de liberdade, o reino do coronel Khadafi!&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://oacidental.blogspot.com/2004_11_01_oacidental_archive.html#110079184970622909"&gt;PS 2 - Kerry da Manchúria!?! Deves querer dizer do Massachusetts! Embora quem ouvisse a propaganda republicana quase parecia que se tratava de um estado estrangeiro e... argh!!! europeu.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110075105675483853?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110075105675483853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110075105675483853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110075105675483853' title='Alguns factos sobre a Costa do Marfim e a política neo-colonial francesa'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110074720875110465</id><published>2004-11-18T01:04:00.000Z</published><updated>2004-11-18T16:06:29.830Z</updated><title type='text'>Francofobia primária em edição (quase) definitiva</title><content type='html'>Caro&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://oacidental.blogspot.com/2004_11_01_oacidental_archive.html#110071413491064994"&gt;&lt;strong&gt;Rodrigo Moita de Deus&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; a única coisa inflamada por estes lados é a minha garganta! Por outro lado por vezes fico convencido que o Acidental tem múltiplas personalidades. O que pensando bem tem mesmo! E um caso sério de moralismo selectivo. &lt;/strong&gt;Por exemplo, &lt;a href="http://oacidental.blogspot.com/2004_11_01_oacidental_archive.html#110052282398439600"&gt;ora perde tempo com referências de mais que duvidosa pertinência, especialmente num país em que abundam doutores e engenheiros profundamente ignorantes, à formações especializada ou ao auto-didactismo de um dos autores do Barnabé&lt;/a&gt;. &lt;a href="http://oacidental.blogspot.com/2004_11_01_oacidental_archive.html#110062682158729500"&gt;Ora ataca os ataques velados à direita que diz existirem no Barnabé (velados?!?).&lt;/a&gt; Espero que prevaleçam &lt;a href="http://oacidental.blogspot.com/2004_11_01_oacidental_archive.html#110028919966165363"&gt;as regras de boa conduta&lt;/a&gt;. Ou pelo menos que os insultos sejam bem esgalhados e com piada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos vemos melhor o agreiro no olho do outro, mas fico espantado que o RMD se considere desconsiderado por termos como fantochada ou preguiça intelectual. Eles são usados, não num ataque pessoal, mas sim para descrever com merecido sarcasmo a realidade pouco subtil dos preconceitos contra a França, os EUA etc.&lt;/strong&gt; Tive mesmo o cuidado de dizer que colocava a hipótese dos meus colegas bloguistas acreditarem sinceramente nessas caricaturas anti-francesas, ou de as terem usado simplesmente para provocar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Em suma não era minha intenção desconsiderar mas debater, e agradeço ao RMD ter-se dado ao trabalho de responder substancialmente às minhas críticas&lt;/strong&gt;. Mas enganou-se em boa parte de alvo, pois, repito, &lt;strong&gt;não sou um pró-francês primário!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Querem criticar a França e elogiar os EUA? Eu ajudo (até certo ponto)! &lt;/strong&gt;Não concordo, por exemplo, com a ideia de que a cultura americana é por regra menos interessante do que a francesa. Claro que os EUA começaram por ser literalmente a selva. Mas já no século XVIII os Federalistas americanos são bem relevantes.&lt;strong&gt; E neste século há grandes figuras da cultura americana em todas as áreas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Para entrar em zona mais escuras, em que o RMD não se atreve, poderia referir-se a acção clandestina organizada pelo governo francês para minar (literalmente) um protesto da Greenpeace contra os ensaios nucleares em Muroroa&lt;/strong&gt;. Que resultou, talvez acidentalmente, mas em todo o caso de forma inaceitável e trágica, na morte de um fotógrafo português. Isto é um facto não é uma lenda. &lt;strong&gt;Por outro lado os serviços secretos britânicos ou americanos estiveram envolvidos em acções tão ou mais sangrentas e ilegais&lt;/strong&gt;. RMD quer realmente discutir as vendas de armas a países ou grupos pouco recomendáveis? Que tal o caso exemplar dos americanos, &lt;strong&gt;que venderam ingredientes para armas químicas a Saddam e armaram os Taliban e a Al-Qaeda, ou os Indonésios para os massacres em Timor? E, claro, temos Portugal a vender armas aos iraquianos e aos iranianos...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Discordo em pontos chave da crítica de RMD à política externa francesa ou das conclusões que daí tira&lt;/strong&gt;. A Índia ou a China ou o Brasil não têm ainda a capacidade de projecção internacional da França (ou da Grã-Bretanha), em termos militares, de ajuda ao desenvolvimento, diplomacia, etc. &lt;strong&gt;A França nunca saiu da NATO. Simplesmente saiu do comando militar integrado quando os EUA, sobretudo por pressão da Grã-Bretanha, bloquearam a exigência de Paris de ter exactamente o mesmo estatuto e acesso de que Londres gozava&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;em Washington.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas para não dizerem que para um crítico que se diz aberto, cedo pouco aos argumentos de outros,&lt;strong&gt; dou alguma razão ao Rodrigo quando se refere ao conservadorismo francês na questão do Conselho de Segurança.&lt;/strong&gt; O europeísmo francês neste caso não é consequente. No entanto, a reforma da ONU não se resume ao Conselho de Segurança, que todos os membros permanentes actuais olham sem grande entusiasmo, diga-se. &lt;strong&gt;Dou-lhe toda a razão quando ele ataca o defesa francesa da PAC, inflacionada e inadequada. &lt;/strong&gt;Mas o projecto europeu está longe de se resumir a isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;No entanto, e finalmente, o que não me parece fazer sentido nenhum é criticar a França porque não percebeu que não se pode impor sozinha a nível mundial. Quem não percebeu isso foi Bush II e os seus seguidores europeus! &lt;/strong&gt;Não perceberam que hoje, como no passado, ninguém tem esse poder! Poder não é omnipotência! &lt;strong&gt;Paris sabe isso perfeitamente, daí a sua insistência na importância de uma Europa forte para garantir que os europeus terão, no futuro, alguma voz nos assuntos internacionais. Parece-me este um projecto urgente, em que o interesse de um país pequeno como Portugal é maior do que o dum estado como a França, mas eles são em boa parte convergentes&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS - Sobre neo-colonianismo, Costa do Marfim e &lt;a href="http://www.nobloodforchocolate.com/"&gt;este site muito interessante&lt;/a&gt; falarei noutro poste.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110074720875110465?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110074720875110465'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110074720875110465'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110074720875110465' title='Francofobia primária em edição (quase) definitiva'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110072169872372178</id><published>2004-11-17T19:24:00.000Z</published><updated>2004-11-17T20:01:38.723Z</updated><title type='text'>Vejam se adivinham</title><content type='html'>Quem foi o perigoso esquerdista que escreveu isto?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Once you've got Baghdad, it's not clear what you do with it. It's not clear what kind of government you would put in place of the one that's currently there now. Is it going to be a Shia regime, a Sunni regime or a Kurdish regime? Or one that tilts toward the Baathists, or one that tilts toward the Islamic fundamentalists? How much credibility is that government going to have if it's set up by the United States military when it's there? How long does the United States military have to stay to protect the people that sign on for that government, and what happens to it once we leave?&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110072169872372178?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110072169872372178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110072169872372178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110072169872372178' title='Vejam se adivinham'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110071942913654191</id><published>2004-11-17T19:16:00.000Z</published><updated>2004-11-17T19:45:48.466Z</updated><title type='text'>Black Rice, Black Powell, Black Power</title><content type='html'>&lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2004/11/presidente-de-extrema-direita-escolhe_17.html"&gt;Parece que agora temos de elogiar a escolha pelo Senhor Bush da Senhorita Rice para chefiar a diplomacia americana, por ser uma senhora e ser negra! &lt;/a&gt;Parece-me normal que o facto de uma senhora e um negro terem desempenhado o cargo de Secretary of State retire alguma impacto ao facto. Tanto mais que todos os pormenores da biografia da senhora Rice são conhecidos porque quem se interessa pelo assunto (por exemplo saiu uma reportagem enorme na New Yorker). &lt;a href="http://barnabe.weblog.com.pt/arquivo/165899.html"&gt;Ora o Rui Tavares acovardou-se e sentiu-se obrigado a seguir a linha ditada pela direita. Que desilusão! Terei de ser eu a defender a honra do convento!?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que a imprensa gosta de Powell, claro que a imprensa gosta menos de Rice. E depois? Claro que Bush pode nomear quem lhe apetecer. &lt;em&gt;Desde que o Senado aceite os nomeados&lt;/em&gt;, e para isso nomear mulheres e/ou minorias é importante. Os senadores tendem a acovardar-se com tudo o que cheire a racismo. &lt;strong&gt;Mas racismo seria ignorar o mais relevante politicamente e analiticamente neste momento que é Bush ter escolhido para todos os lugares que vagaram na nova administração &lt;em&gt;yes-persons&lt;/em&gt; (por acaso negros, hispanics ou cor-de rosa) e que antes trabalharam para Bush como assessores. &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que mostra que as esperanças de grandes mudanças no segundo mandato não parecem exactamente muito promissoras. O que mostra que quem vai contiuar a mandar vai ser um senhor branco de boas familias e cuja principal prioridade vai ser ajudar os seus pobres amigos ricos que tanto sofrem nas mãos do Estado!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/articles/A56621-2004Nov17.html"&gt;Sobre Rice e Powell ver o (como sempre) excelente dossier de imprensa de Howard Kurtz. &lt;/a&gt;E textos de &lt;a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/articles/A55688-2004Nov16.html"&gt;Jim Hoagland &lt;/a&gt;e de &lt;a href="http://www.washingtonpost.com/wp-dyn/articles/A55690-2004Nov16.html"&gt;Garry Wills&lt;/a&gt;. Tudo no Post. Sobretudo e para terminar este texto no &lt;em&gt;Financial Times&lt;/em&gt; que vale a pena nem que seja apenas por esta citação de um amigo da dita Senhorita Rice: &lt;a href="http://news.ft.com/cms/s/f0350d6e-3733-11d9-a8bb-00000e2511c8.html"&gt;A close associate of&lt;strong&gt; Ms Rice described her as “tough as nails”, sharing the president's religious views on good and evil and unlikely to have time for “wimpish Europeans&lt;/strong&gt;”.&lt;/a&gt; Com amigos destes...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110071942913654191?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110071942913654191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110071942913654191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110071942913654191' title='Black Rice, Black Powell, Black Power'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110066345798189767</id><published>2004-11-17T01:16:00.000Z</published><updated>2004-11-17T04:19:59.416Z</updated><title type='text'>Nova Francofobia primária, agora revista e ampliada</title><content type='html'>&lt;a href="http://oacidental.blogspot.com/2004_11_01_oacidental_archive.html#110062351500493504"&gt;Rodrigo Moita de Deus&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://oacidental.blogspot.com/2004_11_01_oacidental_archive.html"&gt;DHB&lt;/a&gt; não se impressionaram com as minhas críticas à francofobia. Não me surpreende, mas só para esclarecer gostaria de acrescentar o seguinte. Meus caros:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cada um é livre de escolher, repito, entre a Marianne, o Tio Sam, o Avô Cantigas, ou quaisquer outros bonecos com que queira brincar.&lt;/strong&gt; Mas convinha ter a noção de que com fantoches se faz fantochadas, divertidas talvez, mas nada mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Não há paz no Médio Oriente por causa do relatório da morte de Arafat!? Por favor!&lt;/strong&gt; Fiéis ao seu legalismo, que pode ser irritante mas é tem sido muito consistente, os franceses deixaram claro que só a família tem acesso ao relatório médico e só ela o pode divulgar. &lt;strong&gt;A França quer um lugar à mesa das negociações? Qual mesa!?! Não existe mesa nenhuma!!!&lt;/strong&gt; E na verdade o que a França quer é que seja a União Europeia a conduzir este processo e ela já tem o lugar garantido nessa mesa inteiramente virtual.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A França é competidor e não parceiro dos EUA? Bem, parceiro comercial não quer dizer amigalhaço. Quer dizer que a França exporta muito para os EUA, e eu não vejo como é que criar dificuldades com os americanos ajuda a economia francesa.&lt;/strong&gt; Sobretudo por causa de sítios completamente irrelevantes do pontos de vista dos interesses económicos franceses como o Iraque (vejam os números e depois digam qualquer coisa).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário do que diz RMD se há uma coisa evidente é que &lt;strong&gt;todas as lendas negras que rodeiam um ou outro país ou grupo têm imenso em comum&lt;/strong&gt;. Os preconceito podem ser perigosos, mas também são limitados. São uma forma de preguiça intelectual, por isso os &lt;strong&gt;temas são muito repetitivos: egoísmo, ganância, negócios escuros, complots, etc. Dos jesuítas ou dos judeus ou dos muçulmanos, dos espanhóis ou dos americanos, ou... dos franceses. Claro que todas estas coisas existem. A questão é achar que existem &lt;em&gt;sempre&lt;/em&gt; no mesmo sítio ou grupo e explicam &lt;em&gt;tudo&lt;/em&gt; sobre esse sítio ou grupo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A França não soube envelhecer? A França não soube morrer!?&lt;/strong&gt; E Portugal soube envelhecer e morrer?&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;O que é isto quer dizer exactamente?&lt;strong&gt; Será que para além dos EUA ninguém tem direito a ter uma política externa própria? Julgava que não tinham nenhum problemas com isso.&lt;/strong&gt; Este tipo de conversas sobre a França ser irrelevante vindo da parte de colunistas próximos de Bush ou daquele senhor-porreiro-de-que-agora-não-me-lembro-o-nome que falou da irrelevante e Velha Europa, teriam obrigado Paris a agir como agiu na crise do Iraque, nomeadamente na ONU, mesmo se não tivesse outros motivos para o fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A França é irrelevante em termos globais? Isso é uma piada de que os americanos estão a pagar a factura. A França não tem em conta os interesses globais? Quioto, TPI, reforma da ONU, etc.&lt;/strong&gt; E, vale a pena referir, se não fosse a França e companhia, o Conselho de Segurança da ONU teria minado a sua credibilidade a apoiar uma guerra no Iraque com base em ADMs que não existiam!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobretudo, RMD e DHB parecem não perceber que o meu ponto não é defender a &lt;em&gt;sempre&lt;/em&gt; a França, dizer que é &lt;em&gt;sempre &lt;/em&gt;multilateralista ou legalista ou altruístas. &lt;/strong&gt;Sempre não faz muito sentido no mundo real. O que me interessa é não fechar os olhos à realidade, ou pelo menos tentar. Seja para elogiar ou criticar. Seja franceses ou americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E, a terminar, que ironia ver este tipo de discurso da parte de quem tanta tinta tem gasto a condenar o anti-americanismo primário.&lt;/strong&gt; De quem tanto, e justamente, ataca a ideia de que os americanos estão sempre a preparar alguma coisa, e coisa boa não é, parece-me tudo isto um bocadinho contraditório! &lt;strong&gt;Mas admito que estejam sinceramente convencidos de que muitas das caricaturas francófobas são reais. &lt;/strong&gt;Neste aspecto digamos que sou eu que não serei facilmente convencido!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110066345798189767?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110066345798189767'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110066345798189767'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110066345798189767' title='Nova Francofobia primária, agora revista e ampliada'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110065696215718176</id><published>2004-11-17T01:12:00.000Z</published><updated>2004-11-17T02:13:02.616Z</updated><title type='text'>Blair e Bush, tão amigos que nós fomos?</title><content type='html'>Quem parece ter começado a tirar as suas conclusões destas mundanças é nem mais nem menos do que Tony Blair. &lt;a href="http://cartaslondres.blogspot.com/2004_10_01_cartaslondres_archive.html#109770007577082096"&gt;Eu avisei, não avisei?&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Blair pode ter alguns pontos em comum com os neo-conservadores e com Bush (como eu!). Mas há diferenças fundamentais&lt;/strong&gt;, nomeadamente para ele a força não é o melhor remédio para tudo em relações internacionais e as instituições e a lei internacional são essenciais. O seu discurso anteontem na Mansion House foi dos mais claros a marcar essas diferenças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Claramente &lt;a href="http://observer.guardian.co.uk/politics/story/0,,1350889,00.html"&gt;Blair voltou de Washington sem nenhuma espécie de garantia quanto ao empenho de Bush na Palestina&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;. Está agora a começar a distanciar-se alguma coisa de Bush e a aproximar-se da Europa pela primeira vez em anos. &lt;strong&gt;Penso que como de costume o faz em boa parte por convicção.&lt;/strong&gt; Como ele mesmo disse numa passagem chave:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.number-10.gov.uk/output/Page6583.asp"&gt;Democracy is the meeting point for Europe and America. I am not, repeat not, advocating a series of military solutions to achieve it. But I am saying that patiently but plainly Europe and America should be working together to bring the democratic human and political rights we take for granted, to the world denied them. When Kofi Annan reports back to the UN in some weeks time on UN reform one reform we should insist on is a greater role of leadership for the UN on the responsibility of states to protect not injure their own citizens.&lt;strong&gt;None of this will work, however, unless America too reaches out. Multilateralism that works should be its aim. I have no sympathy for unilateralism for its own sake.&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas ao facto também não é estranho o instinto político que faz dele o primeiro-ministro com um mandato mais longo desde a Baronesa. Ele começou a realçar as diferenças com Bush e os temas comuns com o resto da Europa a tempo das próximas eleições e do possível referendo europeu&lt;/strong&gt;. Aparentemente as sondagens dos trabalhistas mostram uma perigosa quebra na maioria parlamentar previsivel nas eleições (provavelmente) de Maio de 2005. E muito como resultado da Guerra no Iraque e da proximidade de Bush. A falta de confiança em Blair criaria problemas no referendo europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O probleminha, claro, &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/uk_politics/4015447.stm"&gt;&lt;strong&gt;apontado pelo chato do Chirac que vem recordar a dura realidade, é que Bush e companhia parecem mais do que nunca convencidos da sua infalibilidade. E como bons cruzados não parecem dispostos a dar nada mais aos seus aliados do que a satisfação do dever cumprido&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;. &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Ora se Blair quiser uma boa maioria nos Comuns isso não vai chegar...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110065696215718176?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110065696215718176'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110065696215718176'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110065696215718176' title='Blair e Bush, tão amigos que nós fomos?'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110062866848451230</id><published>2004-11-16T15:44:00.000Z</published><updated>2004-11-17T01:26:37.440Z</updated><title type='text'>Powell gone</title><content type='html'>&lt;a href="http://bloguitica.blogspot.com/2004/11/2169-powell-e-rice-mesma-europa-que-se.html"&gt;Concordo em boa parte com o Paulo Gorjão. &lt;/a&gt;Na verdade o texto dele lembra-me o comentário de um diplomata altamente colocado aqui que me disse há uns tempos atrás qualquer coisa como: &lt;strong&gt;'We have been talking a lot with the US, unfortunately we have been talking a lot to America's deaf ear, the State Department&lt;/strong&gt;!' &lt;a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/americas/4016367.stm"&gt;Ao mesmo tempo trata-se de um virar de página&lt;/a&gt;. E no &lt;a href="http://causa-nossa.blogspot.com/2004/11/mais-bush.html"&gt;mau sentido, ou seja, de ainda mais Bush&lt;/a&gt; (cowboy hat and skirts).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tal como quando comentei aqui a respeito de &lt;a href="http://www.nationaltheatre.org.uk/?lid=8705"&gt;Stuff Happens&lt;/a&gt; que dramatiza a guerra do Iraque, continuo a pensar que este anos foram uma luta vã de Colin Powell para fazer &lt;a href="http://cartaslondres.blogspot.com/2004_09_01_cartaslondres_archive.html#109581235486826234"&gt;prevalecer a razão, o bom senso. Bush é um enigma. Powell é humano e profundo, das suas memórias do Vietname até às suas explosões contra os delírios dos neo-conservadores. O sentimento de empatia é inevitável, e também pensar: &lt;strong&gt;como é que não é ele o presidente&lt;/strong&gt;? E como as coisas seriam diferentes apesar do 11 de Setembro, como tudo poderia ter sido bem diferente; essa é a tragédia para todos nós.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os que atacam Powell por viajar pouco e de portanto ter contribuido para a crise da diplomacia americana&lt;/strong&gt; deviam lembrar-se que a guerrilha institucional em Washington contra ele era tal que de cada vez que ele se demorava no estrangeiro era publicamente desautorizado em Washington!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por tudo isto, muitos defenderam que ele se devia ter demitido há muito&lt;/strong&gt;, mas ele tem esta velha ideia de soldering on, de servico. E aparentemente pelo menos uma vez o presidente Bush teve de lhe pedir para continuar a servir. Agora claramente deixou de servir. Os sinais de uma postura mais moderada no segundo mandato de Bush devem parecer pouco promissores, mesmo para quem alguma vez acreditou neles...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A sua vinganca poderá ser que os neo-conservadores e seus aliados em Washington arriscam-se a ser cada vez mais mugged by reality.&lt;/strong&gt; E nem se podem queixar, afinal foram eles mesmos que se definiram como liberals mugged by reality. Infelizmente todos podemos ter de andar a apanhar os cacos, ou apanhar com os cacos...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110062866848451230?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110062866848451230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110062866848451230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110062866848451230' title='Powell gone'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110051302154142793</id><published>2004-11-15T09:01:00.000Z</published><updated>2004-11-15T10:05:30.163Z</updated><title type='text'>Eu mesmo </title><content type='html'>&lt;a href="http://oacidental.blogspot.com/2004_11_01_oacidental_archive.html#110028919966165363"&gt;&lt;strong&gt;não desenharia melhor.&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;O que alguns considerariam um understatement.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110051302154142793?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110051302154142793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110051302154142793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110051302154142793' title='Eu mesmo '/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110045564103105020</id><published>2004-11-14T09:52:00.000Z</published><updated>2004-11-15T10:00:37.726Z</updated><title type='text'>Francofobia primária</title><content type='html'>Já aqui nos referimos a este fenómeno em expansão em Portugal (ainda mais, diria, do que nos States). &lt;strong&gt;Mas ele continua a prosperar numa blogosfera e comentariado nacional que não primam exactamente pelo interesse pela realidade internacional, e tendem a usar a realidade internacional como arma de arremesso nas guerrilhas políticas internas.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2004/11/mulher-de-arafat-frana-e-histria-da.html"&gt;Agora foi a vez do geralmente sensato CAA aderir à moda. &lt;/a&gt;E houve mais quem se divertisse a atacar mais uma vez &lt;a href="http://oacidental.blogspot.com/2004_11_01_oacidental_archive.html#110028276241565032"&gt;La Grande France&lt;/a&gt;. A ironia é que &lt;strong&gt;todas as explicações simplistas e conspiratórias que são descartadas como evidentemente erradas quando se trata dos EUA de Bush servem para “analisar” a política externa da França. &lt;/strong&gt;Claro que há conspirações e interesses em política interna e externa. Mas confesso que tenho dificuldade em perceber duas coisas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1. Se só os interesses nacionais é que contam em Paris, no que é que nisso a França é diferente ou pior do que os EUA de George W. Bush? &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Se só os interesses nacionais, sobretudo do tipo mais rasteiramente comercial, é que contam em Paris, porque é que a França insiste em criar problemas com um dos seus parceiros comerciais mais importantes: os EUA?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às teses delirantes que pululam por ai contrapunha alguns factos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A &lt;strong&gt;França preocupa-se desde há muito, por más, mas igualmente por boas razões com as suas colónias... como Portugal ou a Grã-Bretanha&lt;/strong&gt;. Que é bem mais do que aquilo que se pode dizer dos EUA, veja-se o exemplo da Libéria ou de outras “colónias” mais recentes, com os resultados conhecidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jacques Chirac começou por ser um dos presidentes mais pró-americanos da história recente da França.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A ideia de que a França quer ficar com o dinheiro do Arafat é tão rasteira como dizer que os EUA foram ao Iraque para ficar com o dinheiro desaparecido de Saddam Hussein. &lt;/strong&gt;Enfim, há gostos para tudo, e quem sou eu para criticar quem prefere o Tio Sam à Marianne (eu pessoalmente gosto muito do Avo Cantigas)? Mas haja respeito, inventar que a senhora usa barba parece-me ser um bocadinho demais.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110045564103105020?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110045564103105020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110045564103105020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110045564103105020' title='Francofobia primária'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110045473901473231</id><published>2004-11-14T09:42:00.000Z</published><updated>2004-11-14T17:52:19.013Z</updated><title type='text'>Boris in trouble, a little more than usual</title><content type='html'>&lt;a href="http://politics.guardian.co.uk/conservatives/story/0,9061,1351098,00.html"&gt;Boris Johnson foi apanhado com a boca na botija&lt;/a&gt;, e &lt;a href="http://cartaslondres.blogspot.com/2004_10_01_cartaslondres_archive.html#109706598586748753"&gt;nem eu lhe vali ("In fact, if I ever get caught anywhere near a sexual place in the future I will come back to this moment!")&lt;/a&gt;... Mas concordo que quem &lt;a href="http://politics.guardian.co.uk/columnist/story/0,9321,1351104,00.html"&gt;o enterrar prematuramente pode muito bem estar a cometer um erro&lt;/a&gt;. Afinal, no principio de tudo esteve o verbo terrivelmente divertido e heterodoxo, e duvido que o consigam calar.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110045473901473231?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110045473901473231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110045473901473231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110045473901473231' title='Boris in trouble, a little more than usual'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110038256423430788</id><published>2004-11-13T21:29:00.000Z</published><updated>2004-11-14T17:42:44.923Z</updated><title type='text'>Blogosfera</title><content type='html'>&lt;a href="http://www.foreignpolicy.com/story/cms.php?story_id=2707&amp;page=0"&gt;Um artigo interessante na sempre muito interessante &lt;strong&gt;Foreign Policy&lt;/strong&gt; vem analisar a blogosfera (na sua variante menos virtual, ou seja, em lingua inglesa). &lt;/a&gt;Oferece links para uma quantidade de sites e outros textos sobre o mesmo tema.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Os pontos principais? A blogosfera, entre dois e quatro milhões de blogues globalmente, segundo parece, é numericamente dominada por adolescentes que escrevem duas vezes por mês a dar conta das suas maleitas sentimentais e por outras formas de solipsismo&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Mas é também altamente hierarquizada;&lt;/strong&gt; com apenas algumas dezenas de sites a dominar completamente o acesso da grande maioria do visitantes através dos seus links. Muitas vezes altamente partisan e politizada; a blogosfera pode também, mais raramente, ser uma oportunidade para furar o dominio dos media mais instalados; ou para especialistas pouco conhecidos ou iraquianos totalmente desconhecidos terem uma voz sem serem abafados pelos comentadores profissionais e tradicionais. Os media instalados acabam por ser influenciados pelo teor dos blogues, ou mesmo por criar blogues nos seus sites, ou ainda por convidar bloggers para as suas colunas. &lt;strong&gt;Interessante pensar até que ponto o texto se aplica a Portugal.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110038256423430788?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110038256423430788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110038256423430788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110038256423430788' title='Blogosfera'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110021984979561769</id><published>2004-11-12T11:10:00.000Z</published><updated>2004-11-13T21:29:41.106Z</updated><title type='text'>Arafat 1929-2004</title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/middle_east/4005027.stm"&gt;Morreu o Sr. Palestina&lt;/a&gt;. Arafat nunca foi um homem de bom senso. Mas foi por isso que conseguiu colocar a Palestina no mapa nos anos 60 e 70. &lt;/strong&gt;Construiu a OLP apesar de hostilidade dos Estados vizinhos e de Israel, que queriam continuar a gerir a carta palestiniana como melhor lhes convinha. Dai a consideração dos palestinianos por ele, apesar de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Era naturalmente um sobrevivente. Portanto, não era lider para correr grandes riscos no negociar da paz.&lt;/strong&gt; Mas estou longe de subscrever a tese que o culpa de tudo o que se passou desde o assassinio de Rabin. Nunca teve o poder para controlar os acontecimentos que os seus acusadores lhe atribuem. Esse foi um dos problemas principais de todo o processo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Corrupto e acusado de atrocidades (como Sharon, note-se). Sim. Na verdade, nunca tive afecto pelo velho, apesar de apreciar (como em Sharon) as suas sete vidas de gato.&lt;/strong&gt; Afecto sempre tive por Israel, apesar de tudo. E sempre vi a paz negociada com os palestinianos como não apenas justa e devida, mas igualmente o melhor para os israelistas, que poderiam finalmente viver em paz. Era dificil com Arafat, mas não será necessariamente mais fácil sem ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;PS&lt;/strong&gt; - Vale a pena ler este texto do historiador revionista &lt;strong&gt;Benny Morris&lt;/strong&gt;, tanto mais que ele recentemente pareceu ter-se convertido às belezas da limpeza étnica, mas que comenta na parte final:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.nytimes.com/2004/11/12/opinion/12morris.html?pagewanted=2"&gt;His disappearance removes a major rejectionist obstacle from the scene. But it also leaves us with a paradox. For &lt;strong&gt;Mr. Arafat was probably the only Palestinian of our time, given his historical and political stature, capable of persuading the Palestinians, or most of them, to accept the concessions necessary to achieve a two-state solution&lt;/strong&gt;. On the other hand, his successors - Mahmoud Abbas, Ahmed Qurei and some of the younger Fatah leaders - may be more amenable to a territorial compromise but they lack the stature to intimidate or persuade their people to accept a two-state settlement or to crush their terror-minded colleagues. &lt;strong&gt;So Yasir Arafat's death may have done us no good at all.&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110021984979561769?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110021984979561769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110021984979561769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110021984979561769' title='Arafat 1929-2004'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110012639854062294</id><published>2004-11-10T21:09:00.000Z</published><updated>2004-11-25T19:19:01.496Z</updated><title type='text'>Nem mais, ou talvez só mais um bocadinho...</title><content type='html'>&lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2004/11/o-espirrar-de-um-eleitor-no-ohio-pode.html"&gt;O João Miranda explica ao Pedro Lomba&lt;/a&gt;...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E eu ainda acrescentava duas perguntas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Para o &lt;a href="http://dn.sapo.pt/2004/11/09/opiniao/a_nacao_bush.html"&gt;Pedro Lomba &lt;/a&gt;perceber o George W. Bush quer dizer, conseguir dizer alguma coisa simpática a respeito do homem&lt;/strong&gt;? (Coisa que ele parece, por sinal, ter alguma dificuldade em fazer).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2. Desde quando é que boa análise implica convivio com a diferença&lt;/strong&gt;?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Conhece os teus inimigos diz Pedro Lomba e Mao. &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Eu acrescentaria, a partir dos bolinhos chineses ou de Sun Tzu: conhece o teu inimigo, e conhece-te a ti mesmo e em mil batalhas nunca serás vencido!&lt;/strong&gt; Ou seja, nos tempos que correm é essencial conhecer Bin Ladin. Mas segundo Lomba quem bem conhece melhor convive (com a diferença), e portanto devemos ser todos amigos da (muito diferente) al-Qaeda?! E que tal (re)conhecer alguns problemazinhos no nosso Ocidente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O problema do Pedro Lomba é que lhe falta a coragem de aceitar que &lt;a href="http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_cartaslondres_archive.html#109940973988499679"&gt;uma not-very-intelegent-person (para citar o Bill Bryson)&lt;/a&gt; pode ser presidente do Estado mais poderoso do mundo, eleito pela maioria dos Americanos.&lt;/strong&gt; Nada fácil, mas possivel com uma máquina politica muito professional e um aspecto de cowboy conservador, porreiro para os de dentro e duro para os de fora. Recomendo-lhe a (re-)leitura dos (nossos) clássicos. Tácito ou Suetónio, por exemplo, para apurar o sentido trágico da história.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110012639854062294?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110012639854062294'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110012639854062294'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110012639854062294' title='Nem mais, ou talvez só mais um bocadinho...'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-110002265791875853</id><published>2004-11-09T17:36:00.000Z</published><updated>2004-11-09T17:50:57.916Z</updated><title type='text'>Endereço errado</title><content type='html'>&lt;a href="http://aviz.blogspot.com/2004_11_01_aviz_archive.html#109967686487028398"&gt;O Francisco José Viegas vem dizer algo que devia ser óbvio, mas que nem por isso deixa de ser importante. Os EUA são muita coisa. &lt;/a&gt;São um país enorme e de enormes extremos. &lt;a href="http://www.guardian.co.uk/g2/story/0,,1343956,00.html"&gt;Simon Schama, o historiador de Cambridge há uns anos a viver um exílio dourado em upper state New York publicou recentemente um texto no Guardian em que proclama o nascimento oficial dos Divided States of America&lt;/a&gt;. Por isso, Bush, apesar de tudo, apenas conseguiu ser eleito (finalmente, ao fim de quatro anos!) por uma margem estreita. Por isso, quer o anti-americanismo primário, quer o pró-americanismo primário dão uma visão falsa dos EUA.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Mas, ao contrário do que diz FJV, não creio que a direita portuguesa perceba ou conviva melhor com a realidade americana.&lt;/strong&gt; Por exemplo, continua a insistir que Bush ganhou de forma esmagadora! Mais, tem grandes problemas em conviver com o verdadeiro Bush, que como ele mesmo diz, é uma pessoa bem simples. Ou em aceitar as verdadeiras razões da vitória de Bush, qual sejam, o seu moralismo e securitarismo. Isto, quando todos os dados disponíveis e todas as análises sérias apontam nesse mesmo sentido. A complexidade americana é chata para quaisquer ortodoxias, concordo. Mas actualmente a ortodoxia dominante em Portugal sobre a América é de direita, ou pelo menos pró-Bush.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-110002265791875853?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110002265791875853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/110002265791875853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#110002265791875853' title='Endereço errado'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-109996091211426120</id><published>2004-11-09T01:02:00.000Z</published><updated>2004-11-09T11:55:40.486Z</updated><title type='text'>Os custos da liberdade de expressão</title><content type='html'>Este aspecto central de qualquer regime liberal nunca vai deixar de provocar ataques. &lt;strong&gt;Uma voz livre incomoda muita gente.&lt;/strong&gt; O caso Marcelo mostra como é fácil (ou melhor, como pode ser fácil) usar meios ‘cordiais’ para tentar amenizar ou calar críticas. Mas não passa da ponta de um icebergue, por vezes manchado com sangue. Há, ainda hoje, quem recorra a formas óbvias mas terrivelmente definitivas de calar vozes incómodas. O assassínio macabro de Theo van Gogh mostra como se pode pagar um preço terrível por confrontar com palavras pouco amenas o fundamentalismo islâmico na civilizada Holanda. A morte não menos trágica de Anna Lindt lembra quanto pode custar confrontar o fundamentalismo anti-europeu na civilizada Suécia. E todos os anos (pelo menos) algumas dezenas de jornalistas morrem pela liberdade de relatar o que entendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro que insultos, ameaças e actos violentos não são a mesma coisa. Podem não passar para os autores de uma forma de humor (de muito mal gosto, em todo o caso). &lt;strong&gt;Para mim é evidente que qualquer forma de ameaça mais ou menos velada deve ser denunciada, senão corremos o risco de lentamente começar a tolerar o intolerável. &lt;/strong&gt;Foi o que fez o &lt;a href="http://barnabe.weblog.com.pt/arquivo/162103.html"&gt;Pedro Oliveira em relação aos ataques abusivos ao texto do Rui Ramos nos comentários no Barnabé. (Desculpem o atraso, mas apenas recentemente me alertaram para a gravidade dos ataques ao texto de apoio de Rui Ramos a George Bush).&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nem sempre leio as caixas de comentários, sobretudo por falta de tempo. Mas o facto de por vezes eles se aproximarem do insulto também não ajuda a motivar a leitura.&lt;/strong&gt; Os que abusam deste meio acabam assim por prejudicar aqueles, e são muitos, que se dão ao trabalho de escrever textos interessantes neste espaço aberto a todos. Foi por ai que me comecei a interessar pela blogosfera. Os autores do Barnabé são vítimas frequentes deste abuso do seu empenho em promover a discussão livre, e têm, por isso, o trabalho adicional de andar a ‘limpar’ o lixo que é dirigido a eles ou a outros alvos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nunca é demais repetir que só quem não tem outros argumentos usa o insulto e a violência.&lt;/strong&gt; Os supostos defensores de verdades sagradas só mostram a fragilidade das suas crenças supostamente inabaláveis quando têm de recorrer a meios extremos para as defender de simples palavras e argumentos. A tolerância não é sinal de fraqueza de convicções, mas da sua força. E a recusa das ortodoxias confortáveis é o preço do pensamento original e do debate criativo. Estou certo de que, nem o Pedro Oliveira (e demais barnabés), nem o Rui Ramos se deixarão abalar por estes acidentes de profissionais da pena. Mas que isto não deve passar em branco, não deve.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-109996091211426120?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109996091211426120'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109996091211426120'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109996091211426120' title='Os custos da liberdade de expressão'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-109993789608204891</id><published>2004-11-08T18:09:00.000Z</published><updated>2004-11-08T18:29:10.793Z</updated><title type='text'>CARTAS DE LONDRES ERROU</title><content type='html'>Aproveito a oportunidade para CORRIGIR dois dados importantes na minha análise da ESTRONDOSA vitória de BUSH por uns esmagadores 51% (SIM 51%!!!) dos votos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De acordo com o &lt;a href="http://www.timesonline.co.uk/"&gt;Times de ontem &lt;/a&gt;(ando cada vez mais esquerdista: basta digitar 'moral majority'), &lt;strong&gt;22% dos votantes, e não 20% como tinha antes afirmado, declararam que problemas morais foram o aspecto mais importante a determinar o seu voto. Dos quais 80% votaram em Bush. &lt;/strong&gt;Com as minhas humildes desculpas ficam aqui registadas as correcções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS Sobre estes meus erros, &lt;a href="http://www.timesonline.co.uk/article/0,,482-1343277,00.html"&gt;vale a pena ler este texto de (outro) perigoso esquerdista, Simon Jenkins.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-109993789608204891?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109993789608204891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109993789608204891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109993789608204891' title='CARTAS DE LONDRES ERROU'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-109993719928970972</id><published>2004-11-08T17:54:00.000Z</published><updated>2004-11-09T11:52:10.310Z</updated><title type='text'>Cordialidades importantes</title><content type='html'>&lt;a href="http://oacidental.blogspot.com/2004_11_01_oacidental_archive.html#109967036093175737"&gt;Noto com gosto o gesto do timoneiro do Acidental. &lt;/a&gt;Pois sempre defendi que se devem observar regras minimas num debate, mesmo vivo. O que não se deve confundir com o fim da ironia e mesmo do sarcasmo num blogue com um nome algo queiroziano. Dai acidentados ou... timoneiro. E menos ainda com qualquer vontade de chegar a um acordo de cavalheiros quanto aos temas em debate, como o Paulo Pinto Mascarenhas igualmente nota. Por isso, para citar esse grande estadista actual: Bring'em On!&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-109993719928970972?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109993719928970972'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109993719928970972'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109993719928970972' title='Cordialidades importantes'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-109993557321537571</id><published>2004-11-08T15:43:00.000Z</published><updated>2004-11-09T00:19:06.980Z</updated><title type='text'>Diplomacias</title><content type='html'>Estive há uns dias com um diplomata americano altamente colocado. Extremamente simpático, claro. Um bom exemplo da vida perigosa dos diplomatas de que poucos desconfiam: desde tiros no Curdistão até pedradas num bairro de judeus ortodoxos em Jerusalém.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Off record, claro, ele reconhece que teria a vida mais fácil com Kerry.&lt;/strong&gt; Mas faz questão de dizer que trabalhou com excelentes secretários de Estado dos dois partidos desde o tempo de Reagan. Claro que o problema é precisamente que o Secretário de Estado, o excelente Colin Powell, tem tão pouco poder na Administração. Ele dá como quase certa a sua saída. Mas, apesar disso, tentou contrariar parcialmente esta ideia dizendo que a competição entre Defesa e Estado é antiga. O que é verdade, mas também é verdade que nunca os diplomatas foram tão pouco ouvidos como por Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/americas/3988985.stm"&gt;Quanto primeira mensagem de Bush para fora dos EUA, em que ele diz 'whatever our past disagreements, we share a &lt;strong&gt;common&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;enemy&lt;/strong&gt; and &lt;strong&gt;common&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;duties&lt;/strong&gt;. Every &lt;strong&gt;civilised country&lt;/strong&gt; has a stake in the outcome of this war'&lt;/a&gt;. Para mim era evidente que isto &lt;strong&gt;não era muito promissor em termos de significar mais consulta dos aliados, mais disponibilidade para ter em conta os pontos de vista e interesses da Europa.&lt;/strong&gt; É que deveres não se discutem, e aparentemente quem se atrevesse a discuti-los não seria civilizado, e estaria disposto a servir os interesses do inimigo. &lt;strong&gt;Ou seja, Bush limitava-se a dar mais uma oportunidade ao resto do mundo para reconhecer que ele tinha toda a razão.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ele concordou (para meu espanto diga-se), mas acrescentou que os europeus deviam mesmo assim usar este tipo de discurso e avançar propostas concretas. (Ou seja, dêem qualquer coisa com que trabalhar!) &lt;/strong&gt;Como lhe disse para mim é claro que, mesmo com Bush, os aliados europeus e os EUA deviam procurar o mais possível encontrar áreas em que pudessem trabalhar em conjunto. Mas parece-me difícil. Bush parece só pensar no terrorismo, e aí a cooperação já existe (e.g. ao nível dos serviços de informações). &lt;strong&gt;Mas em questões essenciais como a Palestina, Quioto, TPI, tratados anti-proliferação, etc; não parece existir interesse americano ou grande espaço de manobra. Ele mostrou alguma esperança quanto ao primeiro e ao último ponto.&lt;/strong&gt; Esperemos...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-109993557321537571?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109993557321537571'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109993557321537571'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109993557321537571' title='Diplomacias'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-109993201695862670</id><published>2004-11-08T14:31:00.000Z</published><updated>2004-11-09T12:09:56.060Z</updated><title type='text'>Q &amp; A, Pergunta &amp; Resposta</title><content type='html'>Pergunta de novo João Miranda:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2004/11/multilateralismo-francesa-ii.html"&gt;E o envolvimento americano no Iraque não é feito também ao abrigo de claríssimas deliberações das Nações Unidas?&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Eu repito mais uma vez, uns meses depois, e ainda esperando contra-resposta dele&lt;/strong&gt;: &lt;a href="http://cartaslondres.blogspot.com/2004_06_01_cartaslondres_archive.html#108684000405181642"&gt;NO&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://cartaslondres.blogspot.com/2004_06_01_cartaslondres_archive.html#108725103137165020"&gt;no&lt;/a&gt; and &lt;a href="http://cartaslondres.blogspot.com/2004_06_01_cartaslondres_archive.html#108725156702422206"&gt;no&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quanto ao multilateralismo francês&lt;/strong&gt;, sempre acrescentaria o seguinte (como diria Dupont ou Dupond).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ou o interesse nacional deve prevalecer sempre, doa a quem doer.&lt;/strong&gt; Na linha do que dizem os EUA de Bush (coalition of the willing etc.) e os seus aliados. E portanto Paris pode evidentemente fazer a mesma coisa que Washington. &lt;strong&gt;Neste caso os franceses podiam intervir na Costa do Marfim sem problemas quando e como lhes apetecesse, desde que o seu interesse nacional estivesse em risco.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ou, tem de se respeitar a lei internacional e Paris tinha de agir de forma mais legalista. Ora foi precisamente isso que sucedeu!&lt;/strong&gt; As tropas francesas intervieram na Costa do Marfim a pedido do governo local. Algo que a lei internacional permite sempre, e mais ainda neste caso em que existe um tratado bilateral de defesa. E para mais Paris ainda pediu o assentimento da ONU, que lhe foi dado. Onde está o problema!?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2004/11/multilateralismo-francesa-v.html"&gt;As coisas correm mal no terreno, e alguns locais chamam a tudo isto uma aventura neo-colonial e falam, vejam bem, de oil, oil, oil&lt;/a&gt;? Bem e no Iraque!?! &lt;/strong&gt;Em suma argumentos completamente contraditórios!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobretudo porque não vejo como é que o facto de os franceses eventualmente agirem de forma criticável do ponto de vista dos que argumentaram contra a guerra no Iraque, afecta a validade desses mesmos argumentos.&lt;/strong&gt; (Argumentos que variaram muito diga-se. No meu caso tiveram sobretudo a ver com a forma como os EUA conduziram deliberadamente a questão por forma a afirmar-se como poder dominante; com o sentido que a campanha fazia em termos de combate ao terrorismo; e com o (não)-planeamento do que se iria seguir a Saddam).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quem tentou transformar tudo isto num despique birrento entre Paris e Washington não fui eu de certeza, mas antes o aparelho de propaganda de Bush e Blair e os seus ecos portugueses.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-109993201695862670?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109993201695862670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109993201695862670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109993201695862670' title='Q &amp; A, Pergunta &amp; Resposta'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-109966829182696482</id><published>2004-11-05T15:24:00.000Z</published><updated>2004-11-08T10:25:19.646Z</updated><title type='text'>Facets of Power</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Um leitor pediu por e-mail informação sobre os papers &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.lse.ac.uk/collections/LSEPublicLecturesAndEvents/events/2004/20040914t1308z001.htm"&gt;&lt;strong&gt;desta conferência&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;e em vez de clicar no botão responder, cliquei no botão apagar! Aqui ficam as desculpas e a resposta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a semana encontrei um dos organizadores no Café Nero no Strand – the best coffee this side of Milan, o que quer dizer alguma coisa, mas não muito... &lt;strong&gt;O Mike estava a afogar em cafeína as mágoas pós-eleitorais, mas garantiu-me que vão tentar disponibilizar os papers, que supostamente estamos a rever tendo em conta as animadas discussões, nas próximas semanas (digamos que estou um bocadinho atrasado...).&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, e &lt;strong&gt;especificamente sobre o Steven Lukes, o orador principal, a sua comunicação foi uma síntese do livro &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.amazon.co.uk/exec/obidos/ASIN/0333420926/qid=1099749665/sr=1-3/ref=sr_1_10_3/026-1468880-6604427"&gt;&lt;strong&gt;Power : A Radical View.&lt;/strong&gt; Nesta segunda edição Lukes, um percursor de uma noção menos ‘dura’ do poder, desenvolve bastante as suas ideias. &lt;/a&gt;Ele não é, diga-se, um entusiasta cego da versão mais ‘mole’ de poder, mas defende um entendimento que tenha em conta a complexidade da noção de poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na discussão que tive com ele sobre o assunto, ele concordou ser &lt;strong&gt;simplista acreditar, como o grande advogado actual do soft power, &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.amazon.co.uk/exec/obidos/ASIN/1586482254/qid=1099749708/sr=1-1/ref=sr_1_10_1/026-1468880-6604427"&gt;&lt;strong&gt;Joseph Nye parece crer&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;, que este tipo de poder não provoca também resistência e ressentimento.&lt;/strong&gt; (Nye faz apenas referência en passant aos wahabitas e outros islamistas como soft power concorrente.) Mesmo que seja verdade que nenhuma estratégia de poder pode ser bem sucedida sem ter em conta as dimensões menos óbvias do poder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, &lt;strong&gt;a discussão resvalou cada vez mais, com grande entusiasmo dele, para uma discussão sobre a natureza e os limites do poder legítimo num regime liberal&lt;/strong&gt;, e confesso que apesar de haver uma colega polaco-britânica a preencher bem o papel, senti a falta do &lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2004/11/xenofobia-continental.html"&gt;João Miranda (pois xenofobia na Europa anti-Bush, felizmente que isso não existe nos EUA! leia o livro de Anatol Lieven e depois diga qualquer coisa&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lukes acrescentou ainda com piada que, comparado com Foucault ou outros ícones da teoria crítica pós-modernista (que, por exemplo, revelaram um grande desconforto com o conceito de terrorismo), ele deveria realmente intitular o seu livro, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Power : Not such a radical view&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, mas não resultaria tão bem... &lt;strong&gt;Na verdade, como marketing intelectual, acrescentei eu, a ideia de soft power parece imbativel...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-109966829182696482?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109966829182696482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109966829182696482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109966829182696482' title='Facets of Power'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-109966710237785915</id><published>2004-11-05T15:00:00.000Z</published><updated>2004-11-05T15:27:30.830Z</updated><title type='text'>Ainda as eleições norte-americanas e os comentários portugueses</title><content type='html'>A esquerda, dizem-me, tem dificuldades em explicar os resultados de Bush.&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;Não devem estar a falar de mim de certeza.&lt;strong&gt; Na verdade, a direita bloguistica é que parece ter dificuldade em digerir o seu significado.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A margem foi mais clara desta vez, mas três milhões de votos de diferença traduzem-se em 51% contra 49%. &lt;/strong&gt;O que dificilmente significa um mandato claro para uma agenda conservador radical como Cheney, o homem que votou contra a libertação de Nelson Mandela ou refeições nas escolas para crianças sem meios, veio reclamar. Mas ficámos esclarecidos quanto às intenções do verdadeiro senhor da Casa Branca. &lt;strong&gt;Bush foi o presidente com o mais votos (em termos absolutos, claro)? So what? Também Kerry foi o não presidente com mais votos (em termos absolutos, claro), porque nesta eleição votou mais gente do que em qualquer outra!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://causaliberal.blogspot.com/2004_11_01_causaliberal_archive.html#109948547076142343"&gt;O meu libertário preferido de direita argumenta que os resultados em Washington DC (90% a favor de Kerry), querem dizer que o sistema está contra Bush! &lt;/a&gt;Ora amigo Luis a explicação é muito simples e nada tem a ver com o Estado ou o statu quo votarem Kerry. &lt;strong&gt;Em DC existe uma forte concentração de população negra (c. 90%), a qual votou 90% em Kerry!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.ieei.pt"&gt;&lt;strong&gt;Eu falei no texto que publiquei aqui que o resultado final mostraria se o moralismo e securitarismo de Bush conseguiam ou não convencer o eleitorado.&lt;/strong&gt; Ou se, pelo contrário, as minorias e os jovens mais avessos a esse tipo de discurso, levariam a vantagem.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ora, lendo &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://news.ft.com/home/uk"&gt;&lt;strong&gt;o Finantial Times&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; de ontem, os dados batiam perfeitamente certo com essas minhas previsões.&lt;/strong&gt; Valores morais e (in)segurança eram as principais prioridades referidas pelos vontantes (20% e 16% respectivamente). No grupo dos religiosos praticantes quatro vezes mais votaram em Bush do que em Kerry. Todas as minorias deram uma vantagem clara a Kerry, mas os brancos votaram 60% em Bush. E os eleitores mais jovens votaram em menor numero do que se esperava, o que evidentemente jogou contra Kerry.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A direita portuguesa gosta de ganhar por interposta pessoa, mas parece ter dificuldade em assumir o que Bush realmente representa. &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2004/11/garbage-in-garbage-out-iv.html"&gt;O João Miranda vem dizer que Bush teve muitos votos em todos os principais grupos na sociedade americana, e depois cita percentagens que mostram que perde em quase todos eles com margens significativas! Viva o rigor, mas quanto a argumentos convincentes fica um bocadinho a desejar!&lt;/a&gt; Finalmente para quem quiser um estudo aprofundado deste nacionalismo americano agora triunfante, recomendo o livro excelente que estou a ler de &lt;a href="http://www.amazon.co.uk/exec/obidos/ASIN/0007164564/qid=1099667723/sr=1-1/ref=sr_1_8_1/202-4033942-1945439"&gt;Anatol Lieven, America Right or Wrong.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-109966710237785915?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109966710237785915'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109966710237785915'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109966710237785915' title='Ainda as eleições norte-americanas e os comentários portugueses'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-109940973988499679</id><published>2004-11-03T20:35:00.000Z</published><updated>2004-11-08T10:27:03.583Z</updated><title type='text'>Bush em rigor (Bis)</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Em Portugal nas colunas de opinião e&lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2004/11/garbage-in-garbage-out-iii.html"&gt; na blogosfera &lt;/a&gt;reina a ideia de que não se pode acusar Bush de ser burro como uma porta. Isso&lt;a href="http://oacidental.blogspot.com/"&gt; seria falta de rigor&lt;/a&gt;.&lt;/strong&gt; Agora que ele ganhou quero com espirito de perfeita justiça deixar as coisas claras. Vencer não é convencer. Ou o Hitler passou a ser um excelente ser humano depois de ganhar em 1933? O que Miranda &amp; Mascarenhas etc. parecem não querer ver é que &lt;strong&gt;um presidente burro mas conservador - e evidentemente as duas coisas não estão necessariamente ligadas, dai ser importante alertar para o facto - pode vencer nos EUA neste momento&lt;/strong&gt;, porque existe uma maioria conservador, num pais que nem por isso deixa de estar extremamente dividido. Parem de querer tapar o sol com a peneira, seria o meu conselho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Isso e recomendar a leitura de um texto do genial Bill Bryson. Foi publicado num suplemento do Times de segunda-feira &lt;/strong&gt;(basta digitar o nome do autor no site e ele aparece). A &lt;strong&gt;capa é um George W. Bush em campanha, heroicamente de volta de uma espiga de milho cru&lt;/strong&gt;, que ele tinha acabado de comprar numa paragem no Iowa, como nos informa Bryson: &lt;a href="http://www.timesonline.co.uk/"&gt;&lt;strong&gt;He proceeded to try to eat it raw&lt;/strong&gt;, discovering what all other grown people know already, that isn’t remotely satisfactory’ &lt;/a&gt;Como vêem um jornal com grandes tradições esquerdista daqui de Londres não têm pruridos que existem em Portugal na imprensa ‘de esquerda'. Mas querem mais? &lt;a href="http://www.timesonline.co.uk/"&gt;In the same week, while fishing, President Bush tossed his dog a live fish to torment to death on the lawn. &lt;/a&gt;Isto meu caro Luciano não tem nada a ver com problemas com a lingua inglesa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bill Bryson como bom americano diz que:&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.timesonline.co.uk/"&gt;&lt;strong&gt;I hesitate to show disrespect for the President because, as the radio talk show people constantly remind us, criticising the President (or any of his actions, or the actions of anyone who has a gun or wears an American flag on his lapel, or such a person’s mother) gives comfort to the enemy&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;so I’ll just say very quietly that both of these incidents made him look just a little bit not-too-smart&lt;/strong&gt;. Yet neither action, as far as can be told, affected Mr Bush’s standing with the electorate even a trifle.&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;E refere que parte da resposta resulta do facto de que &lt;a href="http://www.timesonline.co.uk/"&gt;&lt;strong&gt;George Bush is unquestionably the winner in the regular guy department.&lt;/strong&gt; Like all successful presidents, he is effortlessly comfortable with people and wholly unashamed to be folksy, and there is no question that he inspires trust. His wife is adored universally.&lt;/a&gt; E isto conta nos EUA, onde, como me diz um amigo americano, muita gente vota no tipo que mais gostava de convidar para um jantar com a familia...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu penso que tem tudo a ver com o &lt;strong&gt;aparelho político dirigido por Karl Rove&lt;/strong&gt; (&lt;a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/americas/3980659.stm"&gt;que Bush no seu victory speech chamou &lt;strong&gt;The Architect&lt;/strong&gt;, e ele deve saber&lt;/a&gt;) tem como dois princípios &lt;strong&gt;nunca reconhecer nada, especialmente a verdade, e atacar tudo no adversário, em especial o que parece inatacável&lt;/strong&gt;, como o facto de Kerry ter combatido heroicamente no Vietname.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Nos EUA ainda se percebe que estes truques sujos sejam vistos como necessários para eleger um presidente evidentemente incapaz. Mas que sentido faz reproduzir isto em Portugal?&lt;/strong&gt; Mas talvez tudo isto seja apenas o resultado de estar a viver no Reino Unido, um país onde mesmo muitos conservadores se recusam a fechar os olhos às asneiras de Bush.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso tal como Bill Bryson acho a misteriosa bossa no casaco de George Bush no famoso debate um bom sinal: &lt;a href="http://www.timesonline.co.uk/"&gt;&lt;strong&gt;I would be pleased to see him getting all the help with his thinking that he can.&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;(E acrescenta: &lt;a href="http://www.timesonline.co.uk/"&gt;Whatever your feelings, you have to concede that a radio transmitter would explain a great deal, not least Mr Bush’s interesting tendency to order himself to pipe down at odd moments in the debates. Days before any thought of wireless nefariousness entered my head, I remember being struck that Mr Bush referred to the Italian Prime Minister as “Sylvia Burrus”, and then, a minute or two later, when the name was no longer conspicuously germane, blurted out “Silvio Berlusconi!” as if it had just miraculously come to him. Which, as we now know, it may well have.)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;E pelo menos vamos ter com que nos divertir, enquanto as calotas polares derretem calmamente...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-109940973988499679?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109940973988499679'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109940973988499679'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109940973988499679' title='Bush em rigor (Bis)'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-109952123745294602</id><published>2004-11-03T20:24:00.000Z</published><updated>2004-11-03T22:46:02.936Z</updated><title type='text'>In victory we see light and darkness</title><content type='html'>Para quem esperava um viragem de Bush, o discurso de hoje deve ter esclarecido as coisas [pelo menos a mim esclareceu].&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/americas/3980659.stm"&gt;Our military has brought justice to the enemy and &lt;strong&gt;honour&lt;/strong&gt; to America [Abu Ghraib]. Our nation has defended itself and served the freedom of &lt;strong&gt;all &lt;/strong&gt;mankind [Patriot Act]. &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/americas/3980659.stm"&gt;I'm proud to &lt;strong&gt;lead such an amazing country, and I am proud to lead it forward&lt;/strong&gt;. Because we have done the hard work, we are entering a season of hope [for my friends]. We will continue our economic progress. &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/americas/3980659.stm"&gt;We will reform our outdated tax code [$$$]. We will strengthen the Social Security for the next generation [Drug folks ;)]. We will make public schools all they can be [and no more], and we will uphold our deepest values of family and faith [cruzade]. We will help the emerging democracies of Iraq and Afghanistan so they can grow in strength and defend their freedom [finally!], and then our servicemen and women will come home with the honour they have earned [unlike me in Vietnam]. &lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/americas/3980659.stm"&gt;&lt;strong&gt;With good allies at our side&lt;/strong&gt;, we will fight this war on terror with every resource of our national power so our children can live in freedom and in peace. Reaching these goals will require &lt;strong&gt;the broad support of Americans... &lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pelos vistos Bush precisa do apoio de todos dentro dos EUA, mas fora, bastam alguns good allies. Ainda bem! Mas deixem de chatear os franceses.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Um pouco mais seriamente cabe comentar que um triunfo desta magnitude retira qualquer desculpa a Bush.&lt;/strong&gt; Ele controla completamente o Congresso. Agora pode provar o que realmente vale.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os mais desanimados com a perspectivo deixo estas palavras do velho Guillerme de Orange que o guiaram um muitas dificuldades: &lt;strong&gt;Il est nul besoin d'esperer pour entreprendre, ni de reussir pourperseverer. &lt;/strong&gt;Ou como diria Xanana, resistir é vencer! Ou como diria Adenauer, a Europa será a nossa vingança!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-109952123745294602?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109952123745294602'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109952123745294602'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109952123745294602' title='In victory we see light and darkness'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-109948452919553164</id><published>2004-11-03T13:16:00.000Z</published><updated>2004-11-03T12:25:05.783Z</updated><title type='text'>Election night</title><content type='html'>Diverti-me, com boa companhia e boa comida americana (e canadiana). E quando me deitei as coisas ainda estavam em aberto. Neste momento claramente Bush tem vantagem, e se Kerry ganhar teria provavelmente menos votos do que o cowboy do Texas (suprema ironia!). A confirmar-se Bush pode agora mostrar-nos que o deficit doesn't matter, e como fazer do Iraque uma democracia modelo. Vou esperar sentado... Em todo o caso &lt;a href="http://www.ieei.pt"&gt;escrevi um texto mais longo para aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas se preferirem um poste curto &lt;a href="http://ablasfemia.blogspot.com/2004/11/eles-mentem-eles-ganham.html"&gt;recomendo este&lt;/a&gt;...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-109948452919553164?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109948452919553164'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109948452919553164'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109948452919553164' title='Election night'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-109941049914238446</id><published>2004-11-02T15:36:00.000Z</published><updated>2004-11-02T15:48:19.143Z</updated><title type='text'>Let Freedom reign!</title><content type='html'>&lt;strong&gt;Hoje acordei optimista quanto às eleições americanas. Espero que os 5% de americanos que se decidem no dia de ir a votos também!&lt;/strong&gt; Deve ter sido por acordar a ouvir num noticiário da BBC um senhor americano que estava a votar às seis e tal de manhã, e que com quarenta e tal anos nunca tinha votado! Mas Bush era demais, explicou, e tinha-o feito perceber como havia realmente coisas importantes na política. Kerry was the man!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Três coisas parecem-me claras:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;1.Estas são as eleições mais importantes na história americana desde, provavelmente, 1860 (eleição de Lincoln), ou 1940 (reeleição de Roosevelt).&lt;/strong&gt; E isso vai ver-se no número de votantes. O que tendencialmente favore os democratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;2.Este referendo a Bush (e Kerry) vai ser uma boa amostra da natureza actual dos EUA:&lt;/strong&gt; o liberalismo vai a triunfar sobre o conservadorismo (até porque o futuro do Supremo Tribuna está em jogo)? A esperança e a confiança vão vencer o medo e a suspeita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;3. Este referendo a Bush (e Kerry) vai ser um referendo à importância que os EUA dão actualmente ao resto do mundo e uma boa indicação da forma como querem lidar com ele no futuro:&lt;/strong&gt; os aliados importam ou não? A decent regard for the opinion of mankind continua ser importante ou não? Vai triunfar um nacionalismo fechado e triunfalista, ou um patriotismo aberto e cosmopolita?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Todos teremos de tirar as consequências dos resultados. &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://barnabe.weblog.com.pt/arquivo/162315.html"&gt;&lt;strong&gt;E critica de Rui Tavares aos apoiantes de Bush é bem certeira. &lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;Mas para fazer uma análise séria haverá que ter em conta a margem da vitória; e o facto de que por muito importantes que estas eleições sejam, os EUA são uma democracia e portanto dentro de quatro anos há mais...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma coisa é certa, nesta grande cidade americana que é Londres já se anunciam grupos de terapia colectiva para o caso de Bush ganhar. &lt;/strong&gt;Talvez eu também vá.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-109941049914238446?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109941049914238446'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109941049914238446'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109941049914238446' title='Let Freedom reign!'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-109940967292110025</id><published>2004-11-02T14:40:00.000Z</published><updated>2004-11-05T15:53:23.270Z</updated><title type='text'>O Busílis da Questão ou Rui Ramos e George Bush</title><content type='html'>O Rui Ramos é um historiador que eu muito admiro. Como admiro Fernando Rosas ou Vasco Pulido Valente. Escrevem bem, analisam bem, têm ideias novas e não fazem fretes (embora esteja consciente que muitos acham o contrário). Claro que haverá sempre quem diga que o bom historiador não se pode envolver politicamente. Para mim é claro que o bom historiador não deixa a política pré-determinar as suas conclusões. E isso até pode acontecer mais facilmente com alguém que acha que é “independente”, e pelo menos nestes casos sabemos bem de onde partem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ao contrário de muitos portugueses&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://barnabe.weblog.com.pt/arquivo/162103.html"&gt;&lt;strong&gt; e tal como o Pedro Oliveira graças ao qual posso fazer este comentário, eu não gosto de ortodoxias&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;. Por isso, aprecio a coragem de quem, como o Rui Ramos, em privado várias vezes ouvi criticar ou prever problemas que os advogados ardentes de Bush ignoravam, vir marcar uma posição: apesar de tudo acha Bush preferível a Kerry. Isto quando tantas vozes que elogiaram Bush estão silenciosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Como bom analista que é o Rui Ramos toca em vários pontos com os quais eu concordo.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Mas as minhas conclusões são diametralmente opostas.&lt;/strong&gt; Concordo, por exemplo que a &lt;em&gt;ameaça do terrorismo islamista é bem real (mas não é o único problema importante&lt;/em&gt;). Os &lt;em&gt;EUA são essenciais para a combater (mas não podem ganhar sozinhos&lt;/em&gt;). O ataque de &lt;em&gt;11 de Setembro legitimava uma resposta armada a esses grupos que têm objectivos ‘políticos por mais odiosos que sejam’ (mas não nos impede de analisar a sabedoria das respostas&lt;/em&gt;). Retaliações esporádicas e regime de&lt;em&gt; sanções não são &lt;strong&gt;a&lt;/strong&gt; solução (mas podem ser parte da solução, veja-se o caso da Líbia&lt;/em&gt;). O &lt;em&gt;Iraque era um problema a precisar de solução (mas não de caos que foi o que sucedeu&lt;/em&gt;). Sobretudo, concordo, &lt;em&gt;este é um combate essencialmente político, e se Kerry ganhar arrisca-se a ser culpado pelo desastre iraquiano&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Com o que não concordo fundamentalmente é que Kerry seja o representante de um mentalidade arqueológica ou não perceba a natureza da ameaça terrorista.&lt;/strong&gt; Basta ler o programa eleitoral democrata, ou ver que o chefe da sua equipa de segurança Rand Beers trabalha em contra-terrorismo desde Ronald Regan (esse grande liberal!). &lt;strong&gt;Ele percebe muito melhor a natureza da ameaça do que Bush! Essa é a grande ironia. A equipa presidencial mais incompetente no campo da segurança das últimas décadas veste um fato de cowboy e consegue ser vista como dura mas eficaz. Dura pode ser, mas eficaz?!!?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sobre este ponto recomendo a leitura do artigo no Atlantic Monthly de Outubro de James Fallows &lt;/strong&gt;(que cito pois o acesso paga-se)&lt;strong&gt;:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.theatlantic.com/doc/prem/200410/fallows"&gt;'As a political matter, whether the United States is now safer or more vulnerable is of course ferouciously controversial. […] But &lt;strong&gt;among national-security professionals there is surprisingly little controversy. […] I have sat though arguments among soldiers and scholars about whether the invasion of Iraque should be considered the worst strategic error in American history – or only the worst since Vietnam&lt;/strong&gt;.’ E acaba a citar ‘a senior figure at one of America’s military-sponsored think-tanks’, que eu entretanto conheci (e que posso acrescentar é amigo pessoal de vários neo-conservadores): ‘“Let me tell you my gut feeling […] &lt;strong&gt;the Administration is full of shit. In my view we are much worse off now than when we went into Iraq. That is not a partisan position. I voted for these guys. But I think they are incompetent. &lt;/strong&gt;And I have a very close perspective on what is happening. […] &lt;strong&gt;We are playing to the enemy’s political advantage&lt;/strong&gt;.”’&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Precisam de provas? Querem maior do que a cassete que Bin Ladin ofereceu de presente ao seu amigo George W?&lt;/strong&gt; Numa guerra é uma regra essencial – já Sun Tsu há mais de 2500 anos o dizia – negar, sempre que possível, a iniciativa ao adversário. Ora Bush tem seguido exactamente o caminho que Bin Ladin esperava. &lt;strong&gt;A guerra e o caos no Iraque deram aos discursos de Usama, em que a Al-Qaeda é a vanguarda armada em defesa do Islão, uma credibilidade que antes não tinha.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Finalmente, o que é arqueológico é pensar que as ameaça sérias só podem vir de Estados&lt;/strong&gt; que se combatem com um grande exército e armas cada vez mais sofisticadas e caras. &lt;strong&gt;É por não perceber que os Estados não são tudo na vida internacional, que a Administração Bush não consegui evitar o 11 de Setembro.&lt;/strong&gt; O Rui Ramos diz que os serviços secretos não conseguiram ver a ameaça? &lt;strong&gt;Na altura Bush e companhia achava que a grande ameaça era a China! O responsável de contra-terrorismo, Richard Clark pediu uma reunião urgente sobre o assunto que demorou um ano a marcar! Um dos memos da CIA para o Presidente no verão de 2001 tinha como título ‘Bin Ladin quer atacar no interior dos EUA.’ Qual foi a reacção do presidente? Continuar de férias no Texas!&lt;/strong&gt; (Bem sei que o homem não é um génio, mas caramba, mais claro do que isto?!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Se Bush é tão eficaz a combater o terrorismo porque é que cinco chefes do contra-terrorismo se demitiram desde que ele tomou posse? Porque é que os atentados continuam a multiplicar-se por tudo o mundo? Porque é que os moderados e liberais no Médio Oriente afirmam que a sua política tem favorecidos os radicais? &lt;/strong&gt;Kerry percebe que para ganhar contra insurreição à escala global tem de combater os terroristas e os que os apoiam, mas também conquistar ‘hearts and minds’ no mundo islâmico, de outra forma a hidra continuará a substituir as cabeças decapitadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Kerry propõe um combate em todas as frentes ao terrorismo:&lt;/strong&gt; aumentando o número de tropas e o seu salário; mas investindo mais nas forças especiais; e apostando nos aliados, porque os EUA não podem ganhar sozinhos; e também no controlo da tecnologia nuclear; ou na segurança interna e na protecção civil; e last but not least no reavivar do processo de paz no Médio Oriente. (Já agora, como é que os islamistas podem destruir Israel, um Estado com mais de 100 ogivas nucleares e provavelmente o exército mais profissional do mundo?)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Embora o argumento em termos de política interna americana seja ainda mais óbvia, pois Bush foi simplesmente o mais desastrado e desastroso presidente americano desde pelo menos a Grande Depressão.&lt;/strong&gt; E isso tenha evidentemente consequências em termos da economia mundial.&lt;strong&gt;Para mim o campo externo é o essencial, e neste campo só posso ‘votar’ Kerry.&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Sem ilusões de que ele salvará o mundo, mas com a certeza de que lidará com ele de forma mais sensata, seja ou não necessário recorrer à força. Pois o contrário seria impossível! &lt;/strong&gt;Mas se o Rui Ramos não tivesse escrito o seu texto, e o Pedro Oliveira não o tivesse publicado, provavelmente não me teria dado ao trabalho de pensar tão a fundo no assunto...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-109940967292110025?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109940967292110025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109940967292110025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_11_01_archive.html#109940967292110025' title='O Busílis da Questão ou Rui Ramos e George Bush'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-109926363488473850</id><published>2004-10-31T22:47:00.000Z</published><updated>2004-10-31T23:00:34.883Z</updated><title type='text'>Bush vai ganhar?</title><content type='html'>Estive &lt;a href="http://www.lse.ac.uk/collections/LSEPublicLecturesAndEvents/events/2004/20040914t1308z001.htm"&gt;nesta conferencia muito interessante&lt;/a&gt;, e estou por isso sem acentos e sem muita energias de reserva. Mas ficam algumas notas muitos breves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, neste conferencia supostamente muito conceptual, quase toda a gente falou da eleicao americana de 2 de Novembro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois quase todos os realistas comecaram por dizer que a maioria dos realistas se tinham oposto a Bush e citaram o famoso anuncio de pagina inteira no New York Times como &lt;em&gt;disclaimer&lt;/em&gt;. Poucos pouparam palavras para descrever o evidente: esta gente foi muito incompetente a combater um inimigo muito perigoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota final de uma colega que ensina no Naval War College e em Gettysgburg College na Pensilvania, um dos Estados essenciais para ganhar as presidenciais. Ela pensa que no final, e &lt;a href="http://news.bbc.co.uk/1/hi/world/middle_east/3967565.stm"&gt;este video de Bin Ladin veio ajudar&lt;/a&gt;, os indecisos ao contrario do que eu previ, irao pensar que vivemos tempos demasiado incertos: &lt;em&gt;I will stay with the ugly bad devil I know. They will decide in fear and Bush will win!&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-109926363488473850?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109926363488473850'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109926363488473850'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109926363488473850' title='Bush vai ganhar?'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-6401682.post-109909985016515563</id><published>2004-10-30T08:17:00.000+01:00</published><updated>2004-10-30T02:45:47.026+01:00</updated><title type='text'>Liberal e muito, mas cabalista não!</title><content type='html'>&lt;a href="http://oacidental.blogspot.com/2004_10_01_oacidental_archive.html#109897704416677246"&gt;O Paulo Pinto Mascarenhas ofendeu-se com uma referência que eu fiz a um poste dele a propósito do caso Marcelo. Mas também não era preciso insultar! Diz que faço parte do ‘mainstream mediático.’&lt;/a&gt; Ora, como não tenho grande jeito para me calar, não acredito que com os meus postes, sempre pertinentes mas nem sempre sensatos no sentido mais rasteiro do termo, restem muitos órgãos de comunicação social que me acolham de braços abertos. Se souberem de interessados... Mais, dado que a minha área de interesse profissional está completamente dominada pela direita, não vejo como é que se possa desconfiar de que espero recompensas futuras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Estar ao lado de Louçã ou Pacheco Pereira, ou de Marcelo ou de Sócrates ou de Cavaco não é coisa que me preocupe ou me ocupe.&lt;/strong&gt; Como dizia Edmund Burke aqui há uns anos se só aderíssemos a causas partilhadas por pessoas com que concordássemos inteiramente nunca aderíamos a causa nenhuma. Estou certamente mais próximo do PS de Sócrates do que de qualquer outra alternativa. Mas o meu liberalismo não é partidário (também não é, evidentemente, hostil aos partidos). Por isso, não só não passo ‘os dias a bater no governo’ como antes da ascensão de Santana dificilmente se encontram referências ao dito. Com algum trabalho até pode encontrar um elogio, que mantenho, ao trabalho de Portas na defesa, tal como ele me surge aqui de longe (a central de compras faz evidente sentido, e a integração dos três ramos deveria ir bem mais longe). &lt;strong&gt;Não era objectivo deste blogue centrar-se particularmente a politica portuguesa, estou a viver fora de Portugal e acho o complexo do estrangeirado difícil de combater mas potencialmente irritante&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O que este blogue sempre foi abertamente, e continuar a ser, é liberal e muito! &lt;/strong&gt;O respeito pela liberdade de opinião, excepto casos extremos, é um aspecto essencial para qualquer liberal. E foi claramente posto em causa no caso Marcelo. Isso é grave. E dizer que é grave para um liberal deveria ser evidente e urgente. Mesmo que a ditadura não esteja às portas, a qualidade da nossa democracia ficou diminuída com um episódio como este e o que ele veio mostrar. &lt;strong&gt;Quanto a propaganda governamental nada tenho a opor, excepto custos excessivos em tempos de vacas magras!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Por fim, e sobretudo, queria deixar claro que &lt;a href="http://cartaslondres.blogspot.com/2004_10_01_cartaslondres_archive.html#109890550257373066"&gt;se o Paulo Mascarenhas ler com calma o que escrevi&lt;/a&gt;, verá que não subscrevo nenhuma tese da cabala em relação a ele. &lt;/strong&gt;Sempre fui muito crítica deste tipo de teses viessem de onde viessem. &lt;a href="expresso.http://oacidental.blogspot.com/2004_10_01_oacidental_archive.html#109889360572501595"&gt;&lt;strong&gt;Acho que o texto dele que motivou a minha crítica é dos menos objectivos e felizes dele,&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; mas atribuo isso à sua lealdade ao actual governo por convicção e não  por qualquer tipo de interesse mais ou menos escuro&lt;/strong&gt;. Detesto juízos de intenção desse tipo. Se isso não ficou claro na altura fica expresso aqui.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/6401682-109909985016515563?l=cartaslondres.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109909985016515563'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/6401682/posts/default/109909985016515563'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cartaslondres.blogspot.com/2004_10_01_archive.html#109909985016515563' title='Liberal e muito, mas cabalista não!'/><author><name>bruno cardoso reis</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
